Vida a Bordo: Ponte Aérea com a Avianca

Airbus A319 da Avianca

Olá amigos, como vão? Aqui estamos novamente, desta vez para contar nossa experiência em dois voos de uma só vez. Voamos na Hiper Ponte da Avianca, e você confere agora!

Terça, 21 de junho de 2011, uma tarde ensolarada em São Paulo. Estava ansioso para realizar meu primeiro voo na Hiper Ponte da Avianca, pois recebi muitas indicações positivas sobre o serviço. Cheguei em Congonhas por volta de 15:10 e, após rodar bastante dentro do estacionamento para achar uma vaga, segui direto para a área de embarque do aeroporto, já que não carregava malas para despachar.

Dica: O novo estacionamento coberto de Congonhas já está saturado. Se precisar estacionar lá, recomendo ir direto para o estacionamento externo.

Me dirigi ao portão 4 e lá estava o belo PR-AVD esperando pelos passageiros do voo 6010.  O esquema de pintura da Avianca, o mais belo dentre os domésticos na minha opinião, chamava a atenção de alguns passageiros que estavam prestes a embarcar no Airbus A319.

Como usual, havia uma fila formada por passageiros ansiosos para embarcar na aeronave mesmo antes do inicio do procedimento. Apesar disso, o embarque foi rápido e eficiente. Portas fechadas e o avião deixava o portão as 15:49, com 10 minutos de antecedência.

Após esperar a decolagem de dois Airbus A319 da TAM, decolávamos rumo ao Rio usando a pista 35L. Decolagem suave com curva a direita, deixando toda a cidade de São Paulo e seus cartões postais a vista para quem estava no lado direito do avião, como eu.

Como o voo até o Rio é curto, o serviço de bordo foi iniciado rapidamente. As simpáticas e atenciosas comissárias da Avianca ofereceram-nos uma refeição farta e muito saborosa, formada por uma pequena salada com polenta fria, alface e azeitona, um lanche quente com peito de peru, salada e ervas e um quindim como sobremesa. Ainda eram oferecidos diversos tipos de refrigerantes, sucos e água com e sem gás. A refeição agradou tanto que deixou um gostinho de quero mais. Pontos para a Avianca que, mesmo em um voo tão curto, brindou-nos com quantidade e qualidade.

Após a refeição, hora de conferir o entretenimento a bordo dos A319 da Avianca, que possuem monitores individuais para os passageiros. Somavam-se aos monitores a revista de bordo a Avianca e jornais distribuídos pelos comissários no momento do embarque no avião. Juntos, eles oferecem vasta qualidade e variedade de entretenimento, a começar pela publicação “Avianca Em Revista”, que trazia boas matérias para todos os gostos e ainda disponibilizava a programação dos monitores individuais aos passageiros.

A programação da Avianca oferece canais de áudio, vídeo, jogos e uma página com informações sobre voo. A verdade é que 45 minutos não foram suficientes para dar uma olhada em toda a vasta programação da empresa, mas foi possível verificar uma ótima qualidade nas escolhas de séries, noticiários, programas e informativos. Junto com os canais de áudio, eles ainda não podem ser comparados com a programação existente em alguns voos internacionais, mas são mais que suficientes para entreter aos passageiros em voos sobre todo o território doméstico, seja ele longo ou curto.

Apesar da praticamente infinita variedade de entretenimento de bordo neste voo de 45 minutos, não há entretenimento melhor que observar e tirar fotos da paisagem da cidade maravilhosa antes do pouso.

As comissárias de bordo passaram recolhendo lixo e fones de ouvido, sempre com um porte fino e atencioso ao mesmo tempo. Logo, o A319, que se manteve impecavelmente limpo e bem cuidado durante todo o trajeto, sobrevoada a capital fluminense e ingressava no procedimento de aproximação do Santos Dumont, um dos mais belos do mundo.

Era um fim de tarde lindo no Rio quando o PR-AVD passava por sobre o aeroporto, curvava a esquerda e deixava toda a cidade, seu relevo e um sol maravilhoso à vista do lado esquerdo do avião. Pousamos as 16:45, 15 minutos antes do previsto, e, após o desembarque, eu ficaria apenas poucas horas em solo carioca.

