Infraero abrirá edital para a construção de estacionamento em Cumbica

 

A Infraero vai fazer a primeira concessão para a iniciativa privada de parte da estrutura do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP). O governo vai passar para as mãos de uma empresa a concessão do estacionamento de veículos do aeroporto, um projeto inédito e que, até o fim de fevereiro deste ano, deverá ser estendido aos aeroportos de Brasília, Porto Alegre e Santos Dumont, no Rio.

O número de vagas do novo estacionamento deverá saltar de 2.948 vagas para 10 mil vagas. A área de 129,4 mil metros quadrados será ocupada por dezenas de pequenos prédios de até seis andares. Esses prédios, montados de forma modular, serão equipados com um tipo móvel.

Por meio de elevadores automatizados, robôs farão a alocação de veículos sem intervenção humana. O usuário colocará o carro sobre a rampa, que se encarregará de guardar o veículo. Na hora da saída, bastará inserir o bilhete e, em no máximo três minutos, prevê a Infraero, o carro será entregue ao usuário.

A Infraero deve publicar nesta sexta-feira (11/02) o edital para a construção e operação da infraestrutura. O projeto é caro. A estimativa é de que toda a obra custe R$ 200 milhões. O período previsto para a conclusão da obra que deve começar em maio é de três anos.

Para tocar as obras, a Infraero vai bloquear parcialmente a área que receberá a estrutura, mas um outro espaço fora do estacionamento deverá ser usado enquanto a construção estiver em andamento.

Responsável por 17% de todo o tráfego aéreo do país, atualmente Cumbica recebe a visita de cerca de 11 mil carros por dia. Segundo o diretor comercial da Infraero, Geraldo Neves, o projeto não vai aumentar o preço do estacionamento. Hoje, quem deixa o carro em Cumbica paga R$ 7,50 pela primeira hora, com adicionais cobrados pelas horas seguintes. E a diária custa R$ 31,50.

Em 2010, a Infraero faturou R$ 46,8 milhões com o estacionamento, média de R$ 3,9 milhões por mês. Pelo modelo de concessão, a empresa vencedora terá de dividir a receita. Vencerá o pregão quem realizar o projeto em troca da menor participação no bolo, sendo que a estatal ficará com, pelo menos, 50% do total. Pelos cálculos da Infraero, o investimento do concessionário deverá se pagar em no máximo 15 anos. O período de concessão é de 20 anos. As informações são do jornal Valor Econômico.

Fonte: Aero Magazine

@Aidan: Sim, Cumbica precisa de um novo estacionamento para ontem, mas R$200 milhões e robôs já é demais da conta…

GRU: adeus Expresso Aeroporto

 

Segundo publicou o jornal Folha de São Paulo, o governo do Estado de São Paulo decidiu abandonar o projeto de uma ligação sobre trilhos entre o centro da capital e o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos – o Expresso Aeroporto. O governador Alberto Goldman reconheceu que não foi aberta licitação para a obra porque o projeto não atraiu o interesse do setor privado.

O Expresso Aeroporto inicialmente operaria no modelo de parceria público-privada (PPP). O edital para a licitação chegou a ser lançado no segundo semestre do ano passado, mas foi interrompido por uma decisão judicial.

O governo agora reconhece que segurou a licitação por não haver interesse do mercado e culpou o clima de incerteza a respeito do futuro de Cumbica. Goldman afirmou que não há uma definição clara do governo federal sobre a construção do terceiro terminal de passageiros e por isso os empresários questionam se haverá demanda suficiente para operar o serviço de trens.

“Não tem empresa interessada na concessão. Por quê? Porque as empresas não sabem qual vai ser a demanda do Aeroporto de Guarulhos. E a razão inicial é que estava previsto o terminal 3 e o terminal não saiu”, disse.

O projeto do Expresso Aeroporto previa que o trajeto entre um terminal próprio no centro e Cumbica duraria 20 minutos. O preço não havia sido definido, mas o teto estipulado seria de R$ 35. A previsão é de que começasse a operar no fim de 2012.

