Webjet foca em preço e venda a bordo

 

Webjet | Boeing 737-300 @ SBGR

A Webjet definiu planos para os próximos dois anos, embora aguarde a avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a compra de 100% do seu capital pela Gol, anunciada em julho de 2011. Em sua primeira entrevista desde que se tornou presidente da Webjet, em dezembro de 2011, Julio Perotti disse ao Valor que a permanência da marca está condicionada à decisão do Cade.

Enquanto aguarda esse aval, o executivo conta que a quarta maior empresa aérea brasileira vai cobrar neste ano, em média, 20% menos do que a concorrência, incluindo a própria Gol.

A Webjet, que em quase sete anos de existência quase parou por duas vezes e teve quatro donos diferentes, vai vender mercadorias a bordo, como relógios ou perfumes, por exemplo, a partir do segundo semestre deste ano.

A companhia também iniciará a venda de passagens rodoviárias interestaduais, complementando seus voos com duas das maiores empresas de ônibus do país, cujos nomes não foram revelados.

“A primeira coisa que precisa acontecer para direcionar qualquer intenção de trabalhar com a marca vai depender do que o Cade colocar, que vai ser a base do que vai ocorrer no futuro”, respondeu Perotti, ao ser questionado se é 100% certo que a marca Webjet vai continuar existindo.

Poucos dias depois de ter anunciado a compra da Webjet, em julho de 2011, a Gol chegou a informar que a marca seria extinta. Executivos da Gol foram ao Cade comunicar que o antigo proprietário da Webjet, o empresário Guilherme Paulus, teria interesse em usar o nome para serviços de turismo.

Em outubro, a Gol e o Cade assinaram um Acordo de Preservação da Reversibilidade de Operação (Apro), suspendendo a fusão com a Webjet até a palavra final do conselho. Naquela época, o Valor publicou que, para o Cade, seria melhor a manutenção de mais uma marca de baixo custo para estimular a concorrência.

“Não temos vontade de ser a Ryanair brasileira. O que a gente conseguiu fazer foi aprender e entender os princípios do transporte como essência do negócio”, disse Perotti. Ele lembrou que por dois anos, Charles Clifton, um dos fundadores da Ryanair, irlandesa de baixo custo, participou do conselho de administração da Webjet e contribuiu para o modelo de negócios atual da companhia.

A venda de mercadorias a bordo segue a estratégia da Webjet de aumentar a receita com serviços auxiliares. Desde setembro de 2010, a Webjet cobra pelo lanche e pelo copo d’água em todos os seus voos diários, atualmente 156. Essa cobrança responde por 0,5% do faturamento. “Quem disse que o lanche é grátis? Está embutido no preço, ninguém faz nada de graça. Ao tirar o preço do lanche do preço da passagem, eu consigo oferecer preços mais baratos”, afirmou.

A TAM faz um teste com venda de mercadorias a bordo desde setembro de 2011, em cinco voos domésticos. Todos decolam do Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica) com destino em Fortaleza e Recife. A companhia batizou essa iniciativa de “Fly Shopping”.

O projeto da Webjet de vender passagens de ônibus para complementar seus voos deve começar até o fim deste primeiro semestre. Em uma primeira fase, a venda será realizada apenas no site. Mas, no futuro, a ideia é vender passagens rodoviárias nos guichês dos aeroportos e as companhias de ônibus poderão vender bilhetes aéreos nas rodoviárias.

A TAM foi a primeira a vender passagens aéreas combinadas com viagens de ônibus, em março de 2011. A parceria foi desenvolvida com a Pássaro Marron, maior empresa do Vale do Paraíba. Mas essa iniciativa foi abortada seis meses depois, com a venda da Pássaro Marron para o grupo Comporte, composto por integrantes da família Constantino, fundadora da Gol. O Comporte, porém, não tem vínculo acionário com a Gol.

A frota atual de 24 aviões da Webjet será reduzida para 21 em 2013, quando a empresa terá apenas modelos 737-800, mais novos e maiores do que o 737-300. A oferta de assentos será mantida nos níveis atuais porque o 737-800 tem capacidade 24% maior do que o modelo anterior. Perotti diz que, em 2012, a Webjet vai permanecer com a atual participação de mercado, em torno de 6%.

Fonte: http://www.valor.com…o-e-venda-bordo

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