Após tomar um café e dar uma volta pelo Santos Dumont, estava pronto para minha volta a São Paulo.

Me dirigi à área de embarque do Santos Dumont cinqüenta minutos antes do voo. O aeroporto encontrava um movimento maior, mas ainda assim não tive dificuldades ou problemas para chegar ao portão onde o A319 PR-AVB acabara de chegar.

O embarque para o voo 6015 foi ágil e eficiente. Os passageiros foram divididos em duas filas. Aqueles que sentariam no fundo do avião entraram primeiro, seguidos pelos que sentariam na parte da frente do avião. É um procedimento comum em alguns lugares, mas não sempre. Pequenas ações como esta agilizam a aviação e tornam a experiência do passageiro mais agradável.

Portas fechadas, ocupação máxima. O A319 deixou sua vaga no inicio de noite no Santos Dumont, exatamente 5 minutos antes do previsto. Aguardamos o pouso de um Embraer 190 da Azul e fomos autorizados a decolar. Após uma curta corrida na pista 20L, deixávamos o solo fluminense as 18:57, seguindo com uma curva a esquerda para evitar o Pão de Açúcar.

Como já havia desvendado o sistema de entretenimento de bordo no voo de ida, tratei de sintonizar um canal para ver um programa na íntegra. A programação da Avianca apresenta muitos programas e seriados com episódios de 30 minutos de duração, perfeitos para voos como este.

O serviço de bordo foi iniciado rapidamente, mas, diferentemente do voo de ida, somente um lanche foi servido. O sanduíche quente de peito de peru, queijo e ervas estava mais saboroso que o lanche anterior, e foi acompanhado por diversos tipos de cucos, refrigerantes e água. A Avianca só perdeu pontos na volta por não ter servido a salada e a sobremesa servidas na ida. Ainda assim, a refeição servida era mais que suficiente para o voo curto.

A respeito do avião e das comissárias de bordo, vale o mesmo do primeiro voo. Tudo impecável. O avião, que já agrada por ser novo, moderno e confortável, se manteve limpo e em ótimas condições até o fim da viagem. A tripulação, além de eficiente, rápida e prestativa, ainda apresentava uma dose extra de animação, o que é sempre bem vindo, especialmente para os executivos que passaram horas estressantes e agora voltavam para casa.

Antes do pouso, as comissárias de bordo passaram recolhendo lixo e fones de ouvido, e as luzes da cabine foram apagadas para aumentar o conforto dos passageiros. Ótima oportunidade para tirar fotos de uma das mais belas aproximações noturnas que existe, a aproximação para a pista 17 de Congonhas.

Sobrevoamos a cidade de Santos e iniciamos curva a direita para negociar com o tráfego pesado existente naquele momento em São Paulo. Mais uma grande curva a direita e o PR-AVB capturava o ILS da 17R. Neste momento, o passageiro sentado no lado esquerdo do avião tem uma das mais belas visões que se pode ter da capital paulista. Em um dia limpo, é possível observar vários cartões postais da cidade, como a Avenida Paulista e suas antenas, Parque do Ibirapuera, Obelisco e toda aquela imensidão de prédios que se aproximam cada vez mais rápido e mais perto.

O A319 tocou a pista de Congonhas as 19:51, nove minutos antes do previsto. Os passageiros saíram da aeronave rapidamente, e só enfrentaram problemas aqueles que tinham despachado suas malas. Devido ao grande número de voo chegando naquele momento, houve uma certa demora na reposição das bagagens. Como a única coisa que carregava comigo era minha câmera, saí do aeroporto com a melhor das impressões, esperando voar mais com a Avianca e receber um serviço semelhante ao descrito aqui.

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Confira abaixo o desempenho da Hiper Ponte da Avianca:

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Voo 6010 (ida)

Check-In: Sem nota

Feito pela internet.

Embarque: 4/5

Uma grande fila se formou, mas o serviço foi ágil e logo embarquei na aeronave.

Aeronave: 5/5

O Airbus A319 PR-AVD estava impecável.

Refeição: 5/5

Não podia ser melhor. Sanduíche quente, salada e sobremesa em um voo de 45 minutos, e tudo estava com um ótimo sabor.

Bebidas: 5/5

Boa variedade, com água, café e diversos tipos de sucos e refrigerantes em um voo curto.

