Tudo Azul

Embraer 190 da Azul @ SBRJ

Foi uma surpresa para todos quando começaram, no meio do fim de semana retrasado, a circular os rumores de que a Azul e a Trip uniriam suas forças e formariam a terceira maior empresa do país…com folga! Porém, após o anuncio oficial, o sentimento de surpresa foi substituído pelo sentimento de dúvida. Não uma dúvida negativa, e sim uma dúvida relacionada a uma pergunta: será que a Azul poderá se tornar a maior empresa aérea do país?

Nunca antes na história deste país (parodiando o antigo presidente molusco) uma empresa aérea cresceu tão rápido quanto a empresa do sr. Neeleman. São mais de 15 milhões de passageiros transportados, mais de 50 destinos e quase 60 aeronaves, tudo isso com menos de três anos de vida. Sozinha, a Azul conseguiu “roubar” boa parte do mercado e se consolidou como terceira colocada entre as empresas que mais transportam passageiros no Brasil. Somente este desempenho espetacular já fazia analistas se perguntarem se, eventualmente, a empresa poderia se tornar a número um do país no futuro (não em curto prazo, é verdade, mas ainda assim era algo que mostrava que a empresa chegara para ficar).

Também nunca antes na historia deste país uma empresa aérea transportou passageiros para um número tão grande de lugares como a Trip o faz hoje. Com voos para quase 90 destinos, a maior empresa aérea regional da América Latina cresceu de forma sólida e planejada, conquistando clientes de todos os cantos tupiniquins com seus ATRs, uma verdadeira máquina de fazer dinheiro no Brasil. Não é a toa que a empresa atraiu a atenção da Skywest, a maior companhia aérea regional do mundo, que comprou 26% da Trip há alguns anos (e os vendeu de volta para que as azuis pudessem se unir).

A nova Azul é agora a terceira maior empresa do país com sobras, e, por não concorrer de forma direta com as lideres do setor TAM e Gol, a empresa tem tudo para continuar transportando um número cada vez maior de passageiros por todos os cantos do Brasil. Resta saber se, ao entrar de vez no mercado paulistano (onde somente a Trip operava), e assim batendo de frente com as grandes, a companhia continuará a apresentar o mesmo folego e dinamismo em suas operações. Tal confronto não impediria a Azul de transportar cada vez mais pessoas, mas poderia gerar voos turbulentos e incertos no futuro.

No entanto, tudo isto ainda é somente uma projeção a ser confirmada ou não daqui a alguns anos. Por enquanto, podemos afirmar com toda a certeza de que nossos céus estão cada vez mais azuis.

Aidan Formigoni

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