Bagagens: Todas as dicas aqui

 

Entre as dúvidas que aparecem na hora da primeira viagem de avião – ou mesmo entre passageiros mais experientes – se refere ao que se pode ou não levar na bagagem. Toda semana recebemos perguntas sobre limites de peso, tamanho de bagagem, o que levar na mala de mão, o que despachar e muitas outras questões. Para tentar ajudar a todos os leitores preparamos esse mini guia, com as dúvidas mais frequentes que os leitores nos enviam. Confira:

1. O que é bagagem despachada?

São as malas maiores, que vão no bagageiro do avião. Elas são entregues na hora que você faz o check-in no aeroporto de embarque e são devolvidas ao passageiro na chegada. Quando o passageiro despacha a mala, ele recebe um comprovante, que deve ser guardado para conferência ou no caso da mala se extraviar (não chegar no destino). Chegando ao aeroporto de destino, o passageiro deve ir à esteira de seu voo e aguardar sua mala. Quando ela chegar, confira a etiqueta com o seu nome, pois pode haver malas iguais à sua. Adesivos, plásticos ou etiquetas de viagem com seu nome e telefone são boas formas de evitar a troca de malas.

2. Em voos com conexão, onde pego a bagagem despachada?

Esta é uma dúvida muito comum e não há uma regra fixa. Na hora do check-in, a companhia aérea informa ao passageiro onde ele irá retirar a mala. Normalmente é no aeroporto do destino final, mas há casos em que se retira na conexão para se despachar novamente. Por exemplo: um voo de Porto Alegre a Madri com conexão em São Paulo. O passageiro vai despachar a mala em Porto Alegre e a empresa vai informar se será necessário retirar a mala em São Paulo ou apenas em Madri. No voo de volta, o mesmo ocorre em Madri. Vale destacar que nos voos com chegada ao Brasil geralmente o passageiro retira a mala no primeiro aeroporto, por conta da fiscalização alfandegária – no nosso exemplo seria em São Paulo – e despacha novamente.

3. Qual o limite de peso e malas que posso despachar?

Essa informação estará em sua reserva ou no site da companhia. Se não encontrar, você pode ligar para a empresa para questionar. De uma forma geral:

Voos nacionais  – Nas aeronaves com mais de 31 assentos, cada passageiro (adulto ou criança) tem direito a 23 Kg de bagagem(franquia de bagagem) de acordo com a legislação brasileira. Pode-se despachar mais de um volume (mala, mochila, pacote, etc.) , desde que o peso total não exceda esse limite. Caso o peso ultrapasse a franquia, o transporte de sua bagagem ficará sujeito à aprovação da empresa e a cobrança de taxa por excesso de peso. Artigos esportivos em geral (prancha de surfe, bicicleta, etc), instrumentos musicais e outros tipos de bagagem especial deverão ser incluídos na franquia.

Voos internacionais – Dependendo do país de destino, a franquia de bagagem pode ser de dois tipos: peça ou peso. Na franquia por peça, cada passageiro terá direito a transportar duas bagagens, de até 32 kg cada. Para saber as dimensões permitidas para o transporte de sua bagagem e, também, sobre bagagens de crianças de colo, consulte a empresa aérea.

Na franquia por peso, cada passageiro terá direito a  transportar bagagens que não excedam, no total:

• 40 kg na primeira classe.

• 30 kg em classe intermediária.

• 20 kg em classe econômica.

• 10 kg para crianças de colo, que não estejam ocupando assento.

Esteja atento para não passar os limites, pois isso acarreta o pagamento de taxas. Além disso, não se esqueça que em voos domésticos – no Brasil ou no exterior, a quantidade é sempre menor – lembre-se disso quando planejar deslocamentos na Europa ou Estados Unidos, por exemplo. A regulamentação brasileira vale para voos que saem do Brasil ou que foram comprados aqui (ida e volta). Para os voos que saem de outros países, aplicam-se as normas do local de origem da viagem.

4. Qual a franquia quando vários voos e conexões?

Quando a viagem internacional inclui um trecho (voo) doméstico, a regra é a seguinte:

• Quando as passagens aéreas, tanto para o voo nacional quanto para o voo internacional forem conjugadas, ou seja, quando houver apenas um contrato de transporte (mesmo se forem de

empresas diferentes), o passageiro terá direito à franquia de bagagem do destino internacional;

• Quando as passagens não forem conjugadas, ou seja, quando houver contratos de transporte distintos, o passageiro terá direito à franquia de bagagem nacional no trecho nacional e à franquia de

bagagem internacional no trecho internacional.

