Aeroporto da Pampulha volta ao centro do debate para obras de revitalização

 

A busca do equilíbrio ao redor do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, e o Aeroporto Carlos Drumond de Andrade, na Pampulha, volta ao debate nesta terça-feira. Entidades do governo, da política, da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se reúnem pela manhã, na Câmara Municipal, para propor discussão a respeito da vitalização do aeroporto e o uso de sistema de integração denominado “Pam-Con” (Pampulha e Confins).

O aeroporto de Confins vive saturado e transportou, no ano passado, 9,11 milhões de passageiros. Enquanto isso, os números do aeroporto da Pampulha engatinham. O empreendimento transportou no ano passado 791,32 mil passageiros, número inferior até mesmo ao de Uberlândia, que atendeu a 907,48 mil passageiros. O aeroporto da Pampullha conta hoje com 62 voos diários. “Está com 20% da capacidade ociosa”, afirma Silvério Gonçalves, superintendente do aeroporto.

Antes da transferência dos voos, em 2003, Pampulha chegou a transportar quase 3 milhões de passageiros e o de Confins atendia a 364,9 mil. A sala de embarque do aeroporto, que tem capacidade para atender 360 passsageiros por hora, recebe hoje com 90 passageiros/hora.

O vereador Fábio Caldeira (PSB) afirma que, assim como ocorreu no Rio de Janeiro e em São Paulo, que tiveram os seus aeroportos nacionais modernizados, Belo Horizonte precisa da ampliação e revitalização dos aeroportos de Confins e da Pampulha, que, por sua vez, também merece dar a sua contribuição para a economia e o turismo da cidade. “A Copa do Mundo e a Copa das Confederações se aproximam e o turismo de negócios vem crescendo a cada dia, além do turismo cultural. Temos mais de 20 hotéis sendo construídos. O sistema Pam-Con poderia fortalecer o aeroporto da Pampulha e complementar o de Confins”, diz.

A Anac solicitou à Infraero estudo técnico sobre as restrições de infraestrutura na pista da Pampulha. As recomendações solicitadas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para o aeroporto já foram concluídas, segundo Gonçalves. A pista da cabeceira, que media 2.540 metros perdeu 86 metros. O superintendente do aeroporto afirma que planeja que as obras sejam concluídas até a Copa de 2014.

“O nosso turismo de negócios já está prejudicado”, afirma Carlos Alberto Teixeira, presidente Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Minas Gerais (Ibef/MG) e da Associação dos Economistas de Minas Gerais (Assemg). Ele cita o preço do táxi em uma viagem ao Rio, pelo aeroporto de Confins, com chegada no Galeão. “Cada corrida custa cerca de R$ 100. Só na ida e volta aos aeroportos, a pessoa gasta R$ 400. Fora o preço da passagem”, diz. Atualmente, apenas duas companhias atuam na Pampulha, a Trip Linhas Aéreas e a Passaredo.

Fonte: Jornal Estado de Minas

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