JetBlue perde o brilho do passado

Embraer 190 da JetBlue

Há dez anos, a JetBlue Airways promoveu uma movimentada oferta pública inicial de ações na Nasdaq, em Nova York. Embora os atentados de 11 de setembro de 2001 tenham levado o setor aéreo a prejuízos recorde, a empresa, então com dois anos, era motivo de inveja para as rivais.

Desde o início, foi financiada por investidores de capital de risco e, estrategicamente, teve como centro de operações o Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK). Usava novíssimos aviões Airbus A320, equipados com assentos de couro, e tinha uma clientela fiel, atraída por serviços como TV gratuita a bordo e lanches que o próprio passageiro podia se servir.

Seu modelo coeso e de baixo custo parecia ter reinventado o setor aéreo. O fundador, David Neeleman – presidente do conselho de administração da Azul -, era visto ajudando a tripulação a aspirar os corredores. Em pouco tempo, as ações da JetBlue triplicaram, enquanto concorrentes de maior porte, como Delta Air Lines e United Airlines se apressavam, sem sucesso, para lançar suas unidades de baixo custo, mais dinâmicas.

Com o fundador Neeleman há muito fora da empresa e as ações 80% abaixo de seu recorde, a JetBlue agora se encontra privada do brilho do passado. O ataque nervoso de um piloto da JetBlue em pleno ar foi o mais recente de uma série de contratempos, como os passageiros que foram deixados por 11 horas dentro de um avião parado durante uma tempestade de granizo em fevereiro de 2007 e um comissário de bordo que acionou e saiu pelo tobogã de emergência de uma aeronave depois de xingar passageiros em agosto de 2010.

A JetBlue atualmente é a última colocada entre 15 empresas aéreas em cumprimento de horários e a nona em reclamações de passageiros. Os ventos mudaram. O setor aéreo passou por uma onda de consolidação e voltou a ser favorável às grandes empresas aéreas, com amplas redes de destinos e domínio no segmento de viagens a negócios, pontos em que a JetBlue é mais fraca.

A JetBlue também não é imune ao principal inimigo do setor: a alta no custo dos combustíveis. Há dez anos, o combustível de aviação custava em média US$ 0,71 por galão (3,785 litros); agora, a JetBlue paga em média US$ 3,15. O aumento do combustível representou 71% da elevação anual das despesas operacionais. Alisson Steinberg, porta-voz da empresa, diz que parte da alta nos custos deveu-se ao aumento no volume de passageiros enquanto os combustíveis subiram 30% em 12 meses.

A prática de adicionar voos e novas rotas – e incorrer em mais custos operacionais e de capital -, enquanto o resto do setor encolhe é o que mais preocupa a analista Helane Becker, da Dahlman Rose. A JetBlue elevou sua capacidade de voo em 7% em 2011, com rotas mais atrativas para os passageiros em viagens de negócios, cujas passagens são mais lucrativas. “A JetBlue começou como uma empresa para o viajante a lazer de Nova York. Eles não têm a estrutura de rotas ou as milhas para concorrer com as grandes pelas viagens a negócio”, diz Becker. Steinberg, da JetBlue, diz que a empresa obtém avanços no segmento, especialmente em Boston, onde mais cresce.

É uma mudança em relação ao foco inicial da JetBlue nos passageiros a lazer e nos voos entre o JFK e aeroportos menos movimentados. Durante grande parte da recessão, no entanto, sempre que alguma grande empresa aérea recuava em alguma frente, a JetBlue rapidamente buscava oportunidades de expansão. Até maio, pretende ter 45 voos sem escala saindo de Boston. Também expandirá o serviço a partir de San Juan, em Porto Rico. Desde que a American Airlines começou a desmontar seu centro de operações em San Juan, em 2008, a JetBlue lançou 11 novos voos sem escala entre Porto Rico e destinos como a Flórida, Nordeste dos Estados Unidos e ilhas caribenhas. Alguns analistas consideram um risco expandir-se dessa forma em meio à disparada do preço dos combustíveis.

A JetBlue continua lucrativa. Registrou lucro líquido de US$ 86 milhões em 2011, encerrando o ano com cerca de US$ 1,2 bilhão em caixa e investimentos de curto prazo. O analista sênior George Ferguson, especialista em setor aéreo na Bloomberg Industries, também destacou que a empresa conseguiu continuar operando com as despesas mais baixas do setor. A JetBlue, contudo, não conseguiu acabar com as preocupações dos investidores de que, apesar das novas rotas, parece destinada a continuar no papel de uma concorrente menor no setor executivo, no qual a escala é importante. De fato, o lucro da empresa representou uma pequena fração dos mais de US$ 800 milhões que as rivais maiores Delta e United Continental Holdings lucraram em 2011.

