Azul estuda voar para o exterior em 2012

Embraer 195 da Azul

A Azul está interessada em entrar no segmento internacional, com voos para a América do Sul, disse nesta terça-feira, 13, ao Estado o vice-presidente técnico-operacional da companhia aérea, Miguel Dau. Segundo o executivo, a empresa está analisando diversos mercados na região e deve tomar uma decisão ao longo de 2012, ano em que completará seu quarto aniversário.

“A única coisa que temos em mente é o mercado da América do Sul. Temos estudado e acompanhado, mas ainda não há uma decisão”, disse, ao ser perguntado sobre a possibilidade de ingresso no segmento internacional. “Estamos olhando todas as oportunidades. Depois da experiência de Campinas, para nós tudo é possível”, declarou após participar do XVII Fórum Internacional de Logística, no Rio.

Hoje, Gol e TAM dominam o mercado de voos para a América do Sul e a Avianca (ex-OceanAir) tem uma participação marginal, apenas com voos para a Colômbia. Nas rotas internacionais operadas por empresas brasileiras, incluindo outras regiões do mundo, a TAM detém uma fatia de 88% e a Gol responde por 10,5%, enquanto a Avianca não chega a 1,5%, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), referentes a julho.

Conexão Buenos Aires

Embora Dau não tenha citado nenhum país específico, as aéreas brasileiras olham com atenção para as rotas para a Argentina, consideradas promissoras. Apesar da alta demanda por transporte aéreo entre o Brasil e o país vizinho, a entrada de outras empresas brasileiras nesse mercado têm enfrentado um entrave: a negativa da concessão de mais frequências pelas autoridades de Buenos Aires.

Pelo acordo entre os dois países, cada um dispõe de 133 frequências semanais. As empresas brasileiras já utilizaram toda a sua cota, mas o fato é que há uma demanda reprimida. O vizinho do Mercosul vê na barreira a novos voos às aéreas brasileiras uma forma de criar uma reserva de mercado para a estatal Aerolíneas Argentinas.

Responsável por renegociar o acordo bilateral, a Anac tem enfrentado dificuldades com os negociadores argentinos, mas se vê com pouca munição para pressioná-los. A autarquia pretende voltar à carga este semestre para tentar um acordo, aproveitando o aumento do número de voos pela Aerolíneas. O Itamaraty pode ser convidado a ajudar nas negociações. Apesar dos entraves, o professor Respicio Espírito Santo, da UFRJ, disse acreditar que a Azul acabe partindo para o mercado de voos internacionais para a Argentina no médio prazo.

“Vejo (a entrada nesse mercado) quase como uma obrigação dentro do modelo de negócios da empresa que já opera o doméstico. Acredito que a Azul entre, no médio prazo”, disse. Ele levanta dúvidas, no entanto, sobre a lucratividade dessas rotas. “Há uma concorrência muito forte. Esse mercado se assemelha ao segmento doméstico: o pessoal faz um bate e volta muito rápido”, explicou.

Enquanto não começa no segmento internacional, a Azul avança a passos largos no mercado interno. Dau estimou que este mês a empresa já tenha alcançado uma participação de 10%, três meses antes de completar três anos de operações. O executivo ressalta, no entanto, que a companhia não está atrás de market share, mas de rentabilidade. “Estamos preocupados em ter resultado”, disse.

A Azul recebe em outubro os primeiros três aviões turboélice ATR 72-600, de uma encomenda de 30, com opção para mais 10. Em 2012, chegam outros 9. Hoje, a empresa opera com ATR 72-200 arrendados, que devem ser todos devolvidos até setembro do ano que vem.

Fonte: Agência Estado

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