5. O que é bagagem de mão?

Além da bagagem despachada, o passageiro tem direito a levar consigo uma bolsa, mala ou mochila com pertences pessoais e itens de valor, como dinheiro, aparelhos eletrônicos, remédios, etc. É a chamada bagagem de mão. Na hora do check-in, essa bagagem pode ser pesada ou medida pela companhia, conforme os limites estabelecidos pela lei. Depois, no momento do embarque e na chegada a outros países, ela passa por raio-X e pode ser inspecionada pela polícia. A bagagem de mão deve ser acomodada no compartimento de bagagem (acima da poltrona do avião) ou sob o assento. Vale destacar: dinheiro, documentos, aparelhos eletrônicos, jóias e demais itens de valor jamais devem ser despachados, mas sempre levados na mala de mão.

6. Qual o tamanho da bagagem de mão permitido?

Os limites da bagagem de mão são definidos por critérios de segurança para atender ao peso máximo de decolagem do avião e ações preventivas de segurança a bordo. Em voos domésticos, a bagagem não pode ser maior que 115 cm (considerando altura + comprimento + largura) e o peso máximo é de 5 kg. Caso exceda essa especificação, a companhia aérea poderá exigir que a bagagem não viaje com você e seja despachada. Muitas vezes há uma guia de metal no aeroporto, para a medida da mala. Os voos internacionais dependem da companhia, mas geralmente a restrição de volume é a mesma, mas o peso varia.

7. O que posso levar como bagagem de mão?

Segundo a Anac, você pode levar

1) Uma bolsa de mão, maleta ou equipamento que possa ser acomodado embaixo do assento do passageiro ou no compartimento próprio da aeronave na cabine;

2) Um casaco, sobretudo, manta ou cobertor;

3) Um guarda-chuva ou bengala (não pontiagudos);

4) Máquina fotográfica, laptop ou binóculos;

5) Material de leitura para viagem;

6) Alimentação infantil para consumo durante a viagem;

7) Muletas ou aparelhos ortopédicos utilizados pelo passageiro.

8) Instrumentos musicais (desde que os mesmos possam passar pelos equipamentos de Raio – X nos postos de segurança);

9) Um carrinho de bebê dobrável, uma cesta ou um bebê conforto.

8. Posso levar líquidos, remédios e aerossóis em voos nacionais?

Sim, a restrição a eles vale somente para voos internacionais. Por motivo de segurança não podem ser levados arma (ou réplica) de qualquer tipo; objetos pontiagudos, cortantes ou de ponta arredondada que possam ser usados para causar ferimentos (alicates de unha, por exemplo); substâncias explosivas ou inflamáveis, químicas ou tóxicas que possam colocar em risco a integridade física de pessoas ou a segurança do avião. Essa é a norma brasileira, em voos internacionais outros itens são proibidos na sua bagagem. Leia as normas vigentes do país de destino ou consulte a empresa aérea antes do embarque.

9. O que não posso levar em voos internacionais?

Além dos itens citados acima, existe restrições para levar líquidos de toda natureza na mala de mão, inclusive gel, pasta, creme, aerossol e similares. Eles só podem ser conduzidos da seguinte forma:

• Em frascos com capacidade de até 100 ml e colocados em embalagem plástica transparente, vedada, com capacidade máxima de 1 litro, não excedendo as dimensões de 20 x 20 cm;

• Líquidos em frascos acima de 100 ml não podem ser transportados, mesmo se o frasco não estiver cheio. Atenção! A fiscalização costuma ser rígida e você poderá perder o frasco.

• Os frascos devem ser adequadamente acondicionados (com folga) dentro da embalagem plástica transparente, completamente vedada;

• A embalagem plástica deve ser apresentada na inspeção de embarque de passageiros, sendo permitida somente uma embalagem plástica por passageiro.

Essas restrições se aplicam também ao passageiro que apesar de realizar um voo nacional, tenha seu embarque realizado em área destinada a embarque internacional Lembre-se: em caso de conexão em outros países, a empresa aérea deverá informar o passageiro sobre a  possibilidade de retenção ou não da embalagem.

10. Posso levar meu animal de estimação no avião?

O transporte de animais domésticos (cães e gatos) na cabine de passageiros fica a critério da empresa. Caso seja aceito, o transporte deverá ser feito em compartimento apropriado, sem causar desconforto aos

passageiros e ao animal. Consulte a empresa aérea com antecedência. Além  disso, é preciso apresentar atestado de sanidade do animal, fornecido pela Secretaria de Agricultura Estadual, Posto do

Departamento de Defesa Animal ou por médico veterinário. O transporte também pode ser feito no compartimento destinado a carga e bagagem (sim, tem que despachar o bichinho!). Como o peso do animal não poderá ser incluído na franquia de bagagem do passageiro, será cobrado um valor adicional.

