Porto Alegre ganha ILS Cat II

 

Tantas vezes prometida ao longo dos últimos 15 anos, a instalação do ILS, sistema para facilitar pousos e decolagens no aeroporto Salgado Filho em dias de baixa visibilidade, pode estar tomando forma. Edital da Infraero estabelece que a abertura das propostas de empresas interessadas em implantar o instrumento deve ocorrer em 2 de julho. Na quarta-feira, foi publicado o edital estabelecendo o prazo.

Ontem, o superintendente do aeroporto, Jorge Herdina, anunciou que a instalação do ILS Categoria II (na sigla em inglês, Instrument Landing System, ou sistema de pouso por instrumentos) está aprovada. O complexo custará em torno de R$ 40 milhões. Herdina estima que a obra estará pronta em 12 meses, a partir da assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação. Os trabalhos só serão realizados entre 1h e 5h, para não interromper as operações no aeroporto. Com chuva, as obras ficam suspensas.

A Infraero pretendia abrir as propostas em 22 de junho, mas Herdina diz que foram necessários ajustes. Por isso, o edital publicado na quarta-feira se refere a um adiamento de 10 dias. Ficou para 2 de julho. Salgado Filho fechou menos dias em maio O ILS Cat II diminuirá o tempo de fechamento do Salgado Filho em decorrência de nevoeiros. Permitirá pousos com 30 metros de visibilidade vertical e 400 metros na horizontal. O aparelho em uso, o ILS Cat I, exige visibilidade de 60 metros (vertical) e 800 metros (horizontal).

A implantação do ILS Cat II sempre esteve condicionada ao alongamento da pista de pouso e decolagem, dos atuais 2,28 mil metros para 3,2 mil metros de extensão. Mas a Infraero resolveu não esperar pela segunda obra. O projeto da nova pista segue em estudos, sem data para ser concluído. Com o ILS Cat II, passageiros, tripulação e companhias aéreas enfrentarão menos contratempos.

Em maio, o Salgado Filho fechou durante 13 horas e 24 minutos por causa do nevoeiro. Houve ocorrência do fenômeno meteorológicos em seis dias do mês. A baixa incidência de nevoeiros, em comparação ao passado, é atribuída à estiagem que assola o Estado. Elizabeth Lima Carnevskis, da Somar Meteorologia, explica que é necessária uma conjunção de frio e umidade para a formação de névoas. – Não houve umidade suficiente – diz Elizabeth.

Fonte: www.jetsite.com.br

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