Os lucros não são a única disparidade. Dez anos de fusões, alianças e recuperações judiciais permitiram que as grandes empresas aéreas ficassem ainda maiores, oferecessem mais opções aos passageiros frequentes, cortassem salários e enxugassem assentos, portões e voos redundantes. A US Airways e a America West promoveram fusão, assim como a United e a Continental; e a Delta e a Northwest.

A rede de voos da JetBlue não faz parte de grandes alianças de compartilhamento de voos nem goza do tipo de oportunidades de divisão de receitas que as rivais desenvolveram. A Lufthansa comprou 19% da empresa aérea em dezembro de 2007, mas a alemã anunciou em março sua intenção de levantar capital vendendo bônus conversíveis relacionados à participação na JetBlue, o que poderia reduzir essa fatia em 2017.

Com o setor aéreo tão consolidado, a questão é se a JetBlue conseguirá continuar independente. Com a congestão de voos na área de Nova York, o JFK tem limitações para pousos e decolagens por hora. O domínio da JetBlue nesse campo – tem a maior rede doméstica, com direito a 150 voos diários – seria um ativo atraente para possíveis compradores. Steinberg, da JetBlue, diz que o executivo-chefe Dave Berger recentemente reiterou que a companhia pretende crescer de forma orgânica (sem aquisições) e independente. Ainda assim, Roger King, analista da CreditSights, diz que a JetBlue poderia ser particularmente atrativa para a American ou Delta, que têm voos internacionais para o JFK, mas sem rotas domésticas complementares como as oferecidas pela United Continental em Newark.

Fonte: Valor Econômico

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JetBlue pode assumir parcela da irlandesa Air Lingus,diz jornal

Airbus A330 da Aer Lingus

A companhia aérea norte-americana JetBlue conversou com dirigentes da Aer Lingus sobre uma possível aquisição de uma fatia da empresa irlandesa, afirmou a edição desta segunda-feira do jornal Irish Times, citando fontes.

O governo irlandês disse que estaria considerando vender 25 por cento na companhia, como parte de uma atividade de privatização solicitada pelo plano de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A parcela é avaliada em cerca de 115 milhões de euros (150 milhões de dólares), se levada em conta o atual valor de mercado, de 461 milhões de euros.

O jornal disse ainda que a JetBlue é o investidor preferido da Air Lingus por conta da semelhança no modelo de operações de baixo custo e que ambas não competem em todas as rotas.

As duas companhias aéreas possuem um acordo de vendas desde 2008. Nenhuma das duas respondeu solicitações por e-mail para comentar a reportagem.

A JetBlue foi fundada pelo empresário David Neeleman, que criou, no Brasil, a Azul Linhas Aéreas, terceira maior companhia aérea em participação de mercado, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Fonte: Agência Estado

Embraer entregará 100 jatos para JetBlue

Embraer 190 da JetBlue

O contrato firme da Embraer com a JetBlue será cumprido e a fabricante brasileira de jatos entregará 100 aviões para a companhia aérea norte-americana, apesar dos planos de revisão de frota da cliente.

A informação foi dada à Reuters pelo vice-presidente de Aviação Comercial da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, durante a Paris Air Show, nesta terça-feira.

Mais cedo, a JetBlue anunciou que irá revisar sua frota, otimizando o uso dos jatos regionais Embraer 190. A expectativa da JetBlue é utilizar 75 unidades da aeronave em suas operações, segundo comunicado ao mercado. O plano inclui a compra de 40 aviões Airbus A320neo.

Não está claro qual será o destino dos 25 aviões Embraer 190 que não serão integrados à frota da companhia aérea norte-americana.

A JetBlue foi a cliente que lançou o Embraer 190, de 100 passageiros, com encomenda firme por 100 aviões e 100 opções de compra. O acordo anunciado em 2003 foi estimado à época em até 6 bilhões de dólares.

Na noite de domingo, em entrevista à Reuters, o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, disse ser pouco provável que a JetBlue exerça as opções de compra do contrato.

Até o final de março, a Embraer tinha entregue 49 aviões para a JetBlue, restando 51 unidades do pedido firme na carteira de encomendas da fabricante.

SEM MAIS ANÚNCIOS

A Embraer não deve anunciar mais vendas durante o salão de aeronáutica que acontece no aeroporto de Le Bourget além das divulgadas na segunda-feira, segundo a assessoria de imprensa da fabricante.

