King Air cai em Jundiaí-SP

 

Um King Air caiu em Jundiaí (SP) na tarde desta sexta-feira. Segundo informações extra-oficiais, piloto e co-piloto morreram. O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) não havia confirmado o número de vítimas até o fim da tarde, mas informou por meio de nota oficial que o avião Beech Aircraft, modelo C 90, particular, decolou do aeroporto de Jundiaí por volta das 14h30 e caiu nas proximidades do aeroporto logo após a decolagem. A aeronave estava abrigada no hangar Alpha.

Após uma explosão, parte da aeronave pegou fogo. Equipes de bombeiros do aeroporto e da cidade, assim como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a polícia foram acionados. Integrantes do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4) também foram para o local. As vias de acesso nas proximidades ficaram congestionadas e o lugar do acidente foi isolado. A polícia informou que o piloto avisou à torre que retornaria, mas não conseguiu concluir a manobra. Até as 17 horas desta sexta-feira não havia informações sobre as supostas vítimas.

Fonte: Agência Estado

Aeronaves brasileiras têm em média 25 anos, diz Abag

 

A idade média da frota brasileira de aeronaves de aviação geral é de 25 anos, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de aviação Geral (Abag). Do total de aeronaves registradas no País, 52% estão na faixa de 21 a 40 anos. Outros 29% da frota possuem menos de 15 anos, o que indica, segundo a entidade, um processo de renovação. Somente 7% das aeronaves de aviação geral hoje registram idade acima de 40 anos.

“Um dado muito interessante e que também indica o crescimento da aviação executiva no Brasil é o fato de 14% da frota apresentar entre 1 e 5 anos de idade”, avalia Francisco Lyra, presidente da ABAG.

O estudo mostra que os helicópteros e jatos vêm aumentando gradativamente a participação na frota brasileira. Nos últimos cinco anos, a cada mês, dois jatos novos e 5,4 helicópteros foram adicionados à frota nacional. Entre os helicópteros, cerca de 500 têm até cinco anos de uso, 177 entre 6 e dez anos e 299 entre 11 e 15 anos.

Os aviões a pistão são os que mais contribuem para o envelhecimento da frota. São mais de 3 mil aeronaves com mais de 30 anos. Já os turboélices passaram por uma forte renovação – 31% têm até dez anos de uso.

Fonte: Agência Estado

Cirrus comemora entrega da 5.000° aeronave

Cirrus SR-22

A Cirrus Aircraft está comemorando um marco de negócios com a entrega de seu avião de número 5000. A empresa, que começou a produção em Duluth – Minnesota, há apenas 11 anos atrás, em 1999, passou de um sonho empreendedor para uma indústria de aviação global, com aeronaves entregues em mais de 60 países ao redor do mundo.

“Estamos realmente animados e orgulhosos por entregarmos a aeronave de número 5.000″, disse Dale Klapmeier, presidente da Cirrus Aircraft. “Quando começamos, sonhávamos em construir aviões que tornariam a vida mais fácil, cinco mil aeronaves mais tarde, estamos orgulhosos de nossa conquista e certos de continuar aprimorando nosso sonho”.

Conhecida por incorporar a ergonomia de automóveis de luxo , aviônicos e dispositivos avançados de segurança em seus aviões de alto desempenho, a Cirrus foi pioneira junto ao FAA com a certificação do CAPS – sistema de paraquedas CIRRUS, que é equipamento de série em todas as aeronaves da marca.

“A entrega da aeronave número 5000 sublinha a história de sucesso da CIRRUS dentro da indústria aeronáutica” afirmou Todd Simmons, Vice-Presidente de Marketing e Vendas. “Todos os proprietários, funcionários e parceiros estão orgulhosos do trabalho que temos desenvolvido em conjunto”, acrescentou Todd.

O avião de número 5000 foi comprado por Joe Whisenhunt de Little Rock, Arkansas. O Sr. Whisenhunt, junto com sua família, estiveram em Hartford, CT, participando da Convenção 2011 da AOPA (Associação de Proprietários e Pilotos de Aeronaves), onde se juntou à CIRRUS AIRCRAFT e líderes da AOPA para uma apresentação especial do seu novo avião. O Sr. Whisenhunt, um cliente fiel da Cirrus Aircraft e agora proprietário do N5000J, já reservou uma posição para o jato Cirrus Vision SF50.

