Após fusão com a Trip, Azul vai acelerar planos de internacionalização

ATR-72-600 da Azul

A fusão com a Trip vai deixar a Azul mais próxima de partir para o mercado de voos internacionais. Com o negócio, a empresa abandona o discurso de que ainda há muito a ser explorado no segmento doméstico antes de iniciar operações para outros países e passa a direcionar parte de sua atenção para um nicho em que já atuam suas principais concorrentes, a TAM e a Gol.

“Com certeza, (o negócio) antecipou muito do que faríamos sozinhos”, disse ao Estado o vice-presidente comercial da Azul, Paulo Nascimento. “Os planos de internacionalização começam a entrar no radar de Azul e Trip uma vez que, com a fusão, estamos cobrindo praticamente o Brasil todo.”

Juntas, as duas empresas aéreas voam hoje para 96 das 108 cidades que contam com serviços aéreos regulares no País.

A empresa ainda não decidiu se lançará já neste ano o primeiro voo para o exterior, como aventado anteriormente pelo controlador, David Neeleman.

Antes da associação com a Trip, ele havia manifestado a intenção de começar a voar para o Uruguai. Mesmo sem especificar destinos em estudo, Nascimento afirmou que agora é natural que a companhia passe a olhar para a América do Sul, região onde também estão concentrados os esforços internacionais da Gol.

Ao revelar que o ritmo de andamento da internacionalização está sendo ditado pelos movimentos dentro do País, como a fusão, o executivo disse que o fim das operações da companhia uruguaia Pluna pouco beneficiam o plano da Azul de voar para fora. “Pelo tamanho dela, não é nada que vá afetar nossos planos”, afirmou. A aérea do país vizinho era uma das empresas estrangeiras que oferecia o maior número de voos para o Brasil.

Em paralelo à estruturação do plano de voar para o exterior, a Azul terá que trabalhar na consolidação da fusão com a Trip. Apesar do momento adverso para o setor aéreo no mundo e em especial no Brasil, o plano da empresa é continuar crescendo.

Para este ano, a Azul mantém a estimativa, feita em janeiro, de ampliar em 40% o número de passageiros transportados. De agora em diante, porém, a empresa diz que crescerá em menor velocidade.

Para isso, ajustes devem ser feitos. Uma das possíveis medidas é rever o ritmo de recebimento das aeronaves encomendadas. Outra possibilidade é utilizar os aviões recebidos para renovar a frota da Trip, cuja idade média é superior à da Azul. As duas companhias operam com jatos Embraer e turboélices fabricados pela franco-italiana ATR.

Modelo Azul

Além disso, Nascimento sinalizou que a gestão de rotas adotada pela Trip, que atendia alguns destinos com um número pequeno de voos, deve dar lugar ao modelo da Azul após a fusão. “A Trip tinha rotas num modelo um pouco diferente do nosso; às vezes era uma frequência por dia. Nós gostamos muito de atender mercados com várias frequências por dia”, declarou.

Dentro da empresa, a visão é de que a aérea resultante da transação terá condições de disputar “quase que de igual para igual” com a Gol e a TAM no mercado doméstico. “Se você tem apenas várias empresas pequenininhas, pouco representativas, e um duopólio muito grande, a competitividade é menor do que quando você entra com uma empresa mais forte”, disse Nascimento.

Cade. A empresa não tem previsão de quanto tempo levará para que a fusão seja aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Como o negócio foi formalizado pelas companhias aéreas em 28 de maio, último dia antes da entrada em vigor das novas regras para avaliar fusões e aquisições, a transação será julgada de acordo com os critérios antigos. No processo aberto na autarquia, que terá como relator o conselheiro Ricardo Ruiz, a operação é descrita como incorporação das ações da Trip pela Azul.

Fonte: Agência Estado

 

Guarulhos e Viracopos recebem ordem de serviço

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) expediu ontem a ordem de serviço dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, concedidos recentemente à iniciativa privada, dando início à fase de transferência das operações para a ampliação da infraestrutura.

