Embraer considera pequeno o mercado de Turboélices

ATR-72-600

A Embraer considera que o setor do mercado para aeronaves turboélices já está bastante reduzido para os dois fabricantes existentes, a Bombardier e a ATR, e tornou claro que a fabricante brasileira não tem interesse em voltar a comercializar esse tipo de produto, afirmou o seu Presidente Frederico Curado.

Recentemente, Luiz Fuchs, Presidente da Embraer Aviation Europe, afirmou que a empresa está seriamente estudando a possibilidade de recomeçar a produção de aeronaves turboélices. Desde 2008 que a empresa brasileira não fazia qualquer menção a um possível programa para uma nova geração de aeronaves turboélices.

A Embraer já produziu centenas de EMB-110 Bandeirante e EMB-120 Brasilia, aeronaves com capacidade para 15 a 30 passageiros. No inicio de 1990, a companhia iniciou a produção de jatos regionais, e em 2000 introduziu no mercado a nova família de E-Jets. O EMB-120 Brasilia foi o último turboélice comercial desenvolvido pela Embraer.

Entretanto, Curado afirmou a alguns jornalistas no dia 10 de Abril que os estudos efetuados pela companhia concluíram que o lançamento de uma nova aeronave turboélice não seria atualmente o melhor investimento. Curado frisou o número de encomendas que a ATR e a Bombardier receberam no ano passado, no total de 164 aeronaves, sendo 157 de ATRs.

“Este número confirmou os nossos estudos de mercado, este segmento é viável apenas para um fabricante”, afirma Curado. “A existência de dois torna o mercado bastante complicado. A não ser que haja um avanço tecnológico significativo , que sinceramente não me parece que vá acontecer, os motores oferecem algumas vantagens, mas é um mercado significativamente pequeno para o que no meu ponto de vista justifique um elevado investimento”.

De fato a Pratt & Whitney Canada está desenvolvendo um novo motor turboélice, e a General Electric está projetando uma versão civil do motor militar GE38. Ambos poderão equipar uma nova geração de aeronaves turboélices que deverá ser desenvolvida pela ATR até ao fim do ano.

Entretanto a Embraer continua trabalhando na definição do projeto de remotorização da família E170/190, que a Air Lease Corporation apelidou de E198. A Embraer planeja decidir em 2013 se estas novas versões serão equipadas com outras melhorias, e se incluirá todas as versões em produção ou se o E170 com capacidade para 70 passageiros ficará de fora do programa. Existem também estudos para um possível alongamento do E195 para uma capacidade máxima de 134 passageiros.

“A escolha para o novo motor será decidida brevemente”, afirma Curado. A atual família de E-Jets é equipada exclusivamente com motores General Electric, que neste momento está desenvolvendo uma segunda geração de motores. A Embraer está também estudando a oferta da Rolls-Royce e da Pratt & Whitney. “Neste momento estamos focalizados nos nossos E-Jets”, ele completou.

Fonte: Flightglobal

Tradução: Cavok

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