Na abertura do evento, a Embraer divulgou cinco contratos para venda de 39 aviões avaliados em 1,7 bilhão de dólares. Há ainda opções de compra de outras 22 aeronaves, que podem levar o valor combinado dos novos negócios para 2,6 bilhões de dólares.

Além disso, também na segunda-feira, o vice-presidente de Aviação Comercial da fabricante disse que vê boa chance de conseguir uma encomenda da Delta Air Lines, com previsão de que a companhia aérea norte-americana decida fornecedores para renovar sua frota em outubro. “A nossa expectativa é que a Delta decida em outubro. Estão falando em 250 aviões, sendo 100 jatos regionais.”

O executivo da Embraer também disse que deve ser concluído nas próximas semanas contrato firme de venda de seis a 10 jatos para a norte-americana Republic Airlines.

Outra negociação em curso é com a companhia aérea Garuda, da Indonésia, com desfecho da campanha de venda esperado em três meses.

Fonte: Agência Estado

JetBlue assina carta de intenção para 40 aeronaves A320neos

Airbus A320 da JetBlue

No Paris Air Show 2011, hoje a JetBlue Airways e a Airbus anunciaram um memorando de entendimento (MOU) para a companhia aérea adquirir 40 aeronaves A320neos. A companhia ainda não anunciou sua seleção do motor para os novos aviões.

Além disso, o MOU divugado no Paris Air Show resultará na conversão da JetBlue Airways de 30 dos seus pedidos atuais para aeronaves A320 para o modelo maior A321, que contará com dispositivos de ponta de asa de melhor aerodinâmica Sharklets. Estes serão os primeiros A321s a ser operados pela JetBlue, que até hoje não opera com aeronaves maiores que o A320.

A companhia aérea baseada em Nova York há muito tempo fez da família A320 o núcleo de sua frota, começando com a entrega de sua primeira aeronave em 1999, um Airbus A320. A JetBlue encomendou 173 aeronaves A320 no total – não incluindo o anúncio de 21 de junho.

“O primeiro voo da JetBlue foi operado por um A320, e com as notícias de hoje, estamos ainda planejando nossa futura frota com a Airbus, o nosso parceiro de negócios mais antigo”, disse Dave Barger, presidente e CEO da JetBlue Airways. “Este anúncio impulsiona nossa estratégia de ampliação da frota e da rede, e também suporta a nossa meta financeira de crescimento sustentável, respeitando o nosso meio-ambiente e a responsabilidade ambiental. E os nossos tripulantes e os clientes adoram a Airbus. ”

O Airbus A320neo, lançado no final de 2010, é a mais recente inovação de produtos da Airbus. Os novos modelos A319, A320 e A321 apresentam uma opção de escolha por dois novos motores – o PW1100G PurePower da Pratt & Whitney ou o LEAP-X da CFM International.

Fonte: http://cavok.com.br/blog/?p=34845#more-34845

Embraer vê risco em contrato com JetBlue

Embraer 190 da JetBlue

A Embraer vê risco no cumprimento do contrato pela companhia aérea norte-americana JetBlue, afirmou à Reuters no final do domingo o presidente da fabricante brasileira de jatos, Frederico Curado.

A JetBlue, que vem enfrentando dificuldades, foi a cliente lançadora do avião Embraer 190, de 100 passageiros, com pedido firme de 100 unidades e outras 100 opções de compra, em contrato assinado em 2003 avaliado à época em até 6 bilhões de dólares.

– Já deveriam ter sido entregues os 100 (aviões do pedido firme) há bastante tempo, era para terem sido entregues em quatro, cinco anos e isso não aconteceu. Temos tido uma enorme flexibilidade em termos de ajustar as entregas – disse Curado na véspera da abertura da Paris Air Show, em Le Bourget.

A multa prevista em contrato para a JetBlue no caso de cancelamento do pedido acaba não sendo uma alternativa pelo valor irrisório diante da possibilidade de perda de um cliente dessa relevância.

Até o final de março, a Embraer tinha entregue apenas 49 aviões para a JetBlue. Segundo Curado, se a companhia norte-americana adotar em sua frota o novo avião A320neo, da Airbus, a fabricante brasileira “pode ter um risco maior” com as 51 aeronaves restantes da encomenda firme.

Questionado sobre as 100 opções de compra da JetBlue, o executivo foi taxativo:

– Exercer as opções é pouco provável, sinceramente.

Ele frisou, contudo, que dada a diversificação da base de clientes -são cerca de 60 companhias aéreas atualmente no mundo voando com os E-Jets de 70 a 122 assentos da Embraer- o impacto no resultado da empresa não seria dramático.

