Ventos forçam escala em voos entre Europa e EUA

Boeing 757 da Continental

Dezenas de voos da Continental Airlines da Europa para os Estados Unidos têm sido forçados a fazer pousos imprevistos no Canadá e em outros lugares para abastecer, depois de atravessarem ventos contrários mais fortes do que o habitual sobre o Oceano Atlântico.

As paradas, que têm causado atrasos e inconveniência a milhares de passageiros nas últimas semanas, são em parte resultado de uma decisão da United Continental Holdings Inc., a maior companhia aérea do mundo, de usar aviões menores num número cada vez maior de rotas longas cruzando o Atlântico.

A estratégia da United funciona quando o vento está calmo, e possibilita à companhia usar aviões menos custosos, com tripulação menor, em voos para uma série de cidades europeias que não gerariam tráfego suficiente para justificar aviões maiores.

Mas ao levar seus 757s da Boeing Co. perto do limite da autonomia deles, que é de 4.000 milhas náuticas, ou 7.408 quilômetros, a United está tendo pouca margem de erro quando ventos fortes aumentam a quantidade de combustível que os aviões bimotores queimam.

No mês passado, informou a United, num total de 1.100 voos com destino aos EUA, seus 757s de 169 assentos tiveram de parar 43 vezes para reabastecer. Um ano antes, houve só 12 pousos não agendados com mais ou menos o mesmo número de voos de 757s.

Esses pousos são mais seguros do que entrar na reserva mínima de combustível que os pilotos têm de manter, a qual garante que um avião pode voar 45 minutos além de seu destino.

Os atrasos resultantes podem levar os passageiros a perder conexões; fazer com que eles sejam hospedados em hotéis à custa da companhia aérea; e às vezes levá-los a exigir indenizações por danos causados pelo atraso.

Um porta-voz da United disse que a companhia tem oferecido indenizações como um gesto de boa vontade, em situações em que as experiências dos clientes as justificam.

Campos de pouso remotos no Canadá, como Gander e Goose Bay, são as primeiras opções para reabastecimento, mas a United confirmou que alguns de seus 757s também foram desviados para Islândia e Irlanda, além de Nova Scotia, no Canadá, Albany, no Estado de Nova York, ou mesmo o aeroporto internacional Stewart, 100 quilômetros ao norte de Manhattan.

“Ventos contrários no retorno da Europa são os mais extremos que já vimos em dez anos”, disse uma porta-voz da United. Nesse período, os ventos em dezembro tiveram, em média, velocidade de 30 nós, segundo dados da United. Mas no mês passado eles chegaram a uma média de 47 nós, e nos 15 piores dias do mês, a 60 nós.

Os ventos não arrefeceram este mês. Nos primeiros oito dias de janeiro, a United informou ter feito paradas não planejadas de abastecimento em 14 voos das seis rotas mais propensas a reabastecimento e que estão mais perto da autonomia máxima do avião.

Para aeroportos remotos como os de Goose Bay e Gander, que foram deixados de lado nos últimos anos graças à maior autonomia dos aviões, paradas de abastecimento podem trazer dezenas de milhares de dólares por mês em taxas de pouso e outras receitas.

Uma porta-voz da United disse que a companhia não pôs aeronaves maiores em lugar das atuais nas rotas afetadas porque elas estão sendo usadas em outras linhas da empresa, que foi criada em 2010 com a fusão da United Airlines com a Continental Airlines. Segundo estimativas do setor, um 757 quase lotado e com menos tripulação pode ser mais lucrativo do que um avião maior, como o Boeing 767, com o mesmo número de passageiros, mas com mais tripulação.

Os problemas de reabastecimento não trouxeram nenhuma ameaça à segurança, segundo especialistas da indústria e do governo americano. Mas uma porta-voz da agência de aviação dos EUA, a FAA, disse que autoridades do órgão “estão cientes de que aviões da United têm feito mais paradas não agendadas para reabastecimento este ano do que no ano anterior, e estamos estudando a questão”. O capitão Jay Pierce, presidente do sindicato que representa os pilotos da Continental, disse na semana passada que havia solicitado aos diretores de segurança da entidade que estudassem a questão.

