Gol corta 14 aviões da frota até 2013

 

Varig (Gol) | Boeing 737-700

As ações da Gol linhas Aéreas registraram a maior alta do Ibovespa na sexta-feira, de 5,18%, apesar de a empresa ter divulgado prejuízo de R$ 41,4 milhões, revertendo lucro de R$ 69,4 milhões em igual período de 2011. Na visão dos investidores da bolsa, a Gol começa a obter sucesso na política de redução de custos, especialmente com a revisão do seu planejamento de frota, divulgada no mesmo dia, que prevê a redução de 14 aviões até 2013.

A Gol encerrou 2011 com 150 aviões no total, mas terá 138 ao final deste ano. Em 2013, a companhia prevê frota total de 136 aeronaves. Em 2014, a Gol começa a retomar o crescimento de sua frota, com 140 unidades. Esses números incluem a Webjet, adquirida por ela em julho do ano passado.

“Esse planejamento de frota confirma que a Gol vai manter a estratégia de redução de capacidade. Assim, ela pode obter uma taxa de ocupação dos aviões e um yield (rentabilidade) mais saudáveis”, diz o analista de aviação do banco UBS, Victor Mizusaki.

O diretor financeiro da Gol, Edmar Prado Lopes, estima que a Gol vai deixar de gastar US$ 500 milhões até 2014, com a revisão do plano de frota. Isso vai acontecer porque a empresa, que receberia sete aviões novos da família 737-800, da Boeing, vai repassá-los à Webjet – ou seja, não comprará aviões novos para sua controlada. Webjet opera atualmente com 24 aviões, a maioria de 737-300.

Lopes enfatiza que, apesar da redução líquida no número de aeronaves, a oferta vai se adequar à necessidade da Webjet porque o modelo 787-800 tem cerca de 40 assentos a mais do que o modelo 737-300 e é mais produtivo.

Segundo ele, a Gol não alterou seu pedido com a americana Boeing, que prevê a entrega de 90 aeronaves do modelo 737 até 2018. Os contratos foram assinados antes da compra da Webjet, em julho de 2011.

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, chamou a atenção para a redução de custos no primeiro trimestre. O custo operacional por assento disponível, exceto combustível (CASK ex-combustível) da Gol encerrou o primeiro trimestre em R$ 8,63, redução de 3,9% ante igual período de 2011 e recuo de 8,9% na comparação com o quarto trimestre de 2011. “Isso mostra a direção da empresa no modelo de negócios de baixo custo e baixa tarifa”, afirmou Constantino.

O vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Gol, Leonardo Pereira, destacou a melhora da situação financeira da companhia nos últimos anos. Ele comparou a atual situação da empresa com a de 2008, quando a Gol registrou o maior prejuízo de sua história, de R$ 1,3 bilhão.

Segundo ele, em 2008 praticamente 100% da dívida da companhia era em dólar, mas atualmente esse nível caiu para 70%. Há quatro anos, 30% do endividamento da empresa era no curto prazo, mas hoje em dia essa relação foi reduzida para 10%. Pereira afirmou que o atual caixa da companhia é de R$ 2,2 bilhões, sendo que, em meados de 2008, estava no patamar de R$ 200 milhões.

A participação da Gol linhas Aéreas no mercado doméstico, de 34,44% em março, deverá ficar estável ao longo do ano, segundo Constantino. Para ele, apesar de a Gol esperar um crescimento de demanda doméstica entre 5% e 7% neste ano, sua participação de mercado vai permanecer estável porque a empresa está promovendo uma redução de oferta de até 2% para aumentar a rentabilidade da operação.

“O mercado mostrou na sexta-feira que a Gol pode voltar a ter margem operacional de dois dígitos. O mercado aposta que isso é possível”, afirma o analista da Omar Camargo Investimentos, Felipe Rocha.

Fonte: Valor Econômico

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