U-2: História ma USAF continua até 2015

Lockheed U-2

Um dos mais antigos aviões da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), o Lockheed U-2 Dragon Lady, ainda voa e está sendo utilizado para realizar algumas das missões mais sensíveis e críticas dos Estados Unidos. Quer se tratando de apoio as tropas da OTAN no Afeganistão, fornecendo vigilância sobre a Coreia do Norte ou até mesmo examinando a costa do Japão devastada pelo tsunami. A USAF pretendia aposentar a aeronave que opera em grandes altitudes no final desse ano, mas agora mudou o plano original.

Ele exige muita habilidade e tecnologia para conseguir levar o piloto acima dos 21 mil metros de altitude, onde o U-2 consegue registrar imagens críticas e reúne dados de inteligência.

Uma hora antes da decolagem, o piloto começa inalando oxigênio puro para cortar o risco dos sistomas da descompressão. O Major Colby Kuhns, do 5º Esquadrão de Reconhecimento da Força Aérea dos EUA, o “Blackcats”, disse que é como estar no topo do Monte Everest.

“Eu não tive qualquer problema de descompressão, de modo que é bom. Mas nós somos suscetíveis a ela. Caras que começam a sentir esses sintomas vão sentir dor nas suas articulações e pode ficar pior do que isso”, disse Kuhns.

Pousar o avião espião, apelidado de Dragon Lady, também exige habilidades únicas.

O piloto, às vezes terminando um vôo cansativo de até 12 horas, tem pouquíssima visibilidade para a frente no cockpit. Porque o jato com grande envergadura tem um trem de pouso inusitado no estilo de bicicleta, e um segundo piloto, dentro de um carro veloz acompanha a aeronave na pista antes do pouso, passando por rádio todas informações para o colega no cockpit para um pouso suave, precisando “arredondar” a aeronave a 60 centímetros do chão.

Quando os aviões U-2s retornam dos voos, a equipe de manutenção dos Blackcats, supervisionado pela Tenente Danielle Rogowski, verificam cerca de 150 itens no jato que precisam ser substituídos em determinados intervalos.

“Voando numa alta altitude, você tem uma quantidade significativa de desgaste nas aeronaves e, muitos desses componentes, com as mudanças de temperatura e temperaturas extremas, tem muita pressão sobre eles”, disse Rogowski.

O primeiro U-2 decolou em 1955. Originalmente, a Força Aérea fornecia os comandantes de esquadrão e apoio logístico, enquanto a Agência Central de Inteligência (CIA) fornecia os oficiais de operações, pilotos e planejadores da missão. A versão mais recente, 40 por cento maior que o original U-2, foi produzido na década de 1980. Na década de 1990, os U-2s foram equipados com novos motores.

O Major Carl Maymi, sentado no cockpit antes de uma sessão de treinamento de baixa altitude num relativamente novo U-2 construído na década de 1980, aponta para a Força Aérea dos EUA também ainda bombardeiros da década de 1950.

“Então, perto de outros sistemas de armas da Força Aérea, ele é relativamente novo. Você pode dar uma olhada no interior do cockpit e nos cabos ao longo do jato, no motor e, especialmente, nos sensores que temos a bordo, sendo tudo estado-da-arte. É avançado. Então eu me sinto realmente confortável com uma aeronave que está tecnicamente com mais de 50 anos de idade”, disse Maymi.

Uma das razões do U-2 ser projetado para voar muito alto foi para evitar ser derrubado. Mas isso foi precisamente o que aconteceu em 1960, quando um míssil soviético atingiu um dos aviões de espionagem.

O piloto era Francis Gary Powers, cujo U-2 da CIA foi recuperado quase intacto. Ele foi capturado e levado a julgamento em Moscou, e condenado por espionagem.

Além das tradicionais missões de inteligência da era da Guerra Fria, os U-2s agora também fornecem assistência em tempo real para as tropas em zonas de combate, como no Afeganistão.

“Ele evoluiu, uma vez que é necessário evoluir. Está modernizado e poderia muito bem seguir mais para o futuro, se necessário”, disse Kuhns.

O seu futuro tem sido questionado por algum tempo. O Departamento de Defesa, há cinco anos, decidiu começar a aposentar a frota. Mas o Congresso insistiu que o avião espião permaneceria no ar até que novos aviões de reconhecimento não tripulados fossem capazes de assumir as suas missões críticas.

A Força Aérea disse agora que isso vai acontecer em 2015, quando os novos drones Global Hawk RQ-4 poderão assumir as missões dos U-2s – cerca de 60 anos após o venerável avião espião ter voado pela primeira vez.

Fonte: Voice of America – Tradução: Cavok

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