O comportamento dos ventos, que o meteorologista Henry Margusity, da empresa americana de meteorologia AccuWeather.com, atribuiu a temperaturas abaixo do normal nas águas equatoriais do Pacífico — fenômeno conhecido como La Niña — também criou problemas para outras companhias aéreas que usam os 757 de um só corredor através do Atlântico.

A USAirways Group Inc., que usa 757s entre a Filadélfia e algumas cidades europeias, informou que em dezembro desviou quatro de 112 voos transatlânticos devido a ventos fortes.

A American Airlines, da AMR Corp., que faz seis rotas europeias com 757s, afirmou que tinha tido “alguns” pousos não planejados para abastecimento em voos para os EUA, mas que isso não é “uma ocorrência diária”. A Delta Air Lines Inc., que também voa 757s para a Europa, disse não ter tido nenhum desvio devido a limitações de combustível em dezembro e nem em janeiro, até agora.

A divisão Continental da United — que usa 757s para ligar seu centro de operações em Newark, no Estado de Nova Jersey, nordeste dos EUA, a vários destinos europeus — tem sido mais afetada.

O 757, que entrou em serviço na aviação em 1983 e foi fabricado até 2004, pode carregar mais de 220 passageiros em uma classe. No início dos anos 90, a FAA deu permissão para que fosse usado em rotas até a Europa Ocidental antes cobertas por aviões maiores e mais custosos, que consomem mais combustível, mas têm mais autonomia de voo.

Vulcão chileno volta a prejudicar voos no Brasil

 

As cinzas do vulcão chileno Puyehue voltaram a afetar voos do Brasil e de países vizinhos neste domingo, 16. A companhia aérea TAM informou, por meio de nota, que cancelou os voos com origem e destino aos aeroportos de Buenos Aires (Ezeiza e Aeroparque) e de Montevidéu, no Uruguai (veja lista no fim da página). O vulcão chileno interrompeu o tráfego aéreo da região após uma erupção em junho deste ano.

“Precisamos que a nuvem de cinzas passe antes de retomar as operações do aeroporto (Aeroparque)”, afirmou o secretário de transportes argentino Juan Pablo Schiavi, em declaração a TVs locais. Segundo ele, o aeroporto argentino atende voos domésticos e regionais.

No Uruguai, foram 15 partidas canceladas em Montevidéu, segundo informações da agência de notícias AFP. Além da TAM, as companhias aéreas Pluna e Lan também tiveram suas operações uruguaias afetadas.

Veja a lista de voos cancelados:

JJ 8020  de Porto Alegre para  Aeroparque – Buenos Aires

JJ 8021  de Aeroparque – Buenos Aires para Porto Alegre

JJ 8005  de Ezeiza – Buenos Aires para Guarulhos – São Paulo

JJ 8013  de Ezeiza – Buenos Aires para Galeão – Rio de Janeiro

JJ 8047  de Montevidéu para Guarulhos – São Paulo

JJ 8018  de Guarulhos – São Paulo para Ezeiza – Buenos Aires

JJ 8019  de Ezeiza – Buenos Aires para Guarulhos – São Paulo

JJ 8012  de Galeão – Rio de Janeiro para Ezeiza – Buenos Aires

JJ 8010  de Guarulhos – São Paulo  para Ezeiza – Buenos Aires

JJ 8046  de Guarulhos – São Paulo para Montevidéu

Fonte: Agência Estado

Vulcão chileno afeta voos de cinco companhias no Brasil

Vulcão Puyehue continua expelindo grande quantidade de cinzas

O Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica), o Salgado Filho, em Porto Alegre, e o Galeão, no Rio, têm voos cancelados da Aerolíneas Argentinas, LAN, Pluna, TAM e Qatar no início da noite desta sexta-feira, 8. A causa é a volta das cinzas do vulcão chileno ao espaço aéreo no sul do Brasil e países vizinhos, informou a Infraero.

Os voos para os aeroportos Aeroparque e Ezeiza, em Buenos Aires, foram suspensos na manhã desta sexta-feira. O Comitê de Emergência anunciou que todos os voos estão suspensos, tanto as chegadas quanto as partidas. O vulcão voltou a lançar cinzas no espaço aéreo no último dia 4.