Com isso, abre-se um prazo de dez dias para a apresentação dos planos de transferência operacional pelas novas concessionárias e 90 dias para a entrega dos projetos básicos das obras de expansão. Mesmo após a assinatura dos contratos de concessão, no mês passado, a operação tem sido feita pela Infraero e as concessionárias apenas acompanham a gestão. Depois da aprovação do plano de transferência, o que pode levar três meses, a responsabilidade sobre a operação finalmente passará às empresas.

Com a emissão da ordem de serviço, a Anac também autorizou os reajustes das tarifas de embarque dos dois aeroportos, conforme estabelecem os contratos de concessão. Os novos valores entram em vigência após 30 dias. Nos aeroportos da rede da Infraero, as tarifas dos terminais da categoria 1 – os maiores do país – subiram de R$ 20,66 para R$ 21,57 nos voos domésticos e de R$ 36,57 para R$ 38,18 nos voos internacionais, em janeiro.

No caso dos aeroportos privatizados, o reajuste obedece a outro critério e considera apenas a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, taxa oficial de inflação. Por isso, aumentaram menos: para R$ 21,14 nos voos domésticos e para R$ 37,42 nos internacionais, partindo do mesmo patamar. Ao longo do contrato, o IPCA continuará sendo aplicado anualmente no reajuste, mas os valores finais podem ser menores, dependendo da qualidade dos serviços prestados.

De acordo com a Anac, a atualização das tarifas aeroportuárias tem como objetivo “preservar o equilíbrio econômico-financeiro” dos contratos.

Fonte: http://www.investe.s…6739&c=6&lang=1

Boeing propõe ampliar projeto para vender caças ao Brasil

 

Boeing F/A-18F Super Hornet | EDA 60 Anos @ Pirassununga

O pacote de transferência de tecnologia dos caças F18 Super Hornet ao Brasil poderá ser “ampliado” na medida em que seja aprofundada a cooperação e a confiança entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil e entre as companhias dos dois lados envolvidas no projeto. Segundo o vice-presidente do Programa Boeing F/A-18, Mike Gibbons, o mesmo o tratamento foi dado pela companhia aos seus atuais clientes desse segmento de defesa.

“O Brasil e os EUA precisam um do outro. Os EUA precisam do Brasil para estar seguro. Por isso, se o Brasil comprar os F18 Super Hornet e tornar-se um aliado dos EUA, a parceria a confiança mútua vai se expandir, e a transferência tecnológica será estendida para um potencial adicional”, afirmou Gibbons ao Estado. “A transferência tecnológica para os nossos atuais clientes está em contínua ampliação, na medida em que aumenta a parceria e a confiança dos dois lados”, completou.

Desde o ano passado, a Boeing tem demonstrado seu especial interesse na ampliação de negócios com o Brasil. Abriu um escritório em São Paulo, enviou como sua representante a ex-embaixadora americana em Brasília Donna Hrinak e, recentemente, fechou acordos com a Embraer para o aperfeiçoamento do A-29 Super Tucano e para apoio nas vendas do cargueiro KC-390 aos EUA e a outros países.

A Boeing também fechou parceria com a AEL, subsidiária no Brasil da israelense Elbit Systems, para o fornecimento de novas telas do painel de controle (como as de um vídeo game de última linha) para os seus caças, inclusive os eventuais F18 a serem entregues ao Brasil. A companhia americana faz dessas parcerias com a Embraer e a AEL exemplos da cooperação que pretende manter com outras empresas brasileiras, seja como fornecedoras de peças e partes ou como parceiras na concepção de futuros aviões.

“O Brasil tem a opção de construir o seu próprio caça. Mas oferecemos uma melhor oportunidade para suas empresas que vierem a construir componentes, já em fase de desenho, para os novos Super Hornet e outros projetos futuros da Boeing”, afirmou Gibbons. “Esse é um trabalho de alta qualidade e mais durável. Além dessa vantagem em curto prazo, queremos oferecer melhor valor agregado para o desenvolvimento de novas aeronaves.”

A rigor, a promessa de transferência tecnológica americana não traz o adjetivo “irrestrito”, presente na oferta da concorrente francesa, a Dassault, com seus caças Rafale. A qualificação pesou na disposição do então presidente Luis Inácio Lula da Silva de dar preferência nesse negócio à França, em 2009.