Conforto: 5/5

Assentos com um ótimo espaço para as pernas, além de reclinarem dentro da média. Ótimo para um voo de 45 minutos.

Entretenimento: 5/5

Monitores individuais com uma vasta programação, além da revista de bordo e do jornal distribuído na entrada do avião.

Tripulação: 4/5

Simpática, atenciosa e eficiente.

Desembarque: 5/5

Rápido e sem problemas.

Pontualidade: 5/5

Chegamos adiantados.

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Voo 6015 (volta)

Check-In: Sem nota

Feito pela internet.

Embarque: 5/5

Passageiros divididos em dois grupos, os sentados na frente e os sentados no fundo do avião, que entraram primeiro. Isto agilizou o processo.

Aeronave: 5/5

Assim como seu irmão, Airbus A319 PR-AVB novo e muito bem conservado.

Refeição: 4/5

O lanche quente estava ótimo para o voo curto, mas, como no voo de ida recebemos salada e sobremesa, eu esperava o mesmo aqui.

Bebidas: 5/5

Mais uma vez, boa variedade para um voo curto.

Conforto: 5/5

O comentário do voo de ida também vale para a volta.

Entretenimento: 5/5

Apesar de não recebermos jornais como no primeiro voo, não há como perder pontos aqui quando se tem monitores individuais com uma ótima programação e variedade.

Tripulação: 5/5

Além de simpática, atenciosa e eficiente, estava muito animada, sempre oferecendo sorrisos a todos.

Desembarque: 5/5

Ocorreu de forma rápida e organizada.

Pontualidade: 5/5

Assim como na ida, chegamos adiantados.

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O desempenho da Avianca: 4,75 / 5

Minha primeira vez na Hiper Ponte da Avianca não podia ser melhor. Aeronaves limpas, ótima tripulação, refeições excelentes e entretenimento de bordo muito acima da média. Por se tratar de um voo muito curto, todo o impecável serviço é realçado e faz com que a experiência do passageiro seja ainda melhor. A Avianca está de parabéns. Se todos os seus voos apresentarem este padrão, a empresa tem tudo para voar cada vez mais alto.

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Os aeroportos

Aeroporto de Congonhas (São Paulo): 3/5

Tudo ótimo na área de embarque. O problema fica por conta do estacionamento, já saturado, e da área de desembarque, que poderia ser modernizada para atender o grande fluxo de passageiros nos horários de pico.

Aeroporto Santos Dumont (Rio de Janeiro): 4/5

O Santos Dumont, mesmo em um horário com maior movimento, atendeu muito bem seus passageiros. Por receber somente voos regionais, seu novo terminal oferece bom espaço, conforto e serviços.

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Vida a Bordo: Porto Alegre – SP no voo 3296 da TAM

Voamos no A321 da TAM

Olá amigos do ar. Nesta edição do Vida A Bordo, contarei a história do voo 3296 da TAM, meu voo de retorno a São Paulo após passar uma bela tarde tirando fotos no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Apertem os cintos, pois a decolagem foi autorizada.

Dia 14 de maio, um sábado frio e chuvoso na capital gaucha. Ainda assim, belas fotos foram tiradas durante toda a tarde, mas isso é assunto para outro momento. Para me levar de volta a São Paulo, escolhi o voo JJ3296. A razão da escolha: Iria voar pela primeira vez em um Airbus A321.

Como já estava no aeroporto e a luz para fotografar havia acabado, me dirigi para a fila do check-in com uma hora e meia de antecedência. Uma pequena fila era formado por passageiros de dois voos da TAM, mas em menos de 10 minutos todos os passageiros que lá se encontravam já haviam realizado o check-in.

Nenhuma fila para entrar no setor de embarque do Aeroporto Salgado Filho e, como estava adiantado, pude circular pelo local. O aeroporto é moderno e, no geral, está acima da média se o compararmos com outros aeroportos brasileiros. Ainda assim, o terminal e seus setores de embarque e desembarque mostraram-se pequenos na hora de atender o movimento nos horários de pico, embora o aeroporto esteja longe de provocar o caos que é visto em Guarulhos.

