Embraer e Boeing se unem na pesquisa de biocombustíveis

Boeing 787 Dreamliner

Embarer e Boeing anunciaram, em 26 de julho último, durante o seminário Latin American Sustainable Aviation 2011, no Rio de Janeiro, que financiarão em conjunto uma análise de sustentabilidade para produção de biocombustível para jatos, desenvolvido pela empresa Amyris a partir da cana-de-açúcar. Esse é atualmente o maior projeto de pesquisa sobre a viabilidade de biocombustíveis na aviação ocorrendo no país. A parceria conta ainda com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a coordenação do estudo ficando a cargo do ICONE, incubadora brasileira de pesquisas. Haverá ainda a supervisão do WWF, organização não governamental voltada para a conservação da natureza.

A parceria entre as duas grandes da indústria surgiu da necessidade de buscar alternativas para a redução de emissões de carbono na atmosfera, a substituição da matriz energética da aviação (o petróleo), em conformidade com as tendências de preocupação com o meio ambiente e o futuro do planeta e, num aspecto mais amplo, reduzir os custos de operação do setor. “Primeiramente estamos falando do futuro da aviação. Em se tratando de segurança de voo, segurança de aeroportos e processos e meio ambiente, todos se falam. Qualquer erro da indústria afeta a todos” – disse Guilherme de Almeida Freire, diretor de Estratégia e Tecnologia para o meio ambiente da Embraer, explicando os motivos que levaram à união das empresas na pesquisa.

A iniciativa foi despertada em grande parte com a assinatura, pelos governos de Brasil e Estados Unidos, de um acordo na área de biocombustíveis durante a visita do presidente Barack Obama ao país. Hoje os principais desafios para a utilização do biocombustível na aviação são a certificação técnica do composto (existem vários tipos de compostos originados de biomassas diferentes, produzidos com tecnologias diferentes e que precisam ser certificados individualmente) e a necessidade da utilização da infraestrutura já existente. Segundo Billy Glover, Vice-presidente de Meio Ambiente e Política de Aviação da Boeing, os biocombustíveis precisam partilhar das mesmas instalações utilizadas pelos combustíveis à base de petróleo, tanto nos aeroportos quanto nas próprias aeronaves (tanques, turbinas e tubulações), sem que seja preciso qualquer modificação. Investir milhões em alterações nos equipamentos tornaria a inciativa inviável economicamente.

A Boeing recentemente, durante o Paris Air Show 2011, realizou o primeiro voo transatlântico de uma aeronave a jato utilizando biocombustível. O 747-8 fez o trecho de Seattle (EUA) a Le Bourget (Paris, França) com as quatro turbinas “queimando” biocombustível. A Embraer pretende voar o primeiro E-Jet movido a combustível de fonte renovável, em parceria com a GE e a AZUL, no primeiro semestre de 2012.

Segundo Billy Grover, a parceria entre as duas fabricantes nesse projeto pode vir a gerar frutos em outras áreas.

Fonte: www.revistaasas.com.br (Carlos Filipe Operti)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s