Pilotos dos caças F-22 ainda ofegantes

F-22A Raptor

A Força Aérea dos EUA ainda está tendo problemas com o abastecimento de oxigênio de seus pilotos de caças F-22. Recentemente, houve mais três casos de pilotos de F-22, aparentemente com problemas. O termo “aparentemente” é apropriado porque os pilotos não apagaram, e uma verificação completa do sistema de abastecimento de oxigênio a bordo e na aeronave não encontrou nada errado. Houve cerca de 30 desses incidentes de “tontura e desorientação” nos últimos quatro anos. Isso é cerca de um incidente para cada 100 surtidas. Apenas um F-22 foi perdido em acidente nesse período, e ao mesmo tempo que envolveu um problema no fornecimento de oxigênio, também foi causado por falha do piloto, de acordo com um relatório da USAF. Posteriormente um líder da USAF pediu desculpas por ter dado a culpa ao piloto, e não no equipamento.

Depois disso, a Força Aérea dos EUA está investindo US$ 7 milhões para instalar sensores comerciais do nível de oxigênio nos sistemas de fornecimento de ar de seus caças F-22. Isso faz parte de um esforço de dez meses para descobrir o que está causando que o suprimento de ar nos F-22 fique contaminado e cause aos pilotos sintomas de desorientação ou desmaio. Duas vezes no ano passado, a frota de F-22 foi toda mantida no solo por causa dos problemas de geração de oxigênio. A primeira suspensão durou 140 dias e terminou em setembro passado. A segunda suspensão durou uma semana e terminou há quatro meses. Os 180 caças F-22 Raptor compreendem o componente mais poderoso de capacidade de combate aérea da Força Aérea dos EUA e os militares estão ansiosos para descobrir o que está errado.

A Força Aérea já encontrou uma série de problemas com o sistema de suprimento de ar (nitrogênio em demasia e outros contaminantes). O principal problema foi sempre sobre ter algo ruim no suprimento de ar. Mas o ar não é enviado mal em qualquer forma previsível. Assim, a força aérea ainda está à procura de causas. Assim, os pilotos dos F-22s, por exemplo, doam amostras de sangue após a maioria dos vôos e os mantenedores tem uma atenção extra para o sistema de oxigênio. E agora, haverá todos os dados de todos os novos sensores de oxigênio.

A Marinha dos EUA teve um problema semelhante com os seus F-18. Houve 64 incidentes entre 2002 e 2009, resultando em duas mortes. A Marinha descobriu que o problema era o monóxido de carbono que era sugado para dentro do sistema de ar da aeronave (que a Marinha modificou, eliminando o problema). A força aérea olhou para a experiência da Marinha para ver se há algo similar acontecendo com os F-22s. Não teve sorte. A força aérea debruçou-se sobre um monte de causas potenciais, sem muito sucesso.

Os problemas da força aérea começaram quando parecia que o F-22 podia estar tendo um problema com o seu OBOGS (sistema de geração de oxigênio a bordo), fazendo com que os pilotos ficassem sonolentos, ou até mesmo apagassem, por falta de oxigênio. Antes de maio passado, houve 14 incidentes de pilotos com sensação de fadiga, ou desmaios, por causa do “ar ruim”. Por isso, todos os F-22s foram mantidos no solo em maio passado. A Força Aérea dos EUA também verificou os OBOGS nas aeronaves F-16, F-15E, A-10, F-35, B-1, B-2, VC-22 e T-6. Aparentemente não houve nenhum problema nessas. A Força Aérea acreditava, num certo ponto, que o problema do F-22 podia não envolver apenas o OBOGS.

O principal culpado de tudo isso, o OBOGS, já possui pouco mais de meio século. Mas foi apenas nas últimas duas décadas que os OBOGS tornaram-se compactos, baratos e confiáveis o suficiente para substituir os antigos compressores de gases ou LOX (oxigênio líquido) gerando uma fonte de ar respirável para tripulantes que voam em grandes altitudes. Cada aeronave, especialmente o F-22 e o F-35, recebe um OBOGS voltado para o espaço, peso ou outras condições específicas para qual o projeto de avião de guerra necessita. É este projeto personalizado que também foi bem estudado, para descobrir como as toxinas iam para dentro.

Um problema é que as aeronaves tinham permanecido mais tempo no ar (por causa do reabastecimento em vôo) e transportar oxigênio comprimido suficiente tornou-se insustentável. Assim, a necessidade do OBOGS para resolver o problema. Desde os anos 1990, a maioria dos aviões militares americanos substituíram os antigos sistemas de oxigênio com o OBOGS. A maioria dos países ocidentais e a Rússia, têm seguido, pelo menos com os seus mais recentes modelos de aeronaves. A maioria dos sistemas OBOGS trabalham usando uma reação química para remover o nitrogênio do ar antes de entrar no OBOGS e, em seguida, enviando o ar com a quantidade adequada de oxigênio para a tripulação.

Fonte: Strategy Page – Tradução: Cavok

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