Dica: Se você quer sentar na sala de embarque e vai pegar um avião com capacidade acima da média, vale a pena antecipar a entrada no setor. O Airbus A321 acomoda 220 passageiros, e muitos deles tiveram que esperar a abertura do portão de embarque em pé.

Com a aproximação do horário de embarque, uma grande fila se formou antes mesmo da abertura do portão. Vale à pena citar que muitos passageiros não fizeram questão de ceder lugar a idosos e a uma passageira com criança de colo antes do embarque. Ponto para a TAM e seus funcionários, que ao perceberem a situação, abriram uma passagem e deram prioridade a estes passageiros.

Embarque efetuado, portas travadas, ocupação em torno de 95%. O PT-MXH iniciou push-back as 19:20, 5 minutos antes do previsto. Após aguardar a decolagem de um Boeing 737 da Gol, o A321 teve decolagem autorizada. Logo estávamos deixando as luzes da cidade de Porto Alegre para trás.

Tão logo os avisos para apertar os cintos foram apagados, os monitores foram baixados no teto da cabine de passageiros. Existem telas em ambos os lados do corredor, localizadas a cada 5 ou 6 fileiras de assentos. Durante o voo, foram exibidos documentários científicos e um programa sobre alguns destinos da TAM. Apesar da qualidade dos programas ser boa, eles não agradam a todos os gostos. Os monitores individuais utilizados nas concorrentes Azul e Avianca fazem a diferença nessa hora.

Ainda no quesito entretenimento, a TAM disponibiliza a revista TAM Nas Nuvens, uma publicação atualizada mensalmente com diversos assuntos e muitas páginas. A publicação impressa da TAM é uma das melhores que já vi, com belas imagens e muitos textos interessantes, mas ainda assim não consegue fazer com que o entretenimento a bordo tenha um nível 5 estrelas.

Dica: Vale a pena levar um aparelho de MP3 para escutar ou um livro ou jornal para ler caso seu voo tenha mais de uma hora e meia de duração.

O serviço de bordo foi iniciado com certo atraso devido à turbulência moderada encontrada em voo. Os avisos de apertar os cintos ficaram acesos até que a situação se tornasse mais confortável e, tão logo foram apagados, a eficiente tripulação começou a distribuir o jantar a todos os passageiros.

A refeição era composta apenas por um lanche quente e bebidas. O lanche quente, de peito de peru, queijo e molho, era relativamente pequeno, mas muito saboroso. Diversos tipos de refrigerantes, sucos, água e café completavam o serviço. Assim como no voo de ida, refeição satisfatória no que diz respeito à quantidade. Um lanche um pouco maior ou uma sobremesa poderiam ser servidos, mas lembramos que outras empresas cobram pela refeição a bordo, ou simplesmente oferecem a famosa barrinha. Portanto, a TAM ainda segue na média.

Dica: Se você faz questão de comer mais ou de ter uma sobremesa, leve um biscoito, chocolate ou qualquer coisa do tipo.

No tangente à tripulação, os comissários e comissárias da TAM estão de parabéns, mais uma vez. Realizaram seus serviços sempre de forma rápida e muito atenciosa. Se a TAM diminuiu a qualidade de suas refeições nos voos domésticos para enfrentar a concorrência, o mesmo não pode ser dito sobre suas tripulações. Uma aula para as empresas mais jovens que querem atender bem seus passageiros.

O que também agradou foi a condição do avião. O PT-MXH é um dos últimos A321 recebidos pela TAM. Estava novinho em folha e manteve-se limpo até o fim do voo.

O MXH também já apresentava o novo padrão de assentos da TAM. As poltronas, além de deixar o interior do avião mais bonito e mais “clean”, são confortáveis, com uma inclinação razoável e com um espaço satisfatório para as pernas, não sendo nem o pior e nem o melhor no mercado doméstico.

Durante nosso cruzeiro, o TAM3296 foi instruído a realizar uma órbita de 360º para atrasar a chegada do voo em aproximadamente 10 minutos, devido ao tráfego pesado em Guarulhos naquele sábado à noite.

Eram exatamente 21 horas quando as luzes da capital paulista foram avistadas. Para quem nunca teve a oportunidade de pousar em São Paulo à noite, meus pêsames. É uma das visões mais bonitas que se pode ter. Aquela imensidão de luzes e cores que não acabam mais. Lindo mesmo! E para quem é morador de São Paulo, é sempre legal tentar reconhecer os principais pontos e vias da cidade.