A LAN disse ainda que o voo da manhã para Buenos Aires foi cancelado, mas o da noite está mantido. A TAM confirmou dois cancelamentos para o Uruguai, e a GOL afirmou que opera normalmente.

Às 17h45, os aeroportos brasileiros tinham 354 voos atrasados (18.5%) e 89 (4.6%) cancelados entre os 1917 programados, segundo a Infraero. Cumbica contabilizava 39 atrasos (23.6%) e 11 (6.7 %) cancelamentos entre os 165 programados.

Cumbica

A Aerolíneas Argentinas cancelou três chegadas no Aeroporto de Guarulhos na tarde desta sexta-feira, 8. Dois voos viriam de Buenos Aires (01274 às 13h05 e 01220 às 14h) e outro chegaria de San Carlos De Bariloche (01298 às 0h30 do sábado, 9.)

Ainda foram suspensas quatro partidas da Aerolíneas Argentinas para Buenos Aires (01275 às 13h15, 01221 às 15h25, 01225 às 23h30 e 01277 às 20h40).

Já a LAN suspendeu apenas uma chegada de Santiago (00774 às 13h30) e mais uma partida para o mesmo destino (00775 às 14h15).

A Pluna cancelou uma chegada de Montevidéu (00624 às 14h50) e duas partidas para a capital do Uruguai (00625 às 15h30 e 00237 às 22h30). Um voo da Pluna está atrasado para seguir para Montevidéu (00619 às 13h15).

A TAM cancelou um voo ida e outro de volta de Montevidéu (08046 e 08047). A Qatar cancelou uma partida para Buenos Aires (00921 às 17h40).

Salgado Filho

Entre 13h às 18h foram suspensas quatro partidas e mais três chegadas em função das cinzas.

Das chegadas canceladas, um voo foi da Aerolíneas Argentinas que sairia de Buenos Aires (01228 às 13h20) e mais um da Gol (07489 às 17h09) com origem também em Montevidéu.

A Pluna teve uma chegada suspensa de Montevidéu (00626 às 14h11) e uma partida com o mesmo destino cancelada (00627 às 14h57).

Ds partidas programadas e canceladas, uma delas iria para Montevidéu (07488 às 13h15) da Gol, outra duas para Buenos Aires da Aerolíneas Argentinas (01229 às 14h e 01277 às 20h40), mais uma para Punta de Leste da BQB Linhas Aéreas (02315 às 14h) e outra iria de Rivera para Montevidéu (00619 às 18h45), no Uruguai.

Rio

No Aeroporto do Galeão, duas chegadas da Pluna de Montevidéu foram suspensas nesta sexta-feira (00222 às 14h39 e 00616 às 14h39). Também outras duas partidas com o mesmo destino foram canceladas (00223 às 15h30 e 00617 às 15h30).

Instabilidade

O processo da erupção continua e é possível que volte a apresentar um aumento na atividade. Os perigos vulcânicos se reduzem a queda de cinzas finas e lahares (movimento de massa das regiões vulcânicas) secundários, informou o Serviço Nacional de Geologia e Mineração do Chile (Sernageomin) em boletim emitido na quinta-feira.

Fonte: Agência Estado

Cinzas de vulcão chileno interrompem voos na Austrália

Airbus A380 da Qantas em Sydney

A nuvem de cinzas proveniente de um complexo vulcânico no Chile provocou o caos na aviação australiana e levou a principal companhia aérea do país, a Qantas, a cancelar voos de e para o principal aeroporto da Austrália na terça e na quarta-feira.

A empresa Virgin Australia também cancelou nesta terça-feira voos domésticos de e para Sydney e outras importantes cidades do país.

A porta-voz da Qantas, Olivia Wirth, disse que permaneceriam em solo durante toda a quarta-feira os aviões que fariam trajetos tendo como ponto de partida ou destino os aeroportos de Sydney, Melbourne e da capital, Canberra.

