Logística dificulta acesso a “puxadinho”

 

Infraero diz que a culpa é de Webjet, Trip e Avianca, que não estariam operando o espaço da forma combinada. Passageiros esperam nos terminais 1 e 2 ou no ônibus e só são direcionados ao módulo na hora da partida

O MOP (Módulo Operacional Provisório) do aeroporto internacional de Guarulhos, obra de R$ 2,8 milhões inaugurada em setembro, está subutilizado. Com voos de Webjet, Trip e Avianca, o MOP é uma sala de embarque localizada em uma área remota da pista, com capacidade para 1 milhão de passageiros/ano. Ocupa uma área de 1.200 m², com ar condicionado, banheiro e lanchonete.

A Folha passou pelo MOP em dezembro, em voo da Webjet. A espera para o embarque foi dentro de um ônibus. Quando o ônibus chegou ao MOP, era hora de entrar no avião. Os passageiros literalmente entraram por uma porta e saíram por outra.

As empresas confirmam que esse procedimento tem acontecido “com certa frequência” e apontam problemas logísticos como escassez de ônibus. O acesso ao ônibus que leva ao MOP é feito pela sala de embarque do piso inferior dos terminais 1 e 2. Da forma como está a logística, o passageiro acaba fazendo o embarque duas vezes -apresenta o cartão e o documento antes de entrar no ônibus e novamente no MOP.

A estatal Infraero confirma a subutilização do módulo, mas diz que a responsabilidade é das companhias aéreas, que não estão operando conforme combinado.

Segundo Marçal Goulart, superintendente de gestão operacional da Infraero, as companhias “seguram o passageiro” para não ter de manter um funcionário no MOP. Segundo Goulart, as empresas deveriam direcionar os passageiros para o ônibus assim que eles chegarem à sala de embarque do terminal antigo. Os ônibus deveriam partir de dez em dez minutos, independentemente da lotação. Ele diz ainda que vai se reunir com as empresas para fazer os ajustes logísticos.

As empresas fazem elogios ao MOP, mas reclamam da logística dos ônibus. Victor Celestino, diretor de relações institucionais da Trip, diz que gerir o fluxo de passageiros e a escassez de ônibus é uma atividade “complexa”.

Tarcísio Gargioni, da Avianca, diz que mantém pessoal permanentemente no MOP. “Tem sempre alguém lá, do nosso primeiro voo ao último.” Ele admite “alguns errinhos” de logística na operação dos ônibus e diz que falta ônibus nas horas de pico. A Webjet não se pronunciou.

O MOP foi construído para desafogar os terminais 1 e 2, que têm capacidade para 20,5 milhões de passageiros/ano e operam com mais de 26 milhões. Quando o terminal 3 for construído, obra que ficará a cargo da empresa que vencer o leilão de concessão, em 6 de fevereiro, o MOP deixará de ser usado. “O MOP perde o sentido com o terminal 3, mas poderá ganhar outra utilidade”, diz Goulart.

Fonte: Folha de São Paulo

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