Eu aproveitei para tirar fotos e procurar por aviões. Contei quatro deles: um chegando e um saído de Congonhas, e dois aviões na aproximação de Guarulhos, logo a nossa frente na aproximação para a pista 09R de Guarulhos, a melhor e mais bonita aproximação para São Paulo, especialmente se seu voo vem do sul como este aqui. A aeronave entra pelo setor sul do aeroporto, passa sobre o mesmo e curva à esquerda para capturar o ILS. São 10 minutos sobre um mar de luzes!

Dica: Para os voos chegando do sul, a melhor visão de São Paulo fica no lado esquerdo do avião.

21:15 e o A321 tocava suavemente o solo paulista, 12 minutos após o previsto. O aeroporto internacional de Guarulhos encontrava-se lotado, mas nosso lugar no pátio estava aguardando…Fim do voo, mas não o fim de nossa jornada: a saída do avião foi tranqüila, mas retirar sua bagagem da esteira era um grande desafio.

O aeroporto de Guarulhos está operando muito acima de sua capacidade. Em uma mesma esteira, passageiros de três voos diferentes se amontoavam para retirar suas malas. Um verdadeiro exercício de paciência e civilidade. Após conversar com alguns passageiros, pude constatar que alguns já estavam ali há pelo menos 40 minutos, e nada de malas.

Dica: Os locais onde a esteira de bagagens se encontra com a parede são os melhores lugares para retirar suas malas sem ser atingido por uma pessoa fazendo a mesma coisa.

Por sorte, eu estava só com minha bagagem de mão, o que facilitou o processo, mas foi necessário enfrentar uma fila para sair da área de embarque. A saída desta área é estreita e não dava conta do grande numero de passageiros carregando suas grandes malas durante o horário de pico. Este pareceu ser o maior desafio desta jornada entre Porto Alegre e São Paulo, com céu limpo e tudo…

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Confira abaixo o desempenho da TAM no voo JJ3296:

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Check-In: 5/5

Rápido e eficiente. A pequena fila de passageiros encontrada no momento do check-in foi atendida em menos de 10 minutos.

Embarque: 4/5

Os próprios passageiros não permitiram que o embarque recebesse nota máxima. Começaram a formar uma grande fila que atrapalhou a passagem pelo setor de embarque do Aeroporto Salgado Filho, que pareceu ficar pequeno. Idosos e mulheres com crianças de colo foram passados à frente pelos funcionários da TAM, já que não foram respeitados por alguns passageiros.

Aeronave: 5/5

O PT-MXH estava com cheirinho de novo, e manteve-se em excelente estado até o fim do voo. Os passageiros colaboraram deixando o A321 bem limpinho.

Refeição: 3/5

Na média, mas poderia ser melhor. Sim, não tive que pagar pela refeição, mas ela acabou e eu fiquei com aquele gostinho de “quero mais”. Sanduíche quente apetitoso, porém pequeno.

Bebidas: 5/5

Boa variedade, com água, café e diversos tipos de sucos e refrigerantes em um voo curto.

Conforto: 4/5

Para um voo doméstico de curta duração, os assentos são confortáveis, embora ainda percam em espaço e em inclinação para outras empresas.

Entretenimento: 3/5

Monitores no teto e a revista TAM Nas Nuvens. É bom, mas dá para melhorar.

Tripulação: 5/5

Simpática, atenciosa e eficiente. O modelo TAM é exemplo neste quesito.

Desembarque: 2/5

A saída do avião ocorreu sem problemas, mas a saída do setor de desembarque não. Fila, espera para retirar as malas e informações imprecisas relativas à voos e esteiras utilizadas para os mesmos.

Pontualidade: 5/5

12 minutos de atraso são mais do que aceitáveis para o horário de pico em Guarulhos.

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O desempenho da TAM: 4,1 / 5

O voo JJ3296 foi mais uma experiência agradável a bordo de uma aeronave da TAM. Apesar da refeição e do entretenimento terem deixado a desejar, a excelente tripulação, a pontualidade e a aeronave deixaram uma impressão excelente da empresa, que mostrou porque continua líder no mercado doméstico mesmo tendo que enfrentar competição feroz e de muita qualidade.

