Aumento de custos pós-privatização preocupa Azul

Embraer 190 da Azul

Apesar de considerar a privatização dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília positiva, o fundador da Azul, David Neeleman, se diz preocupado com o possível aumento de custos para as companhias aéreas. “O ágio pago foi grande e as empresas têm que ter retorno do investimento. Quando os custos dos aeroportos são altos, as passagens sobem e menos pessoas viajam”, diz. Segundo ele, se isso ocorrer, o alto valor arrecadado pelo governo com o leilão será apenas um benefício de curto prazo para o governo.

O edital de privatização dos aeroportos estabelece que as tarifas pagas pelas companhias aéreas, como de pouso e decolagem, continuarão controladas. Mas outras, como por exemplo o aluguel cobrado pelas áreas de check-in e serviços de carregamento de bagagem, poderão ser estabelecidas livremente pelos consórcios vencedores. Há ainda o risco de custos indiretos. Empresas que fornecem combustível para os aviões, por exemplo, hoje pagam um porcentual da receita para a Infraero e, nos aeroportos privatizados, passarão a pagar aos consórcios. Se essa taxa subir, o preço do querosene de aviação também subirá, o que pode ter grande impacto nas finanças das companhias aéreas, já que cerca de 30% dos seus custos totais referem-se a despesas com combustível.

Por outro lado, Neeleman acredita que os avanços na infraestrutura podem ser significativamente positivos. No aeroporto de Campinas, que serve de base para a Azul, ele disse haver necessidade de ampliação não só do terminal – mais estacionamento, salas de espera, restaurantes – mas também no espaço chamado de pátio, onde as aeronaves são estacionadas, e no número pistas (o que é previsto no contrato).

Segundo o vice-presidente comercial da Azul, Paulo Nascimento, investimentos em pátios, por exemplo, contribuem para agilizar os procedimentos de pouso e decolagem, pois facilita a liberação das pistas. “É menos tempo com o motor ligado, menos tempo gastando combustível.” Nascimento disse que as ampliações dos terminais são mais simples e se mostrou mais preocupado com relação às obras para eliminar os gargalos nos pátios e pistas. “Estas obras requerem mais investimentos e mais tempo.”

Ao ser questionado sobre o consórcio ganhador da concessão de Campinas, Neeleman disse estar “satisfeito”. “Achamos que ele tem condições de cumprir as exigências do contrato”, afirmou. O consórcio é formado pela Triunfo (45%), a UTC Engenharia (45%) e a operadora aeroportuária francesa Egis (10%).

Fonte: Agência Estado

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