ANAC fará novo leilão de slots em Congonhas

Aeroporto de Congonhas

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizará uma redistribuição de slots (autorizações para pouso ou decolagem) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Conforme edital publicado no Diário Oficial da União de hoje, a agência decidiu realizar a redistribuição de slots, que ocorrerá por meio de sorteio, marcado para 18 de abril. A Anac somente divulgará o quadro de slots disponíveis, dentro dessa redistribuição, no dia 30 de março.

O processo de redistribuição dos slots, oficialmente denominado “3º Procedimento Administrativo de Alocação de Horários de Chegadas e Partidas de Aeronaves em Linhas Aéreas Domésticas de Transporte Regular de Passageiros no Aeroporto de Congonhas em São Paulo”, tem por objetivo permitir a entrada de novas companhias aéreas. Para isso, serão remanejados horários de voos que não estão sendo devidamente utilizados.

No dia 18 de abril, data marcada para a redistribuição dos slots, a Anac fará uma lista, por meio de sorteio, que definirá a ordem de classificação de cada empresa participante. Depois de formada a lista, a empresa que ficar na primeira posição no sorteio terá o direito de ser a primeira a escolher um dos slots disponíveis. Na sequência, o segundo colocado poderá escolher um novo slot, entre os que sobraram, e assim sucessivamente, em um sistema de rodízio até o fim das posições oferecidas.

Conforme estabelece regra da Anac, cada slot precisa apresentar no mínimo 80% de regularidade mensal, em uma média de 90 dias. Se os cancelamentos superarem a marca de 20% dos voos agendados, o slot deve ser devolvido, permitindo que outra empresa interessada o utilize. Segundo a agência, a regra sobre a redistribuição de slots vale para todos os aeroportos que tenham atingido o limite de capacidade, o que ocorre com Congonhas de segunda-feira à sexta-feira.

Fonte: Agência Estado

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Após 4 anos, nova reforma em Congonhas

 

Quatro anos após a última grande reforma, concluída em 2007, as pistas do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) vão passar por uma nova restauração, prevista para este ano, mas ainda sem data definida. Também não se sabe como será o esquema de transferência de voos. A reforma integra o pacote de obras para a Copa do Mundo de 2014.

Antes, todo o sistema de pistas -principal, auxiliar e de taxiamento- vai sofrer uma perícia geral, contratado por cerca de R$ 1,5 milhão, para avaliar as condições da base do asfalto e do concreto, da drenagem e da pavimentação. Todos são itens vitais de segurança.

A Infraero (estatal que administra o aeroporto) nega haver hoje riscos para pousos e decolagens e diz que se trata de uma “manutenção rotineira”. A previsão é que as obras durem seis meses. A empresa não informou qual será o impacto esperado nas operações do aeroporto.

Na reforma de 2007 -encerrada menos de um mês antes do acidente com um avião da TAM, em que 199 pessoas morreram-, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) determinou um corte de 21,5% nos voos.

Porém, a margem de manobra para transferir voos para Cumbica (Guarulhos) e Viracopos (Campinas), como ocorreu naquela época, foi reduzida nos últimos anos.

Em Cumbica, não há mais horários do início da manhã até a noite. E Viracopos recebeu no ano passado 5 milhões de passageiros, contra 1 milhão em 2007.

Em Congonhas, houve um salto de 11% no movimento em 2010 e o número de passageiros atingiu 15,48 milhões. Nas previsões da Infraero, essa demanda continuará crescendo.

Outro agravante é que, a partir de março, os pousos e decolagens em Congonhas devem ser reduzidos em duas horas diárias, por decisão da Prefeitura de São Paulo. Serão das 7h às 22h; hoje, vão das 6h às 23h.

A Infraero diz que vai conversar com as empresas aéreas para “minimizar os impactos” nas operações.

Ausência de boas opções preocupa setor

Os recordes sucessivos no movimento nos aeroportos de São Paulo que serviriam de alternativa a Congonhas durante as reformas preocupam as empresas aéreas.

Ao contrário da situação de 2007, quando Viracopos ainda era um aeroporto marginal e Cumbica tinha “slots” (horários) disponíveis, hoje a condição para transferência de voos é mais limitada.

