Demanda de aéreo doméstico cresce 6,2% em agosto

A demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros (passageiros-quilômetros pagos transportados – RPK*) cresceu 6,72% em agosto, em relação ao mesmo mês do ano passado. Já a oferta (assentos-quilômetros oferecidos – ASK**), aumentou 0,6% no mesmo período. O resultado da oferta interrompe a série de crescimento superior a 10% para o mês de agosto, verificada nos cinco anos imediatamente anteriores (13,44%, 19,22%, 19,69% e 10,10% e 21,86% em agosto/2011, 2010, 2009, 2008 e 2007, respectivamente).

A demanda acumulada janeiro a agosto cresceu 7,26%, em relação ao mesmo período de 2011. A oferta subiu 6,51%. No mercado do transporte aéreo internacional de passageiros, a demanda das empresas aéreas brasileiras teve redução de 2,65% em agosto de 2012, comparada ao mesmo mês de 2011. A oferta registrou queda de 3,77% no mesmo período. No acumulado de janeiro a agosto de 2012, houve crescimento da demanda em 0,18%, enquanto a oferta registrou redução de 2,05% quando comparada com o mesmo período de 2011.

Entre as seis empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1% (em RPK), Avianca e Trip destacaram-se com as maiores taxas de crescimento da demanda em agosto de 2012 quando comparadas com o mesmo mês de 2011, da ordem de 53,12% e 45,77%, respectivamente. O Grupo Tam, que reúne as operações das empresas Tam Linhas Aéreas e Pantanal Linhas Aéreas,  teve crescimento de 12,58% na demanda doméstica de agosto de 2012, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, e redução de 2,02% na demanda internacional. No mesmo período, a empresa aérea Gol registrou redução de 6,32% na demanda doméstica e ampliação de 4,60% na demanda internacional.

Market Share

A participação no mercado doméstico das empresas de menor porte cresceu 11,7% em agosto de 2012.  Com esse aumento o market share dessas empresas passou de 22,7% em agosto de 2011 para 25,3% no mesmo período deste ano. Entre as 6 empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1% (passageiros-quilômetros pagos transportados – RPK), Avianca e Trip registraram o maior crescimento na participação de mercado em agosto de 2012 quando comparada com o mesmo mês de 2011, tendo passado de 3,56% para 5,10% (crescimento de 43,47%) e de 3,43% para 4,69% (crescimento de 36,58%), respectivamente.

Grupo Tam e Gol lideraram o mercado doméstico em agosto de 2012 com participação (em RPK) de 40,55% e de 34,14%, respectivamente. O Grupo Tam aumentou sua participação de mercado em 5,5% no comparativo de agosto de 2012 e agosto de 2011, tendo passado de 38,45% para 40,55%. Já a Gol teve reduzida em 12,2% a sua participação no mesmo período, tendo passado de 38,89% para 34,14%. No acumulado do período de janeiro a agosto de 2012, a participação das líderes alcançou 74%, sendo 40,08% para o Grupo Tam e 33,93% para a Gol.

Os líderes do mercado doméstico, Tam e Gol, representaram a totalidade das operações de empresas brasileiras no transporte aéreo internacional de passageiros em agosto de 2012. O Grupo Tam, com 89,83%, e Gol, com 10,17%. O Grupo Tam registrou um aumento de 0,65% na sua participação no mercado internacional de agosto de 2012 em relação ao mesmo mês de 2011. Já a participação da Gol apresentou crescimento 7,45% no mesmo período.

Taxa de Ocupação

A taxa de ocupação dos voos domésticos de passageiros (RPK/ASK) alcançou 72,83% em agosto de 2012, contra 68,65% no mesmo mês de 2011, o que representou uma recuperação de 6,09%. No período de janeiro a agosto de 2012, a taxa manteve-se praticamente estável se comparada ao mesmo período de 2011, passando de 71,08% em 2011 para 71,58% em 2012.

Nos voos internacionais de passageiros operados por empresas brasileiras (RPK/ASK), a taxa de ocupação alcançou 79,03% em agosto de 2012, contra 78,12% do mesmo mês de 2011, representando uma variação positiva de 1,17%. O melhor aproveitamento em agosto de 2012 foi alcançado pelo Grupo Tam, com 81,36%, enquanto que o desempenho da GOL foi de 63,06%.

Entre as seis empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1% (em RPK), as maiores taxas de ocupação em agosto de 2012 foram alcançadas por Azul e Avianca, com 75,14% e 74,57%, respectivamente.

Fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br

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Pilotos demitidos pela Gol são disputados no exterior

 

Gol | Boeing 737-800 @ SBGR

A onda de demissões na Gol reacendeu o temor de o País ver uma nova leva de pilotos migrar para o exterior em busca de emprego, num movimento semelhante ao que aconteceu após a paralisação das operações da Varig em 2006. Atentas à mudança de cenário, empresas internacionais de recrutamento e companhias aéreas estrangeiras começam uma corrida para tentar captar os profissionais desempregados hoje no mercado brasileiro.

Com a perspectiva de um novo impulso no fluxo de pilotos expatriados, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) já receia uma volta da situação vivida até o ano passado, quando a escassez de pilotos assombrava companhias aéreas nacionais. “Assim que o mercado brasileiro (de aviação civil) voltar a crescer, vamos ter falta de pilotos novamente”, disse o secretário-geral da entidade, Sérgio Dias.

A notícia de que a Gol demitiria 2.500 pessoas este ano – incluindo pilotos, comissários e outros profissionais – chegou rápido a Dublin, na Irlanda, onde estão os escritórios da empresa de recrutamento Direct Personnel. Ao tomar conhecimento das dispensas pela aérea brasileira, a companhia entrou em contato com o sindicato e começou a procurar os pilotos desempregados para tentar levá-los para companhias aéreas estrangeiras.