Dicas importantes

1) Identifique sua bagagem para facilitar sua visualização na esteira da sala de desembarque. Adesivos, plásticos e etiquetas ajudam

2) Não transporte bagagem que não seja de sua propriedade ou cujo conteúdo desconheça.

3) Evite despachar bagagens com objetos de valor, como: joias, dinheiro e eletrônicos (celulares, notebooks, filmadoras, etc). Se houver necessidade de despachar, declare o valor dos bens transportados ainda no check-in. Para isso, peça o formulário à empresa aérea, que se responsabilizará pelos bens declarados mediante taxa a ser cobrada no ato de confirmação dos bens. Consulte os valores com a companhia aérea.

Se tiver mais dúvidas sobre sua bagagem,você pode entrar em contato com a Anac por meio do site www.anac.gov.br ou da central de atendimento 0800 725 4445 (atendimento 24 horas por dia, todos os dias da semana).

Fonte: www.melhoresdestinos.com.br

Aviação tem 6,5 milhões menos malas extraviadas

 

Apesar no crescimento no tráfego aéreo no ano passado, menos bagagens foram extraviadas, segundo pesquisa da consultoria internacional Sita. A pesquisa mostra que em 2011, 99,1% das bagagens despachadas foram entregues adequadamente a seus proprietários, o que representa uma melhora de 20,3% na gestão das bagagens, em relação a 2010. O desempenho significou economia de 500 milhões de euros, segundo o estudo.

A pesquisa da Sita mostra ainda que 6,5 milhões de malas a menos foram extraviadas no ano passado, na comparação com 2010, quando um total de 32,3 milhões de peças de bagagem despachadas não foram entregues corretamente. Segundo o diretor da Sita, Francesco Violante, desde 2007 houve uma redução em mais da metade no número de bagagens extraviadas, passando de 18,8 malas para cada mil passageiros, em 2007, para 8,99 malas para cada mil passageiros em 2011.

Para a consultoria, a melhora na gestão das bagagens despachadas é resultado de ações combinadas entre as companhias aéreas, aeroportos e funcionários de apoio em terra, em parte por causa do Baggage Improvement Programme criado pela Iata. Entre as principais razões para o extravio de bagagens, segundo a Sita, está a bagagem dos passageiros que realizam conexões. A maioria das bagagens, segundo o estudo, chega a seus proprietários em até 48 horas após o fim do voo, sendo que em 2011 cerca de 640 mil malas foram “extraviadas para sempre”.

Fonte: www.panrotas.com.br

Anac avalia regra que dá desconto por mala menor

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) prepara resolução para 2011 com novas regras de bagagens, itens de mão e remarcação de voo, entre outros itens do contrato de viagem. Uma novidade é o fim do peso mínimo da bagagem. Assim, as empresas poderiam oferecer descontos, caso o passageiro queira viajar só com itens de mão, por exemplo.

Atualmente, a passagem para voo doméstico dá direito à franquia de 20 quilos de bagagem – independentemente de o passageiro levar o volume. Agora, a Anac quer aumentar a liberdade para negociar valores. É o que fazem companhias de baixo custo europeias (Ryanair e Easyjet) e americanas (Jet Blue). Elas não definem limite mínimo de bagagem e algumas chegam a vender apenas o lugar no avião. Por outro lado, cobram a mais por qualquer mala despachada ou mesmo por água a bordo.

As novas regras da Anac valeriam apenas para os voos domésticos, uma vez que a franquia de bagagem para voos internacionais é definida por companhia, conforme regulação específica do país de origem. Segundo o superintendente de Regulação Econômica da Anac, Juliano Noman, a medida ainda será discutida em audiências públicas pelo País. “Queremos rever as normas, mas sabemos que é algo polêmico. Por isso, vamos ouvir empresas e passageiros.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

Emirates dá desconto de 15% para excesso de bagagem

Boeing 777-300ER da Emirates

A Emirates está oferecendo 15% de desconto para o excesso de bagagem de passageiros que comprarem bilhetes antecipadamente, ou seja, pelo site da companhia.

“O planejamento pode tornar a viagem mais divertida e descomplicada”, comentou o vice-presidente sênior de Comunicação com Passageiros e Vendas da Emirates, Russel Sheldon. “Agora, os passageiros também podem economizar dinheiro quando pagam pela bagagem excessiva em suas viagens. Para tanto, encorajamos os clientes a pesar suas malas e checar em nosso site os detalhes dos custos do peso adicional das bagagens”, completou ele.

Para utilizar a ferramenta, os clientes devem fazer o login no ícone “Managin a Booking”, disponível no site da empresa, com o máximo de 24h de antecedência. Nas rotas em que o excesso de bagagem é cobrado por peso, o cliente pode comprar as quantias de cinco, dez, 15 ou 20 quilos extras. Já para as rotas em que a cobrança é efetuada pelo número de bagagens, os passageiros podem adquirir uma, duas ou três malas adicionais, com até 32 quilos cada.