O compromisso americano está escudado sobretudo na palavra do presidente dos EUA, Barack Obama, que concorre à reeleição em novembro. Em visita ao Brasil, em abril passado, o secretário da Defesa, Leon Panetta, garantiu a ampla transferência tecnológica, inclusive nas áreas sensíveis, se o governo Dilma Rousseff optar pelos Super Hornet. Mas a palavra final sobre tal questão pertence ao Senado americano.

O Senado, na opinião de Gibbons, não teria como recuar. A Boeing, salientou ele, estaria preparada para iniciar a produção assim que fosse fechado o pacote de produção industrial. “Estamos prontos este ano, se for preciso”, afirmou Gibbons, sem deixar transparecer o desapontamento da Boeing com a nova postergação, desta vez para o final de dezembro, da decisão do governo brasileiro sobre o FX2. A expectativa criada pelo próprio ministro da Defesa, Celso Amorim, era de anúncio do vencedor em junho.

No mês passado, o ex-chanceler Amorim extraiu dos três concorrentes do FX2 – a americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab – a promessa de congelar suas ofertas de venda até 31 de dezembro. O anúncio deve ser feito antes dessa data.

Esse processo de compras vem se arrastando desde 1998, quando o governo Fernando Henrique Cardoso lançou o programa FX para substituir os Mirage 3 da Força Aérea Brasileira (FAB) com 16 novos caças. A gestão de Lula continuou o processo até 2005, quando o enterrou. Dois anos depois, foi lançado em Brasília o FX2, para a compra de 36 caças.

Segundo o vice-presidente do programa F18 Super Hornet, a Boeing entende ser essa uma decisão que extrapola a aquisição de um produto de defesa. Envolve também a escolha de um país como forte aliado em matéria de segurança e de uma companhia como parceira das empresas brasileiras. “Não estamos frustrados com o novo adiamento. O Brasil será capaz de tomar uma decisão em médio prazo.”

Desde 2007, a Boeing sintetiza sua oferta ao público como a de melhor custo benefício. Os caças F18 Super Hornet já foram testados inúmeras vezes em combate. O preço é um dos segredos da oferta. Mas cada unidade da mesma aeronave vendida para a Marinha americana custou US$ 60 milhões. Dependendo dos requisitos a serem agregados ou descartados pela FAB, custará mais ou menos esse mesmo valor.

Fonte: Agência Estado

Classe econômica puxa alta do setor aéreo mundial em maio

 

O crescimento do setor aéreo mundial tem se dado devido ao aumento de viajantes na classe econômica. O número de passageiros premium – que incluem primeira classe e classe executiva – cresceu em maio apenas 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto o número de passageiros em geral teve um aumento de 5,1% no período. Em abril, o crescimento de passageiros premium havia sido bem maior do que em maio: 5,8%. Os números foram divulgados hoje pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata).

De acordo com a entidade, o desempenho reflete a queda na confiança nos negócios, especialmente na Europa. Em maio, os passageiros premium representaram cerca de 8% do total e 27% da receita. Este foi o terceiro mês consecutivo de queda no segmento de passagens premium.

Segundo a Iata, os mercados que mais têm sentido o recuo nas passagens premium são os da Europa e dos países do norte do Atlântico. Eles representam 40% do mercado internacional, em número de passageiros, e 34% em receita.

Fonte: Agência Estado

Anac autoriza Etihad Airways a operar no Brasil

Airbus A340-600 da Etihad Airways

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a companhia aérea Etihad Airways, dos Emirados Árabes Unidos, a operar no Brasil. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira.

De acordo com a autarquia, a empresa pretende fazer voos internacionais de passageiros e de carga. No mês passado, a Etihad anunciou a decisão de começar a voar para São Paulo a partir de 1º de junho de 2013, com aeronaves A-340-600. O plano da empresa é oferecer 2.044 assentos por semana, o equivalente a uma frequência diária. Por voo, serão 12 lugares na primeira classe, 32 na executiva e 248 na econômica.

A empresa nomeou como gerente geral para o Brasil o executivo Juan Torres, que ocupou a mesma função durante dois anos no Japão, país no qual foi responsável por iniciar as atividades da empresa. O voo para São Paulo será o primeiro da Etihad na América do Sul.

Finte: IG