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Os aeroportos

Aeroporto Internacional Salgado Filho (Porto Alegre): 4/5

O aeroporto é relativamente novo e confortável. Só não recebeu nota máxima porque o setor de embarque pareceu encolher com o grande numero de passageiros embarcando naquele horário.

Aeroporto Internacional de Guarulhos (São Paulo): 2/5

Muita fila e confusão, pouco espaço na hora de retirar as bagagens nas esteiras. O principal portão de entrada do pais precisa urgentemente de seu terceiro terminal.

Aidan Formigoni

Vida a Bordo: São Paulo – Porto Alegre no voo 3509 da TAM

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Queridos leitores, é com prazer que inauguramos hoje mais uma opção no nosso serviço de bordo. “Vida a Bordo” trará a você uma análise completa sobre a experiência de voar em diversos voos e companhias aéreas. Você agora deve estar se perguntando: “Este tipo de artigo já não existe em outros sites ou publicações impressas?”. A resposta é sim, mas aqui no FL410 você terá um ponto de vista jovem, moderno e um maior número de imagens sobre o voo analisado. Além disso, apresentaremos aqui dicas para que o passageiro possa desfrutar ao máximo sua experiência nos céus em terra, afinal existem infinitos fatores nos aeroportos e nas aeronaves que podem levar um voo a ser mais ou menos agradável do que outro, e nós vamos lhes dizer quais são eles. Espero que gostem de mais um voo do FL410. Eis agora nosso primeiro voo, São Paulo – Porto Alegre pela TAM.

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Vida a Bordo: São Paulo – Porto Alegre no voo 3509 da TAM

Airbus A330-200 PT-MVA da TAM em Porto Alegre

Nossa primeira análise de voo é especial para este que vos escreve. Trata-se do meu primeiro voo num Airbus A330-200, minha aeronave favorita. Para falar a verdade, foi este o motivo de minha ida a Porto Alegre, além de ter a oportunidade de passar o dia tirando fotos no Salgado Filho.

Normalmente, a TAM emprega os Airbus A320/321 nos voos entre São Paulo e Porto Alegre, mas o A330 é a aeronave utilizada nos voos que ocorrem nas manhãs de sábado. Isto pode fazer a viagem ser mais prazerosa, como mostraremos a seguir.

Manhã fria e nublada de um sábado, 14 de maior de 2011, em São Paulo. Cheguei ao Aeroporto Internacional de Guarulhos por volta de 7:00 da manhã e, após 10 minutos procurando por uma vaga no estacionamento, segui direto para o setor de embarque doméstico do Terminal 1. O fato de levar somente minha bagagem de mão permitiu que eu realizasse o check-in online em minha casa, o que foi uma ótima idéia, já que evitei a longa fila existente nos balcões da TAM.

Dica: Se não puder realizar o check-in pela internet e seu voo sair de manhã ou no começo da noite, tente chegar mais cedo ao aeroporto, pois você enfrentará longas filas.

Dica: O estacionamento do Aeroporto Internacional de Guarulhos está mais do que saturado. Vale à pena chegar mais cedo ou então deixar o carro em um dos estacionamentos próximos ao aeroporto, que são mais baratos e oferecem transporte gratuito para os terminais.

Surpreendentemente, não havia fila para passar nas máquinas de raio-x, algo incomum para este horário em Guarulhos. No entanto, após passar pelas mesmas, segui para o portão de embarque indicado no meu ticket e a aeronave não se encontrava lá. Uma simpática funcionária da empresa avisava aos passageiros que o portão de embarque havia mudado. A aeronave encontrava-se em uma posição remota. Bom para tirar fotos, ruim para quem achava que o voo sairia no horário.

Segui para o portão de embarque indicado e lá havia cerca de 300 pessoas esperando por 2 voos diferentes. Ponto negativo para o aeroporto, que não tem infraestrutura para receber tantos voos. Muitas pessoas esperavam de pé até que fossem chamadas para o embarque nos ônibus que nos levariam até a aeronave.

O embarque foi ágil graças aos simpáticos e eficientes comissários de bordo, que orientavam e organizavam os passageiros que subiam no A330. Fui um dos últimos a entrar e segui direto para meu assento, o 35A. O voo, que deveria sair as 7:50, saiu com 12 minutos de atraso, algo normal e compreensível se levarmos em conta a bagunça que era o aeroporto naquele horário.