Fonte: http://planeaviation…oticias/?p=1184

Táxi aéreo pode perder hangares nos aeroportos

 

O governo federal quer acabar com a classificação do táxi aéreo como serviço público, informa reportagem de Mariana Barbosa para a Folha.

A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Pela proposta, que está em apreciação no Congresso Nacional, o táxi aéreo passaria a ser tratado como serviço privado.

Se aprovada, a mudança fará com que o setor, que agrega 188 empresas, deixe de ser fiscalizado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o que implica riscos à segurança.

As empresas seriam dispensadas de registro na agência, devendo apresentar apenas um certificado de que a aeronave está em condição de uso.

O setor também perderá espaço nos aeroportos. Atualmente, por prestarem um serviço público –transporte remunerado de passageiro–, as empresas de táxi aéreo têm direito garantido a hangares e a horários para pouso e decolagem. Como serviço privado, esse direito acaba.

“A medida levará à extinção de inúmeras empresas”, diz Francisco Lyra, presidente da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral).

A SAC (Secretaria de Aviação Civil) não quis comentar a mudança na classificação do táxi aéreo. A Anac disse que não é responsável pela elaboração da proposta e não quis se pronunciar.

Fonte: Folha.com

Entrevista: A nova cara da Expo Aero

Desde a sua inauguração em Sorocaba, no ano de 1997, a Expo Aero Brasil passou por diversas mudanças e desafios que a tornaram hoje um dos grandes eventos aeronáuticos da América Latina e uma das dez maiores feiras de aviação civil do mundo.

Para o Brasil, que todo ano cresce cerca de 15% nesse setor, ela é considerada uma referência, uma vez que o país é um dos cinco maiores mercados aeroespaciais do mundo, faturando anualmente em torno de US$ 20 bilhões. Neste ano, a EAB chega à 14ª edição, que acontecerá entre os dias 14 e 17 de julho, em São José dos Campos, com mudanças que prometem torná-la um polo de entretenimento e negócios.

Oportunidade é uma das características da EAB 2011: aficcionados por aviação que desejam ingressar no setor, seja como piloto, seja como tripulante, seja em outra função que o segmento oferece, encontram o incentivo necessário para essa introdução.

No final do mês passado, a Avião Revue conversou com o presidente da EAB, o comandante Décio Correa, que contou em detalhes as principais novidades que farão parte da edição 2011. Confira.

AVIÃO REVUE – O que a EAB trará de novo neste ano em relação a investimentos?

CORRÊA – Esta é a primeira edição em que faremos um trabalho totalmente diferente do que costumamos realizar. Até este momento, a Expo Aero Brasil não havia feito grandes investimentos no mercado internacional. Constituímos uma gerência regional de vendas para São José dos Campos e região e uma gerência de vendas internacional, ambas coordenadas por Carlos Aquino, responsável por cuidar do cluster de São José dos Campos, um dos quatro maiores do mundo, que abriga a Embraer, terceira maior indústria aeronáutica mundial, entre outras que englobam esse mercado. Assim, teremos a participação de clientes do exterior, e isso muda substancialmente a estrutura da feira.

AVIÃO REVUE – Com relação à estrutura e aos desafios impostos, quais são as novidades?

CORRÊA – O evento vai ocupar uma área de 200 000 m², o equivalente a um sexto de Congonhas. Também teremos diversos eventos que estimulam a vinda dos clientes com os seus aviões. O primeiro deles envolve uma série de convenções, entre elas a da APA – Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves – e a da Abetar – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional. Outra novidade é que teremos 1 000 aeronaves expostas, um recorde com relação à edição de 2000, quando recebemos 891 aviões.

AVIÃO REVUE – Quais as atrações que os visitantes poderão conferir nesta edição?