Segundo a Infraero, as companhias aéreas serão chamadas para discutir as operações durante os seis meses em que ocorrerão as reformas em Congonhas.

O comandante Allemander Pereira Filho, ex-diretor da Anac e consultor do Snea (sindicato das empresas aéreas), diz que há um estrangulamento no sistema que serve o Estado de SP.

Fonte: Aviação Notícias

@Aidan: Não me cheira bem esta nova reforma em Congonhas…”Existe algum problema com as pistas ou só querem roubar mais dinheiro?”, foi a pergunta que um colega me fez…O que não é novidade é a infraestrutura deficiente no estado de São Paulo. Faltam pistas, pátios, terminais…

Vizinhos de Congonhas pedem janela antirruído

 

A instalação de janelas grossas e abafadores de ruídos em imóveis vizinhos ao Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, pode ser uma saída para reduzir o impacto provocado pelos pousos e decolagens dos aviões. A sugestão foi dada pela Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto (Amea) ao grupo de trabalho coordenado pelo Ministério Público Federal (MPF) que busca soluções para a poluição sonora na região.

O MPF admite estudar esta e outras propostas que visem a minimizar o desconforto causado pelos aviões. Duas associações são favoráveis à ideia. Para elas, deve-se só tomar cuidado para que os equipamentos antirruído sejam instalados em imóveis cujos moradores, comprovadamente, tenham a saúde afetada pelo barulho.

“O aeroporto não vai sair do lugar. Estamos pesquisando soluções que melhorem a situação dos moradores”, diz o empresário Edwaldo Sarmento, vice-presidente da Amea. A proposta das barreiras antirruído nas casas foi inspirada em medida adotada no Aeroporto de Scottsdale (Arizona), nos Estados Unidos.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável por Congonhas e outros 86 aeroportos no País, informou que questões tratadas no grupo de trabalho de poluição sonora seriam respondidas pelo MPF.

“Estamos cautelosos com essa proposta. Se for viável, vamos pleitear”, diz o presidente do Movimento de Moradores pela Preservação Urbanística do Campo Belo (Movibelo), Antônio Cunha. Ele afirma que a meta agora é garantir que a medição seja feita da melhor forma possível. A Infraero prometeu medir cinco pontos dentro da curva de ruído, um espaço por onde se propaga o barulho dos aviões, durante 15 dias até o fim do mês.

No dia 8, o Movibelo, a Amea e outras cinco associações entregaram um documento ao MPF abrindo mão do direito de escolher três dos pontos de medição. “Fizeram muitas exigências para esses locais. Não podia ter cachorro perto e tinha de permitir acesso por 24 horas a pessoas que nem conhecemos”, argumenta a presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), Sandra Assali.

Normas. Os moradores sustentam que uma medição eficiente precisaria ser feita ao longo de um ano, já que as ondas sonoras se propagam de forma diferente de acordo com as condições climáticas, e com equipamentos melhores. “Nossas reivindicações estão calçadas em argumentos técnicos e normas internacionais”, diz Sarmento. As medições da Infraero não começaram porque os aparelhos, cedidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), estão sendo calibrados por um laboratório de acústica. Os resultados devem ser apresentados nos dias 8 e 22 de novembro.

Fonte: Agência Estado

@Aidan: Quem chegou primeiro: moradores ou aeroporto?

Metade dos voos que mais atrasam sai de São Paulo

 

As deficiências dos aeroportos brasileiros e o inchaço da malha de voos encontram a sua mais perfeita tradução nas salas de embarque de São Paulo. Levantamento exclusivo feito pelo Estado mostra que metade dos voos que mais atrasam em todo o País sai dos Aeroportos de Congonhas, na zona sul, e Cumbica, em Guarulhos. Os dois aeroportos, no entanto, concentram 17,4% do tráfego aéreo nacional.

