Três aeroportos podem ter greve na 5ª-feira

 

A semana que começou com voos cancelados por causa das cinzas do vulcão Puyehue promete mais transtornos para os brasileiros que passarem pelos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas. Ontem, os funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) aprovaram uma greve de 48 horas a partir de quinta-feira contra o modelo de privatização adotado pelo governo para os aeroportos.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, é preciso alertar a sociedade para os riscos da transferência para a iniciativa privada de atividades como a segurança aeroportuária: “A quem a população vai cobrar se os serviços oferecidos forem precários? Hoje, a sociedade pode cobrar do governo”.

Para Lemos, o governo deveria privatizar apenas a área comercial dos aeroportos, deixando o segmento de infraestrutura nas mãos da União.

“Empresários trabalham com um conceito de aeroshopping. Mas isso pode ser um perigo, porque deixa em posição secundária as operações de aviação.”

O presidente do sindicato lembra que apenas 15% dos aeroportos do mundo são privatizados e 98% dos acidentes acontecem durante as manobras de pouso ou decolagem. “A paralisação é para alertar a sociedade dos riscos de entregar à iniciativa privada a atividade-fim dos aeroportos”, disse. Ao fim do protesto, a categoria pretende se reunir novamente para decidir se prorroga a greve.

Investimentos

Inicialmente, a greve vai mobilizar apenas os três aeroportos – Guarulhos, Brasília e Campinas (Viracopos) – que estão no cronograma de privatização do governo. A expectativa é que os leilões aconteçam até o início de 2012. Juntos, os aeroportos têm 3 mil funcionários.

Mas Lemos acredita que a paralisação possa mobilizar também trabalhadores de outros aeroportos. Ao todo, a Infraero tem 15 mil funcionários.

Pelo modelo de privatização, o governo vai exigir investimento mínimo de R$ 13,2 bilhões no aumento da capacidade dos três aeroportos. Um terço desses recursos deverá ser gasto para equipar o sistema para a Copa. A cifra foi fixada com base nos estudos econômicos, que o ministro da Secretaria da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, entregou na semana passada ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Fonte: Agência Estado

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