CORRÊA – A organização da feira mudará completamente na estrutura e organização. Teremos os Air Shows Chalés, em que os fabricantes deixarão as suas aeronaves expostas de frente à pista para a área de convivência e os convidados poderão assistir aos shows aéreos dos expositores enquanto degustam um petisco e tomam um drinque. Assim, a interação será bem produtiva, pois permitirá que o comprador avalie o produto por sua demonstração aérea. Sem falar dos visitantes que acabam se tornando aviadores em razão do ambiente da feira. Tudo isso incentiva a vocação aeronáutica do país, um dos nossos grandes objetivos.

AVIÃO REVUE – Quais recordes podemos citar de todas as edições que já ocorreram?

CORRÊA – Durante os recordes obtidos nas treze edições anteriores estão: recorde de maior movimento de pousos e decolagens no Hemisfério Sul (em quatro dias), com 2 237 movimentos; maior número de aeronaves em um aeroporto, com 891 unidades; maior número de empresas expositoras, com 287 clientes; além de termos alcançado uma marca de 114 000 visitantes em um evento aeronáutico.

AVIÃO REVUE – Aproximadamente quantas pessoas a Expo Aero Brasil 2011 espera receber?

CORRÊA – Temos em mente que a feira irá receber de 35 000 a 50 000 pessoas, uma quantidade bem maior que a do ano passado, quando registramos 25 000 visitantes. Nosso evento não restringe a participação de qualquer público, sendo todos convidados a “vir voando”.

AVIÃO REVUE – Quantos funcionários irão trabalhar no evento?

CORRÊA – Em torno de 5 000 pessoas, entre equipe médica, equipe da segurança e equipe das associações, órgãos aeronáuticos e expositores.

AVIÃO REVUE – Como uma feira deste porte contribui para a expansão do setor aeronáutico?

CORRÊA – A EAB é por si só um evento estratégico para um país continental como o Brasil. A única forma de integrar a nação brasileira e sustentá-la economicamente é com o uso de aviões, pelo fato de sermos um país de grandes dimensões. Toda nação que é forte em termos aeronáuticos é capaz de ter uma feira impactante nesse segmento. Assim, queremos ser uma das cinco maiores feiras de aviação civil do mundo. Outros países que fazem das feiras um incentivo à economia são a França, que realiza há 102 anos a feira Le Bourget, e a Inglaterra com Farnborough há mais de 70 anos.

AVIÃO REVUE – Quais as maiores dificuldades enfrentadas para organizar e promover um evento desta dimensão?

CORRÊA – A princípio, ninguém acredita ou quer investir, todo mundo quer esperar que a feira cresça para participar. Quem faz do evento um sucesso não somos nós organizadores, mas sim, os investidores e empresas do nicho aeronáutico. Outra dificuldade é a organização e estruturação de um evento como este. As autoridades, em geral, são os maiores entraves para a realização da feira, por medo de acidente e estrutura, e não têm a consciência de que a feira é importante para a economia do país e para a indústria aeroespacial. A infraestrutura e a adequação de área também envolvem bastante trabalho. Temos que ter um sistema completo e seguro dentro da área do evento.

AVIÃO REVUE – Quantos expositores irão participar da EAB 2011?

CORRÊA – Haverá mais de 200 expositores e mais de 500 representações internacionais para a venda de produtos. Um detalhe importante é que estamos trabalhando nas representações diplomáticas comerciais, como a Embaixada da França, que traz empresários do país e realiza parcerias e negociações com empresários do Brasil. Assim, é feito um intercâmbio, com a saída de produtos daqui para serem vendidos na França, gerando sólidas parcerias e representações. Tudo isso garante o sucesso da feira e de seus investidores de uma maneira geral.

AVIÃO REVUE – Qual o faturamento que se espera alcançar neste ano?

CORRÊA – Não temos uma estimativa exata do quanto podemos faturar pelo fato de uma feira possuir negociações a longo prazo, de forma despretensiosa. Mas, diante da expectativa que nossos expositores nos mostraram, projetamos ultrapassar os US$ 35 milhões neste ano.