Táxi rápido até a cabeceira 09. Número 2 para decolagem. As 8:06, o Airbus A330-200 de matrícula PT-MVA deixava o solo paulista e curvava a direita após uma corrida relativamente curta na pista. Vale ressaltar: os grandes motores dão conta da missão com tranqüilidade.

Logo após a decolagem, comecei a “desvendar” o entretenimento a bordo. Os A330 da TAM contam com monitores individuais para os passageiros. As telas têm um tamanho satisfatório, o que é compensado pela ampla variedade de filmes, canais de TV e canais de áudio. Para falar a verdade, havia tantas opções que não foi possível fazer uma análise de todas elas, já que o voo duraria apenas uma hora e meia. Muitos canais de música para todos os gostos, mais de 50 grandes sucessos do cinema (incluindo lançamentos ainda não encontrados nas redes de TV por assinatura), diversos canais com temas variados e o canal “TAM Nas Nuvens” são destaques na vasta e excelente gama de produtos disponíveis nos monitores individuais.

Dica: A TAM oferece um guia apresentando a lista completa de filmes, programas de TV e canais de áudio disponíveis no voo, com informações como tema e duração. Vale a pena conferir, ainda mais em um voo curto como este, já que deixar o avião antes do filme acabar não é legal!

O entretenimento a bordo ainda contém a revista TAM Nas Nuvens, que apresenta uma vasta variedade de matérias e temas para todos os gostos, que vão de celebridades e esportes à ciência e viagens. A revista é atualizada todo mês, e é não deixa a desejar em nada quando a comparamos com outras publicações de empresas aéreas.

Fato é que, por ser utilizado principalmente em rotas de longa duração, o A330 oferece muito mais do que é esperado em um voo curto. Além do entretenimento a bordo, outro ponto que merece destaque devido a isto é a inclinação do assento, maior do que a média nos voos domésticos. Este é outro ponto a favor do A330. No sábado de manhã, muitos passageiros preferiram dormir a comer ou brincar com a telinha do Airbus.

No que diz respeito ao espaço entre os assentos, ele está dentro dos padrões. Logo que entrei na aeronave, pude notar que a mesma já estava equipada com o novo padrão de assentos da TAM, que são muito bonitos por sinal, e, por serem mais finos que os anteriores, proporcionam um acréscimo de alguns centímetros no espaço entre as fileiras. Como não sou uma pessoa alta, pude esticar as pernas e me movimentar sem muitos problemas quando sentado. Uma pessoa com 1,80 ou mais já não se sentiria tão à vontade quanto eu. Vale ressaltar que os aviões Embraer da Azul e o A319 da Avianca possuem um espaço maior. Ainda assim, longe de ser uma lata de sardinhas. Para um voo curto como este, está de bom tamanho.

Aliás, falando em voo curto, tão logo a aeronave atingiu seu nível de cruzeiro, as comissárias de bordo já começaram a servir a refeição tão esperada por mim, que não tinha colocado nada na barrida desde a noite anterior. Serviço rápido, eficiente e prestativo por parte da tripulação. Todos os passageiros receberam um simpático pacote vermelho com o logo da TAM. Dentro dele, queijo Polenguinho, duas torradas, geléia de morango e um pacote com seis mini biscoitos, também de morango. Neste quesito, a TAM pode melhorar. Um lanche frio ou uma quantidade um pouco maior nos itens oferecidos seriam bem-vindos. Ainda assim, se compararmos o serviço oferecido com serviços das concorrentes, a TAM está dentro da média por se tratar de um voo com uma hora e meia de duração.

Dica: Se você é um daqueles que come muito, leve alguma coisinha a mais, como uma bolacha, salgado ou lanche.

Diferentes tipos de bebidas complementavam a refeição. Café, Água, diversos sabores de sucos e três marcas de refrigerantes podiam ser escolhidos. Por se tratar de um voo doméstico curto, acredito que nada ficou faltando.

Durante todo o voo, o avião permaneceu limpo e com uma boa aparência, incluindo o lavabo. O time de comissários de bordo, todo feminino, foi sempre muito rápido, simpático e atencioso, recebendo inclusive elogios por parte de alguns passageiros que sentavam-se perto de mim.