A Embraer tinha no final do terceiro trimestre pedidos firmes por 270 aviões comercias, o equivalente a entre dois e três anos de entregas. Além disso, a carteira contava com 705 opções de compra, número considerado expressivo por analistas.

Segundo Curado, a Embraer tem conseguido transformar mais de 50% das opções em encomendas firmes. A manutenção dessa taxa de sucesso dependerá da conjuntura econômica.

PETRÓLEO E EUROPA

As ameaças à indústria no horizonte vêm do preço em alta do petróleo, consequência dos conflitos políticos no Oriente Médio e Norte da África, e da crise de dívida soberana na Europa. Nada suficiente, até agora, para que companhias aéreas posterguem decisões de compra de aviões ou adiem o recebimento de aeronaves.

Apesar do discurso cauteloso, Curado afirmou que sua visão hoje sobre a indústria aeronáutica “é um pouco melhor que a do ano passado”. Se comparado à edição anterior da Paris Air Show em 2009, que “estava um clima de velório diante da recessão econômica global, a indústria está bem mais animada”.

ENTREGAS

Sobre a meta de entregas de aviões comerciais em 2011, de 102 unidades, Curado disse que ela será cumprida apesar de problemas no fornecimento de componentes do Japão após o terremoto e o tsunami que atingiram o país asiático em março.

O atraso no recebimento de motores da General Electric com peças japonesas fará com que as entregas de jatos no segundo e no terceiro trimestres fiquem um pouco baixas, mas haverá concentração de outubro a dezembro para compensar.

Curado disse ainda que a Embraer pretende ter pelo menos 1 pedido novo para cada entrega de avião comercial feita em 2011, para fazer a carteira de pedidos “crescer um pouco”.

O executivo afirmou que a Embraer já sente mais pressão de novos concorrentes nas campanhas de vendas, sobretudo da russa Sukhoi com o Superjet 100. Ele citou também o CSeries, da rival canadense Bombardier, ainda em desenvolvimento.

Diante do aumento da competição, a Embraer tem sido criticada por alguns analistas pela demora em decidir seu próximo passo na aviação comercial, se remodela sua atual família de jatos ou se parte para um custoso e arriscado desenvolvimento de uma aeronave maior que a colocaria em disputa com as gigantes Boeing e Airbus.

– Estamos sentindo o aumento da competição e não podemos ter ilusão de que vamos ficar de braços cruzados sem anunciar nossos planos e está tudo bem. A expectativa começa a aumentar. Eu continuo achando que até o final do ano a gente já tem um direcionamento – disse.

A Embraer terminou março com US$ 16 bilhões em pedidos firmes nos segmentos de aviação comercial, executiva e defesa, US$ 400 milhões a mais que dezembro de 2010.

Fonte: O Globo

LAN e JetBlue firmam acordo para ampliar oferta de voos

Airbus A320 da JetBlue

A LAN e suas subsidiárias LAN Perú, LAN Equador e LAN Argentina firmaram com a norte-americana JetBlue um acordo de interline que ampliará a oferta de voos de ambas e a conectividade entre suas malhas aéreas.

Utilizando o aeroporto JFK em Nova Iorque para realizar as conexões os passageiros da LAN poderão voar para diversos destinos oferecidos pela JetBlue nos EUA e na América Central, enquanto os passageiros da JetBlue poderão embarcar nos voos da LAN rumo aos hubs da companhia na América do Sul e cidades como Cordoba e Mendoza, na Argentina, La Paz e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, Ilha de Páscoa e Punta Arenas, no Chile, e Montevidéu, no Uruguai.

“A união com a LAN significa que os passageiros da JetBlue terão agora ainda mais opções quando seus planos demandarem viagens para a América do Sul e o Pacífico Sul”, disse o diretor de parcerias da JetBlue, Scott Resnick.

“Este acordo expande a malha de interline da LAN na América do Norte e no Caribe tornando possível conectar os passageiros a novos e atrativos destinos e oferecer conexões mais convenientes incluindo 150 novos voos diários em interline de e para Nova Iorque, Boston, Chicado e Washington, bem como outros no Meio Oeste e Oeste dos Estados Unidos”, acrescentou o presidente da divisão de passageiros da LAN, Armando Valdivieso.

O acordo também trará maior comodidade para os passageiros, que com um único bilhete poderão realizar todo o itinerário dos voos.

Fonte: http://www.portalcr.com.br/noticias/aviaca…-oferta-de-voos