Fonte: Avião Revue (Amanda Cardoso)

Bell lança primeiro modelo equipado com painel Garmin G1000H

Bell 407

A fabricante americana de helicópteros anunciou o lançamento do novo modelo Bell 407GX equipado com painel Garmin G1000H. Este é o primeiro helicóptero que oferece aos pilotos um painel digital com as mesmas características daqueles disponíveis em jatos de grande porte.

O aparelho possui duas telas de LCD de 10.4” de alta resolução, que combinam instrumentos de voo, navegação e turbina. Nesse painel é possível ter uma visão real do terreno na tela (Synthetic Vision Technology), operar um sistema digital de representação de rotas (Highway in the Skies), ouvir alertas de colisão e armazenar os dados da rota, turbina e desempenho em um cartão de memória para verificar se houve algum parâmetro excedido no equipamento durante alguma manobra.

Além de toda a tecnologia do novo painel, o Bell 407GX possui o coletivo acoplado com a manete de potência e uma excelente manobrabilidade, baixa vibração e ruído, devido ao seu rotor de quatro pás feito em material composto. Outra característica é a sua excelente carga útil, pois possui capacidade para decolar com número total de passageiros, carga total de bagagens e combustível.

Os primeiros aparelhos do tipo deverão chegar ao Brasil até o final de 2011. A empresa é representada no Brasil pela TAM aviação executiva. 23/03/11

Fonte: www.revistaflap.com.br

ABAG repudia destruição de pista em João Pessoa

 

A Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG) lançou hoje uma nota de repúdio ao episódio envolvendo o Aeroclube da Paraíba. A Justiça Estadual decretou a desapropriação da área em João Pessoa e deu posse imediata para a Prefeitura da capital, que imediatamente destruiu a pista de pouso e decolagem.

“Em um país como o nosso, de dimensões continentais, em que a aviação comercial serve a pouco mais de 100 dos mais de 5 mil municípios, a aviação geral é fator de desenvolvimento econômico e uma pista de pouso e decolagem não pode ser destruída da forma como foi feito em João Pessoa”, disse , disse Francisco Lyra, presidente da ABAG.

O grande temor da entidade é que em outras cidades, a exemplo do que aconteceu n a Paraíba, decisões judiciais desta natureza possam provocar mais perdas para aviação no país e prejudiquem o desenvolvimento do Brasil como um todo.

No ano passado, a ABAG lançou a campanha “Aviação Geral: vetor de desenvolvimento e inclusão social”, com o objetivo de discutir com a sociedade a relevância da aviação executiva para o desenvolvimento das mais de 3.500 cidades que possuem aeródromos, mas não são servidas pela aviação comercial atualmente. Enquanto nos últimos 30 anos a aviação comercial reduziu o número de cidades atendidas de cerca de 300 para 130, a aviação executiva hoje consegue chegar a 75% dos municípios de todo o Brasil, porque estas cidades possuem aeródromos. “Temos uma situação muito diferente dos Estados Unidos, por exemplo, onde a aviação comercial serve 10% dos cerca de 6 mil municípios”, explica Lyra.

Um ato desrespeitoso

Na calada da noite, aproveitando liminar de primeira instância emitida no dia 23 de fevereiro último, pelo juiz João Batista da 7ª Vara da Fazenda, que concedia à Prefeitura a posse imediata da área do Aeroclube da Paraíba, tratores invadiram e destruíram por completo toda a pista de pouso e decolagem do Aeroclube.

Horas mais tarde, o presidente do Tribunal de Justiça, Abraham Lincoln, derrubou a liminar da 7ª vara e restabeleceu a posse da área para o Aeroclube da Paraíba. Entretanto, o ato criminoso já havia sido cometido, comprometendo por completo as operações aéreas do Aeroclube.

A Prefeitura decretou em 17 de dezembro de 2010 a desapropriação da área ocupada pelo Aeroclube da Paraíba, que funciona naquele local desde 10 de dezembro de 1940. Muitos encontros entre a diretoria do Aeroclube e a Prefeitura foram realizados, entretanto, nenhum acordo havia sido estabelecido.

Fonte: www.revistaasas.com.br