O trajeto até Porto Alegre transcorreu sem problemas ou incidentes, e após 5 minutos de leve turbulência enquanto descendo, estávamos prontos para pousar na capital gaúcha. Toque suave, frenagem nem tanto. Para não livrar a pista na última taxiway, os tripulantes do cockpit fizeram questão de que todos os passageiros com medo de voar soubessem o que eram freios e reversores, utilizando-os em grande amplitude. Nada de errado nisto, só um relato mesmo (já que adoro esta sensação).

Tendo como companhia um A319 da TAM e um Boeing 737-800 da Gol no terminal, o PT-MVA estacionou em sua posição no horário previsto, as 9:33 (somente 3 minutos atrasado). O desembarque ocorreu de forma organizada, rápida e sem problemas. Como não despachei nenhuma mala, minha saída da área de desembarque foi a mais tranqüila possível.

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Confira abaixo o desempenho da TAM no voo JJ3509:

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Check-In: Sem nota

Check-in feito pela internet.

Embarque: 3/5

No embarque, a aeronave não estava no portão indicado e sim em uma posição remota, o que fez com o voo saísse com um pequeno atraso. Muitas pessoas na pequena sala de embarque geraram uma pequena desorganização, mas os funcionários da TAM foram eficazes ao passar informações corretas e ao organizar o embarque das mesmas na aeronave.

Aeronave: 5/5

O PT-MVA é o primeiro Airbus A330-200 da TAM. Estava com aparência muito boa, e manteve-se limpo até o fim da jornada (incluindo os lavabos).

Refeição: 3/5

Dentro da média se levarmos em conta o padrão das concorrentes em voos com uma hora e meia de duração. Levando em conta o padrão estabelecido pela própria aeronave, deixou um pouco a desejar. Um lanche frio ou maior quantidade  de torradas/biscoitos seriam ideais.

Bebidas: 5/5

Boa variedade, com água, café e diversos tipos de sucos e refrigerantes em um voo curto.

Conforto: 4/5

O espaço entre as poltronas não é o maior no mercado doméstico, mas isto é compensado pela reclinação do assento, feita para quem quer dormir longas horas em voos internacionais. Muito bom para um voo curto.

Entretenimento: 5/5

Não há palavras para descrever o quão excelente é o padrão de entretenimento dos A330 da TAM em um voo de uma hora e meia de duração.

Tripulação: 5/5

Sempre muito simpática, atenciosa, prestativa e eficiente. Organizaram o embarque e o desembarque, e serviram a todos da melhor maneira possível.

Desembarque: 5/5

Ocorreu de forma organizada e sem problemas. O aeroporto Salgado Filho não estava muito movimentado, o que fez tudo ficar mais fácil.

Pontualidade: 5/5

O voo saiu com 10 minutos de atraso, algo normal para o horário de pico no aeroporto de Guarulhos. Chegamos dentro do horário previsto.

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O desempenho da TAM: 4/5

O voo JJ3509 a bordo do Airbus A330-200 da TAM foi uma experiência muito agradável, ainda mais para mim, que nunca tinha voado no meu avião favorito. Se você está indo a Porto Alegre e procura maior conforto e entretenimento, vale à pena procurar um voo que é realizado em um A330. O avião, moderno e limpo, oferece todo o padrão de conforto, atendimento e entretenimento dos voo internacionais da empresa vermelha, o que faz com que os 90 minutos de viagem passem muito rápido. O ponto onde a TAM pode melhorar é a refeição, que poderia ser um lanche frio ou poderia conter uma maior variedade/quantidade de snacks.

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Os aeroportos

Aeroporto Internacional de Guarulhos (São Paulo): 2/5

Se você planeja sair de Guarulhos nos horários de pico e tem malas para despachar, planeje chegar com muito tempo de antecedência. Estacionamento lotado, longas filas e salas de embarque pequenas o aguardam.

Aeroporto Internacional Salgado Filho (Porto Alegre): 4/5

Relativamente novo, atendeu muito bem ao voo e aos passageiros que desembarcavam fora do horário de pico. O ponto negativo é a falta de um pátio maior para receber aeronaves do porte do A330.

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