A busca por uma posição no exterior pode ajudar os pilotos dispensados a encontrar mais rapidamente uma vaga, num momento em que a situação é mais adversa do que a de 2006. Na época, companhias como TAM e Gol estavam em franca expansão e absorveram parte dos profissionais que ficaram sem trabalho com o fim da Varig. Hoje, depois de um ano marcado por um prejuízo conjunto de mais de R$ 1 bilhão, as duas empresas enxugam suas operações.

Os pilotos nacionais têm sido disputados principalmente por aéreas da Ásia, continente em que a aviação civil vem se desenvolvendo fortemente nos últimos anos e que não tinha um contingente significativo de pilotos. Mas outras regiões, como África e Europa, também têm oferecido vagas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

Gol faz seu primeiro voo com biocombustível

 

A Gol realizou hoje o seu primeiro voo utilizando biocombustivel, que atende as especificações do protocolo D7566, que trata do processamento de óleo vegetal e gorduras animais para produzir bioquerosene para aviação. O voo, operado com um Boeing 737-800 Next Generation, decolou às 12h40 do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e pousou às 13h30 no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

O Hefa SPK (biocombustível) utilizado pela aérea foi produzido a partir de uma mistura de ICO (óleo de milho não comestível e proveniente da produção de etanol de milho) e OGR (óleos e gorduras residuais. Os óleos são convertidos em hidrocarbonetos puros. O hefa é misturado ao Jet Combustível fóssil A1 (na proporção mínima de 50%). Essa mistura tem as mesmas especificações do querosene da aviação (QAV).

O bioquerosene será um divisor de águas no volume de emissões do setor. Nosso propósito é contribuir com todas as iniciativas que envolvam o biocombustível por meio de colaboração, apoio e incentivo, para que a aviação continue crescendo e, ao mesmo tempo, ofereça um serviço menos impactante para o planeta”, explica o vice-presidente técnico da Gol, Adalberto Bogsan.

Bogsan ainda destaca outras iniciativas da companhia na busca de redução dos impactos ambientais. “Recebemos homologação para operar a aproximação RNP-AR Approach no Santos Dumont, procedimento que reduz o ruído, o tempo de viagem, economiza combustível e diminui a emissão de gases poluentes na atmosfera”, completou.

O vice-presidente disse que o voo faz parte de um processo de pesquisa que começou há dois anos. Segundo ele, o biocombustivel utilizado, estando 100% abastecido com ele, pode reduzir em até 80% a emissão de gases na atmosfera.

Fonte: www.panrotas.com.br

Gol cobra R$ 40 para passageiro marcar assento

Boeing 737 da Gol

A Gol iniciou nesta semana a cobrança para a marcação de assentos em todos seus voos nacionais e internacionais. O Mercado &Eventos acionou o serviço pelo call center (0300 115 2121) e confirmou que a companhia passou a cobrar R$ 40 por cada marcação.

A cobrança será feita ao passageiro que solicitar o serviço pelo call center ou via agência de viagem. A própria atendente da Gol ressaltou à reportagem que a melhor alternativa é realizar essa reserva pelo website – http://www.voegol.com.br. O serviço online é gratuito. No entanto, o procedimento não é tão simples. É preciso acessar um link localizado no rodapé do site e fazer um cadastro informando localizador, nome completo e dados do voo. O processo fica mais lento.

Em comunicado, a Gol informou, no entanto, que os clientes poderão adquirir, a partir de R$ 10, os assentos localizados nas saídas de emergência. Já para quem voa com tarifa flexível ou Smiles Any Day, a marcação continua sem custos adicionais pelo call center e via agências.

Fonte: www.mercadoeeventos.com.br

Constantino Júnior deixará a presidência da Gol; entra Paulo Sérgio Kakinof, presidente da Audi Brasil

 

Boeing 737-800 da Gol

O presidente e controlador da Gol Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira Júnior, deixará suas funções executivas na empresa, segundo informações de sua assessoria de imprensa divulgadas na tarde desta segunda-feira. Constantino ocupava o cargo de presidente executivo desde a fundação da Gol, em 2001. O novo presidente da companhia aérea será Paulo Sérgio Kakinoff, funcionário de carreira do grupo Volkswagen e que até então ocupava o cargo de presidente da Audi no Brasil. Kakinoff fazia parte do conselho de administração da Gol desde de janeiro de 2010.

Constantino Júnior sairá da empresa em 29 de junho, em um ano de crise para a Gol. A empresa fundada por sua família – a casta mais influente do transporte rodoviário no Brasil – padece em meio a prejuízos milionários. Criada para ser a primeira low cost brasileira, a Gol completou sua primeira década com o sabor amargo deixado pelas perdas de 710,4 milhões de reais apenas em 2011. Agora, a companhia corta seu quadro de funcionários, modifica sua estratégia e, às vésperas de 2014, reduz rotas para não derrocar. No último dia 15, a Gol anunciou o fim de seus voos regulares para o Chile.

Nos últimos meses, a empresa demitiu 31 executivos de médio e alto escalão, incluindo o vice-presidente de Clientes e Mercado e Ricardo Khauaja. Percebido na empresa como um líder acessível e dimplomático, Constantino terá como substituto um executivo que compartilha essas mesmas características. Kakinoff entrou na Volkswagen como estagiário em 1993 e adquiriu grande experiência no que se refere aos hábitos de consumo da classe média. Quando foi indicado para a presidência da Audi, o executivo rapidamente tornou-se uma das principais referências do mercado de luxo nacional ao promover uma verdadeira retomada das vendas da montadora alemã no Brasil.

Fonte: http://veja.abril.co…sidencia-da-gol