Cumbica é, proporcionalmente, o pior aeroporto brasileiro. E só vem piorando – 17,2% dos voos atrasaram mais de 30 minutos nos primeiros sete meses do ano. O limite tolerável para a Aeronáutica é de 10% e a média dos aeroportos americanos, de 8%. No ano passado, esse índice em Guarulhos foi de 10,7% – ou seja, piorou cerca de 60%. Já em Congonhas, 13,1% dos voos atrasaram mais de 30 minutos de janeiro a julho, ante 8,7% no mesmo período do ano passado.

O levantamento foi feito com base nos relatórios de atrasos das companhias aéreas e nos índices dos principais aeroportos brasileiros. Além disso, o Estado compilou mais de 90 mil dados oficiais de exatos 4.022 voos que atrasaram no País nos meses de abril e maio. Esse trabalho é inédito – a reportagem pediu essas mesmas informações à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que afirmaram não ter os números.

Com esses dados, foi possível descobrir quais são os aeroportos que mais atrasam, as companhias que menos respeitam os horários e os piores trechos. Um voo de Congonhas para Marília, por exemplo, a 400 quilômetros da capital, atrasou seis vezes no período – o tempo médio de atraso foi de 3h45. Para o passageiro, seria mais fácil ter ido de carro.

No limite. Os aeroportos de São Paulo são os que mais sofrem com a falta de infraestrutura. Em Cumbica, os dois terminais têm capacidade para absorver até 21 milhões de passageiros por ano. Em 2009, porém, esse limite foi ultrapassado em 700 mil pessoas. É como se o terminal tivesse de suprir, além da própria demanda, todo o movimento do aeroporto de Aracaju.

Além disso, a malha aérea está concentrada em horários no começo da manhã e fim da tarde – o que não seria problema se os aeroportos tivessem capacidade para absorver a demanda. “Cumbica é exemplo da falta de estrutura, porque não cresceu nem física nem tecnologicamente”, avalia Respício do Espírito Santo Júnior, presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo. “Faltam terminal e tecnologia de processamento dos passageiros. É um gargalo atrás do outro.”

Fonte: Agência Estado

@Aidan: Vale a pena dizer que 1/3 dos voos do país saem ou chegam de Guarulhos e Congonhas, mas mesmo assim…

Congonhas registra fluxo de 900 mil passageiros a mais nos sete primeiros meses do ano

 

Até julho o aeroporto de Congonhas registrou um fluxo de 7,2 milhões de passageiros, contra 6,3 milhões contabilizados no mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados hoje pela Infraero. Mesmo com as restrições de novos voos para Congonhas e o aumento das operações em Viracopos o movimento em Congonhas de passageiros registrou este crescimento significativo mostrando que a demanda está aquecida.

Os números divulgados pela Infraero são os maiores desde o acidente ocorrido com o avião da Tam em 2007. Viracopos também registra um aumento no fluxo de passageiros atingindo a marca de 4 milhões.

Slots em Congonhas? Não, obrigado

 

As companhias aéreas devolveram 42 slots (horários de pouso e decolagem) dos 202 distribuídos para o Aeroporto de Congonhas (SP) em março pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Todas as frequências de voos rejeitadas foram consideradas inviáveis comercialmente e estavam em rotas de fim de semana.

De acordo com o superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento de Mercado da Anac, Juliano Alcântara Noman, a TAM foi a companhia que devolveu o maior números de horários, ao todo foram 12 slots. A Gol, NHT e Webjet entregaram oito frequências cada, enquanto a Azul devolveu outros seis. Oceanair (que adotou a marca Avianca) foi a única que não devolveu slots de Congonhas.

Durante o processo de distribuições de slots, a Gol foi a que recebeu mais frequências (56). A TAM e Oceanair, obtiveram 54 e 38 slots, respectivamente. As demais empresas, que não operavam no aeroporto, ficaram com um número menor de frequências de voo. A NHT havia ficado com 28, a Webjet com 18 e a Azul com oito.

Fonte: Jetsite

Congonhas será ampliado para Copa

 

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai expandir a ala de check-in do Aeroporto de Congonhas. A ampliação do mais controverso terminal do País faz parte do amplo pacote de obras lançado pela estatal para tentar aplacar a crescente demanda do setor aéreo e atender com padrões mínimos de conforto os milhões de turistas que vão cruzar o Brasil durante a Copa de 2014.