Fonte: Jetsite

@Aidan: Hoje, Guarulhos já tem demanda suficiente para que uma linha de metrô chegue até o aeroporto. É mais um projeto importante que não sai do papel, como tantos outros em nosso setor.

Metade dos voos que mais atrasam sai de São Paulo

 

As deficiências dos aeroportos brasileiros e o inchaço da malha de voos encontram a sua mais perfeita tradução nas salas de embarque de São Paulo. Levantamento exclusivo feito pelo Estado mostra que metade dos voos que mais atrasam em todo o País sai dos Aeroportos de Congonhas, na zona sul, e Cumbica, em Guarulhos. Os dois aeroportos, no entanto, concentram 17,4% do tráfego aéreo nacional.

Cumbica é, proporcionalmente, o pior aeroporto brasileiro. E só vem piorando – 17,2% dos voos atrasaram mais de 30 minutos nos primeiros sete meses do ano. O limite tolerável para a Aeronáutica é de 10% e a média dos aeroportos americanos, de 8%. No ano passado, esse índice em Guarulhos foi de 10,7% – ou seja, piorou cerca de 60%. Já em Congonhas, 13,1% dos voos atrasaram mais de 30 minutos de janeiro a julho, ante 8,7% no mesmo período do ano passado.

O levantamento foi feito com base nos relatórios de atrasos das companhias aéreas e nos índices dos principais aeroportos brasileiros. Além disso, o Estado compilou mais de 90 mil dados oficiais de exatos 4.022 voos que atrasaram no País nos meses de abril e maio. Esse trabalho é inédito – a reportagem pediu essas mesmas informações à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que afirmaram não ter os números.

Com esses dados, foi possível descobrir quais são os aeroportos que mais atrasam, as companhias que menos respeitam os horários e os piores trechos. Um voo de Congonhas para Marília, por exemplo, a 400 quilômetros da capital, atrasou seis vezes no período – o tempo médio de atraso foi de 3h45. Para o passageiro, seria mais fácil ter ido de carro.

No limite. Os aeroportos de São Paulo são os que mais sofrem com a falta de infraestrutura. Em Cumbica, os dois terminais têm capacidade para absorver até 21 milhões de passageiros por ano. Em 2009, porém, esse limite foi ultrapassado em 700 mil pessoas. É como se o terminal tivesse de suprir, além da própria demanda, todo o movimento do aeroporto de Aracaju.

Além disso, a malha aérea está concentrada em horários no começo da manhã e fim da tarde – o que não seria problema se os aeroportos tivessem capacidade para absorver a demanda. “Cumbica é exemplo da falta de estrutura, porque não cresceu nem física nem tecnologicamente”, avalia Respício do Espírito Santo Júnior, presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo. “Faltam terminal e tecnologia de processamento dos passageiros. É um gargalo atrás do outro.”

Fonte: Agência Estado

@Aidan: Vale a pena dizer que 1/3 dos voos do país saem ou chegam de Guarulhos e Congonhas, mas mesmo assim…

Infraero amplia frota de ônibus no Aeroporto de Guarulhos

 

A Infraero ampliou o número de ônibus do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos de 16 para 21 veículos. Os coletivos são equipados com ar-condicionado e garantem o conforto para os passageiros que embarcam ou desembarcam na posição remota.

O número de motoristas que executam o transporte dos passageiros no pátio de manobras também aumentou para 95 profissionais. Eles são capacitados para operar o equipamento utilizado para deslocamento de passageiros com dificuldade de locomoção ou com deficiência física.

 A frota de ônibus em atividade no aeroporto transporta diariamente cerca de 12 mil passageiros de um total de 170 voos.

Fonte: Revista Flap

Infraero promove melhorias no terminal de cargas de GRU

 

Em julho deste ano, devido à intensa movimentação de cargas no terminal de logística do Aeroporto de Guarulhos, a Infraero adotou uma série de medidas para normalizar o atendimento no Terminal. No período de janeiro a julho de 2010, se comparado com 2009, foi registrado um crescimento de 58,5% no setor de importação; 45,7% na área de exportação; e de 85,6% na carga nacional.

