Aeronautas e aeroviários decidem hoje sobre greve

 

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Oreste Dalazen, determinou nesta quarta-feira, 21, que os aeroviários e aeronautas mantenham pelo menos 80% dos postos de trabalho ativos no período de Natal e Revéillon. Os trabalhadores do setor decidem hoje (22/12) em assembleia se entram em greve dois dias antes do Natal. Paralisação está prevista para começar a partir das 23h desta quinta.

Ao fixar um porcentual mínimo de força de trabalho, Dalazen atendeu a um pedido do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA). Se a decisão for desrespeitada, sindicatos representativos de aeronautas e aeroviários estarão sujeitos ao pagamento de uma multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento. Após o feriado de Ano Novo, pelo menos 60% dos funcionários terão de trabalhar.

“Ao disciplinar o exercício do direito de greve, a lei reputa absolutamente essencial à população a atividade prestada pela categoria profissional dos aeronautas e aeroviários”, disse Dalazen. “É compreensível e respeitável a reivindicação das categorias profissionais, mas a população brasileira não pode ser prejudicada pela carência de um serviço público essencial”, afirmou.

Além da fixação de um porcentual mínimo de força de trabalho nos dias que antecedem as festas de final de ano, o SNEA queria que a greve prevista para começar amanhã fosse declarada abusiva. Na segunda-feira, representantes dos sindicatos dos patrões e dos trabalhadores se reuniram no TST para tentar uma conciliação.

Na ocasião, a vice-presidente do Tribunal, Cristina Peduzzi, propôs que fosse firmado um acordo para reajuste de 8%. Os sindicatos dos trabalhadores, que reivindicavam um aumento de 13%, aceitaram a proposta. Mas o SNEA manteve a intenção de conceder 6,17%. Com o impasse, os trabalhadores confirmaram a intenção de fazer greve a partir de amanhã.

Nesta terça, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) fechou acordo salarial com dois sindicatos de trabalhadores, do Rio e da região amazônica, evitando que parte dos funcionários do setor entre em greve na próxima quinta-feira.

Para o negociador do Snea, Odilon Junqueira, não haverá greve.”Há um clima de diálogo, não há o menor ambiente para greve em nível nacional nas empresas aéreas. Ainda mais por causa de uma diferença de reajuste tão pequena e às vésperas do Natal”, disse Junqueira.

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, garantiu que neste final de ano, não haverá apagão aéreo, por causa de greve dos aeroviários. Ela disse confiar nas previsões do ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, quanto ao encaminhamento dado pelas empresas aéreas para impedir a paralisação dos aeroportos

Ameaça

Na segunda-feira, o Sindicato Nacional dos Aeronautas e o Sindicato Nacional dos Aeroviários haviam notificado o TST de que fariam greve por tempo indeterminado a partir das 23 horas do dia 22 de dezembro.

Fonte: Agência Estado

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