As passagens com desconto não são transferíveis e nem reembolsáveis, sendo permitida apenas uma compra por passageiro em uma rota contínua.

Fonte: Panrotas

Cliente Azul compra excesso de bagagem com desconto

Embraer 190 da Azul (Foto: Airliners.net)

A Azul Linhas Aéreas decidiu inovar na cobrança de excesso de bagagem e criou um sistema de pré-reserva de excesso de bagagem, que garante desconto de até 60% em relação ao valor que seria pago no momento do check-in no aeroporto.

Com o sistema, o cliente, no ato da reserva do bilhete, pode solicitas também uma cota de excesso de bagagem. Um exemplo, o limite permitido é de 23 quilos por cliente; se o passageiro sabe que sua bagagem terá cerca de 33 quilos, pode solicitar mais dez quilos extras. Vai pagar, nos voos sem escala de curta distância, mais R$ 2 por quilo e não R$ 5 como pagaria sem a pré-reserva. Nos voos mais longos sem escalas, tal como Campinas-Manaus, o quilo da bagagem extra no aeroporto sai por R$ 10, mas na pré-reserva, R$ 7 (30% a menos). O valor varia em função de cada rota.

“Temos muitos clientes que vão visitar parentes distantes e querem levar um pouco mais de bagagem ou pessoas que viajam a trabalho e levam material de apoio, instrumentos musicais, ferramentas, sempre acima do limite permitido”, disse Pedro Janot, presidente executivo da Azul. Para ele, o novo serviço tem o objetivo de tornar a viagem dos clientes da Azul ainda mais fácil.

O sistema de pré-venda de blocos de excesso de bagagem começa a funcionar esta semana e pode ser solicitado pelo call Center (4003 11 18), pelo site (www.voeazul.com.br ) ou consultando os agentes de viagens. O cálculo é feito em blocos de cinco em cinco quilos, ou seja, é possível reservar cinco, dez, 15 e 20 quilos.

Fonte: Panrotas

Spirit: Baldanza se explica à Washington

Airbus A319 da Spirit (Foto: Airliners.net)

Na semana passada o CEO e Presidente da Spirit, Ben Baldanza, foi à Washington defender aos congressistas os planos da empresa de cobrar taxas pelas bagagens de mão e afirmou que a medida foi bem aceita pelos passageiros. Baldanza disse para o Secretário dos Transportes, Ray LaHood, um ferrenho opositor à proposta, que as reservas de passagens a partir de 1º de agosto, quando a medida entra em ação, estão “significativamente melhores” do que o mesmo período do ano passado – não nos esqueçamos que em agosto de 2009 a crise ainda batia forte na economia americana.

Baldanza afirmou que tanto LaHood quanto Randy Babbitt, da FAA, entenderam a posição da empresa e que a principal preocupação de ambos era como os passageiros eram alertados de tais taxas.

Fonte: Jetsite

Empresas americanas recolhem 7,8 bilhões de dólares em “taxas”

 

Boeing 747 ainda com as cores da Northwest (Foto: Airliners.net)

De acordo com relatório divulgado pelo DOT – US Department of Transportation, as companhias aéreas norte-americanas coletaram US$ 7,8 bilhões em receitas auxiliares ou fragmentadas no exercício de 2009. Desse total, US$ 2,7 bilhões foram receitas das taxas relacionados a bagagens dos passageiros.

O DOT define “receitas auxiliares” (ancilliary fee revenue) as taxas de bagagens, taxas de mudança de reservas, de marcação de assentos, de standby, entre outros, inclusive receitas operacionais diversas como transporte de animais, venda de milhas no programa de viajantes freqüentes.

Segundo informou o Business Travel Magazine, Delta e Northwest lideraram a lista das companhias que mais coletaram receitas auxiliares, com um total consolidado de US$ 2,4 bilhões. A American foi a segunda do ranking com US$ 1 bilhão, seguida da US Airways (US$ 912,1 milhões), Southwest (US$ 671,1 milhões), United (US$ 619,5 milhões), Continental (US$ 539,7 milhões), AirTran (US$ 249,7 milhões), JetBlue (US$ 191,1 milhões) e Alaska (US$ 147 milhões). Entre todas as empresas, a Spirit Airlines – a que anunciou fee de US$ 45 para as bagagens de mão -, é a que registra o maior percentual de receitas auxiliares em relação às receitas totais (20,9%), seguida da AirTran em segundo lugar (10,7%) . Entre as grandes companhias, a Delta, sem incluir a Northwest, é a que tem o maior percentual: 9,1%.

Fonte: Jetsite