Segundo Wirth, os cancelamentos afetariam mais de 200 voos e cerca de 20 mil passageiros por dia. Os voos internacionais esperados em Sydney nesta terça-feira à noite seriam desviados para a cidade de Brisbane, declarou.

“Nós, de fato, esperamos novos atrasos nas próximas 24 a 48 horas”, disse Wirth a repórteres, acrescentando que a Qantas recebe a cada três horas informações atualizadas sobre a nuvem de cinzas.

As cinzas lançadas pelo complexo vulcânico de Puyehue-Cordón Caulle, que entrou em erupção no dia 4 de junho, depois de décadas inativo, forçou o cancelamento de centenas de voos nas últimas semanas por causa do risco potencial de a cinza danificar os motores dos jatos.

O impacto foi sentido especialmente na Argentina e Uruguai, mas também prejudicou os vôos na Nova Zelândia, Austrália e Brasil. Na América do Sul, no entanto, a situação já foi normalizada.

A nuvem afetou pela primeira vez os voos entre a Nova Zelândia e a Austrália há dez dias, o que levou ao cancelamento de várias viagens.

PREVISÃO DE MELHORA

Na manhã desta terça-feira, a Qantas informou ter desviado voos procedentes de Johanesburgo e Cingapura para Brisbane, retardado dois outros vindos de Los Angeles e cancelado seis entre a Austrália e a Nova Zelândia. O aeroporto de Sydney informou ter cancelado voos para o Havaí e Bali, na Indonésia.

A Qantas também adiou dois voos para Londres e um para Frankfurt, disse outro porta-voz.

O órgão australiano que monitora as cinzas informou que a nuvem percorreu mais de 4 mil quilômetros em 24 horas e fortes ventos a tinham conduzido em direção ao sudeste da Austrália, mas a previsão era que o céu estaria limpo na até a noite de quarta-feira.

(Reportagem de Sonali Paul e James Grubel em Canberra)

Fonte: Agência Estado

Vulcões vão continuar ameaçando a aviação, diz especialista

 

As cinzas vulcânicas que tantos problemas têm causado ao tráfego aéreo em diversas regiões do planeta vão continuar sendo um risco permanente à aviação, disse à BBC Brasil a vulcanologista Marianne Guffanti, do US Geological Survey (USGS, agência de pesquisa geológica ligada ao governo americano).

Segundo Guffanti, que há 15 anos atua na área de riscos à aviação, o fenômeno não é novo. O que mudou nos últimos anos, diz a cientista, não foi a intensidade das erupções, e sim do tráfego aéreo.

“Esse fenômeno é conhecido há mais de 30 anos”, afirma Guffanti. “Mas agora o espaço aéreo está tão cheio que os riscos são muito altos.”

Em um dos episódios mais recentes, a erupção do vulcão chileno Puyehue vem provocando há vários dias cancelamentos de voos em diversos países da América do Sul, na Austrália e na Nova Zelândia.

Nesta semana, países do Leste da África tiveram de cancelar voos devido à erupção do vulcão Nabro, na Eritreia.

De acordo com a vulcanologista, novos problemas podem ocorrer a qualquer momento e em praticamente qualquer região onde haja atividade vulcânica.

“É um risco contínuo”, diz Guffanti. “É muito difícil prever.”

Incidentes

A especialista do USGS diz que, nos últimos 30 anos, houve pelo menos 26 incidentes graves com aviões provocados por nuvens de cinzas vulcânicas.

Em nove deles, as turbinas das aeronaves chegaram a parar de funcionar durante o voo.

Guffanti afirma que um dos primeiros registros de encontros entre aviões e nuvens de cinzas vulcânicas de que se tem notícia ocorreu em 1980, durante a erupção do Monte Santa Helena, no Estado americano de Washington.

Na época, diz a cientista, houve uma série de episódios em que aeronaves militares se depararam com as nuvens de cinzas expelidas pelo vulcão.

Nos anos seguintes, outros episódios envolvendo aeronaves e nuvens de cinzas voltaram a ocorrer em diferentes partes do planeta onde havia vulcões em erupção.

Informação

Foi somente no ano passado, porém, durante a erupção do vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia, que o problema ganhou projeção mundial.