Entre as ações estabelecidas pela Infraero, destacam-se o reforço no efetivo orgânico mediante ajuste das escalas de serviço; implementação de uma equipe de Força-Tarefa, formada por funcionários procedentes de outros Terminais de Carga da Rede; liberação de espaços para processamento das cargas; aumento do efetivo terceirizado; e aquisição de novas empilhadeiras.

Além disso, a Infraero iniciou um processo de aquisição de armazéns estruturados, que terão área de 8.400 m², de forma a ampliar o setor para o processamento de cargas. Em paralelo a essa ação, a Infraero prepara processo para contratação da obra do Terminal Estruturado Modular (TME), sistema de construção rápida, com área de 13.910 m², que atenderá ao setor de importação e de carga nacional. Os investimentos da Infraero na realização dessas ações são de aproximadamente R$ 24 milhões.

Fonte: Panrotas

Carga aérea vira problema no aeroporto de Guarulhos

Boeing 747-400F da Air France Cargo

Sem estrutura para atender toda a demanda, o Aeroporto Internacional de Guarulhos enfrenta problemas na área de carga. O caso da empresa Blue Skies é um exemplo das dificuldades. O transporte aéreo parecia a melhor alternativa para a empresa entregar com rapidez e segurança o pedido feito por um cliente inglês de uma tonelada de abacaxi pré-processado. O produto foi preparado, embalado, acondicionado em contêiner refrigerado e levado até o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Mas a carga nunca chegou ao destino final e se perdeu.

O problema ocorreu por causa da lotação na pista do terminal de cargas do aeroporto. A companhia aérea, responsável pelo transporte, não conseguiu remover a mercadoria até a aeronave porque, no meio do caminho, havia algumas dezenas de toneladas de carga obstruindo a passagem. Resultado: o avião foi embora e a Blue Skies perdeu a carga.

“O problema não é o prejuízo financeiro, que será reembolsado, mas o desgaste da empresa com o cliente. Se isso se repete mais de uma vez, você perde credibilidade”, afirma o diretor-geral da Blue Skies, Ricardo Zepter. Como ele, outros executivos estão tendo dificuldades com a falta de infraestrutura do Aeroporto de Guarulhos, responsável por 54% de toda carga por via aérea movimentada no País.

Sem áreas suficientes, as cargas são armazenadas ao relento, na pista, ao lado dos aviões. Segundo o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de São Paulo (Sindasp), Valdir Santos, o gargalo ficou evidente com a expansão das importações no País, que cresceram 44% no primeiro semestre. Ao ficarem expostas ao sol ou à chuva, muitas mercadorias são danificadas, o que complica o processo de retirada do produto da área alfandegária.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Escolhido consórcio para 3º terminal de Cumbica

 

O consórcio MAG, liderado pelo escritório Biselli & Katchborian Arquitetos Associados, de São Paulo, assinou ontem contrato com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para projetar a construção do terceiro terminal de passageiros do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. A obra é considerada estratégica para aplacar a crescente demanda do setor e receber com padrões mínimos de conforto para a Copa de 2014. Cumbica é o aeroporto mais movimentado do País – em 2009, recebeu cerca de 21 milhões de passageiros.

A licitação internacional vencida pelo consórcio MAG foi lançada em junho de 2009. Ao todo, 24 empresas, todas nacionais, retiraram o edital. Muitas acabaram se associando, formando sete consórcios. O vencedor vai receber R$ 22,6 milhões para projetar o terceiro terminal de Cumbica. Além do saguão de passageiros, o projeto também deve incluir a construção do viário de acesso; pátio de estacionamento de aeronaves; instalação da rede de queroduto (dutos para o transporte de querosene de aviação) e obras complementares.

Todos os estudos preliminares e os projetos básico e executivo têm de ser entregues à Infraero num prazo de 23 meses. É com base nesse material que a estatal vai preparar o edital para a construção do terceiro terminal.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.