Em fevereiro de 2012, quando a Infraero planeja entregar a nova ala, a capacidade do aeroporto vai saltar dos atuais 14,5 milhões de passageiros por ano para 17,5 milhões (20,6%), o que o consolidará como o segundo terminal aéreo do País, atrás apenas de Cumbica, em Guarulhos.

No centro do projeto, a que o Estado teve acesso na íntegra, estão 14 dos 16 aeroportos das 12 cidades-sede do mundial. Quase metade das 50 folhas de apresentação do plano é dedicada aos aeroportos de São Paulo. O presidente da estatal, Murilo Barboza, reconhece a importância da Copa, mas defende que a reforma dos aeroportos tenha como meta suprir o aumento da demanda do setor. “Se esse objetivo for alcançado, o evento Copa estará bem atendido”, assevera. O planejamento foi elaborado com base no diagnóstico feito pela consultoria McKinsey, cujo resultado será divulgado hoje.

A intervenção em Congonhas criará 20 novos balcões de check-in, ocupando o espaço deixado pelo extinto 4.º Serviço Regional de Aviação Civil (Serac 4). A obra pode parecer tímida diante das necessidades, mas representará acréscimo de 25% sobre o total de 80 guichês existentes. Pela demanda atual, de 13,7 milhões de passageiros ao ano, é como se cada check-in do aeroporto atendesse cerca de 500 pessoas por dia. Nos dias e horários de maior movimento, as filas de espera chegam à calçada.

A estatal assegura que a ampliação não terá reflexos na operação do aeroporto, limitado em 34 movimentos (pousos ou decolagens) por hora desde a tragédia do voo 3054 da TAM, que matou 199 pessoas em 2007. “O único objetivo é oferecer conforto ao passageiro, que não quer perder tempo no check-in”, afirma o diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Jaime Parreira. “Não está prevista nenhuma mudança operacional, mesmo porque isso não compete à Infraero.”

A restrição do número de movimentos em Congonhas foi determinada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão da Aeronáutica. Consultado, o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, chefe do Decea, ratificou a informação. “O número de movimentos permanece o mesmo e não há estudos para alterá-lo”, afirmou.

A reforma do check-in de Congonhas é, de certa forma, o item final de um conjunto de obras iniciadas em 2004, que incluíram a reforma e a ampliação do terminal de passageiros, instalação de pontes de embarque (fingers, no jargão em inglês) e do estacionamento subterrâneo. A reforma é alvo de ação na Justiça por suspeita de superfaturamento.

Polêmica. Como tudo que envolve Congonhas, antes mesmo de sair do papel a obra já começa a causar polêmica. Acostumado ao caos do aeroporto, o administrador de empresas Philippe Gedeon, de 31 anos, abriu um sorriso ao tomar conhecimento de projeto de ampliação do check-in. “É ali que está o problema do aeroporto. Num dia normal, perco no mínimo 40 minutos para despachar minha bagagem”, conta. “É quase o tempo de voo até o Rio, onde moro.”

Vizinha de Congonhas e presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), Sandra Assali criticou a reforma do aeroporto. “Se você imaginar que são 80 check-ins hoje e 34 movimentos por hora, acho que não tem porque aumentar. Para mim, vai significar aumento de capacidade. Isso ainda não tinha aparecido. Vejo como preocupante. É prenúncio de maior movimento. Congonhas não poderia inventar nada sem antes cumprir 100% do EIA-Rima (estudo de impacto ambiental).” No fim de 2009, a Abrapavaa ingressou com ação civil na Justiça Federal para que a Infraero cumprisse as determinações ambientais. A liminar foi concedida em parte – exige que a estatal cumpra apenas os requisitos de segurança de voo.

Um setentão em processo de mudança contínua:

1936

Inaugurado em 12 de abril, com pista de terra

Década de 40

Início das obras das três pistas; uma foi concluída

Década de 60

Congonhas se torna a “praia de paulista”

Década de 90

Após o Plano Real, há sinais de saturação

2007

Pista principal foi interditada e reformada