As nuvens de cinzas expelidas pelo vulcão mergulharam a Europa em um caos aéreo, com cancelamento de milhares de voos, fechamento de aeroportos em diversos países e um prejuízo calculado em bilhões de dólares.

“Antes daquele episódio na Islândia, as pessoas não sabiam que, enquanto elas viajam, digamos, de Chicago ao Japão, há uma equipe de especialistas nos bastidores monitorando as cinzas de vulcões”, diz Guffanti.

De acordo com a cientista, à medida que aumentou o conhecimento sobre os riscos das nuvens de cinzas às aeronaves, estabeleceram-se regras mais detalhadas para disseminar informações no setor de aviação mundial.

Além disso, hoje há mais sensores em satélites que podem detectar as nuvens de cinzas com maior precisão.

“O que aconteceu nos últimos anos foi uma combinação de novas tecnologias para detectar as nuvens de cinzas e uma melhor estratégia de comunicação e de distribuição de informações ao redor do mundo”, afirma.

Fonte: BBC Brasil / Agência Estado

Voos voltam ao normal com reabertura de aeroportos do Cone Sul

 

Os dois principais aeroportos de Buenos Aires, aeroporto internacional de Ezeiza e o Jorge Newbery (Aeroparque), e o aeroporto internacional de Montevidéu estão abertos para pousos e decolagens, depois dos cancelamentos registrados desde domingo devido às cinzas do vulcão chileno Puyehue.

Segundo informações dos aeroportos argentinos, voos das companhias aéreas brasileiras TAM e GOL aterrissaram e decolaram nesta quarta-feira, 15, em Ezeiza e Aeroparque com destino ao Rio de Janeiro e a São Paulo.

Mas no site dos aeroportos foi publicada uma advertência orientando os passageiros a ligarem para a Administração Nacional de Aviação Civil (Anac) da Argentina e para as empresas aéreas, já que alguns voos podem ter sido remarcados.

Dos 41 voos que aterrissaram no aeroporto de Ezeiza até a manhã desta quarta-feira, cinco foram cancelados. As companhias aéreas LAN e Aerolíneas Argentinas informaram que voltavam a operar pela manhã, o que já tinham feito as empresas brasileiras.

 

Montevidéu

O aeroporto de Montevidéu também opera quase normalmente. Dos 18 voos que decolaram na manhã desta quarta, apenas três foram cancelados.

Muitos passageiros que lotavam o saguão esperavam para embarcar desde domingo, quando o espaço aéreo uruguaio voltou a ser fechado.

Segundo o jornal Clarín, mais de mil passageiros argentinos estavam no aeroporto de Miami desde domingo, aguardando a reabertura dos aeroportos de Buenos Aires.

Os voos continuam suspensos para as principais cidades da Patagônia, como Bariloche, na província de Rio Negro, e Villa La Angostura, na província de Neuquén.

As operações aéreas para estas cidades foram canceladas logo depois que o vulcão entrou em erupção, no dia 4 de junho.

Segundo a Secretaria de Turismo de Bariloche, a expectativa é que os voos sejam retomados no dia 21 de junho.

Já os funcionários do Departamento Municipal de Promoção de Turismo (Emprotur) disseram à BBC Brasil que esperam que o aeroporto de Bariloche esteja liberado depois do dia 30 de junho.

“Estamos monitorando a situação a cada momento. Tudo depende do comportamento das cinzas e dos ventos.”

A situação é mais critica em Villa la Angostura, que está a 40 quilômetros do vulcão. Ali, casas, hotéis, lagos, piscinas, ruas e estradas foram cobertos pelas cinzas.

O fornecimento de luz também foi afetado e as imagens pouco lembram o destino turístico que atrai principalmente as classes altas do país e do exterior.

“Ninguém governa o vulcão. Por isso, não podemos falar sobre prazos ou datas de quando a situação estará normalizada. Enquanto o vulcão continuar em atividade, não podemos prever quando a nossa temporada de inverno começará com certeza. É uma situação difícil”, disse Ricardo Alonso, prefeito de Villa La Angostura.

Fonte: BBC e Agência Estado