Especialistas cobram política nacional para formação e capacitação de recursos humanos para a aviação civil

 

Durante audiência pública nesta quarta-feira (6), especialistas do setor cobraram do governo e do Congresso a definição de uma política nacional para a área de formação e capacitação de recursos humanos para a aviação civil. O debate ocorreu em reunião da Subcomissão Temporária sobre a Aviação Civil, da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

Participaram da audiência, conduzida pelo presidente da subcomissão, senador Vicentinho Alves (PR-TO), o coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás, Raul Francé Monteiro; a secretária de Navegação Aérea Civil da Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República, Clarice Bertoni Lacerda Rodrigues; e o diretor de Educação e Tecnologia do Sesi/Senai de Goiás, Manoel Pereira da Costa.

Antes de passar a palavra aos convidados, Vicentinho prestou homenagem ao Esquadrão de Demonstração Aérea da Força Aérea Brasileira (FAB), mais conhecido como Esquadrilha da Fumaça. A equipe completa 60 anos de atividades em 2012.

A secretária Clarice Bertoni Lacerda Rodrigues explicou que o governo brasileiro encara a aviação civil como um setor que tem caráter estratégico para o desenvolvimento econômico sustentado e sustentável do país.

Ela disse que a segurança da aviação nacional é prioridade e, por isso, o estado tem de estar atento à qualidade da formação de recursos humanos.

– Nós queremos transformar o Brasil em referência internacional na formação e capacitação de profissionais para a aviação civil – garantiu a secretária.

Clarice Bertoni Lacerda Rodrigues traçou um panorama do programa permanente desenvolvido pela SAC em parceria com outros órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Infraero e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para garantir formação em “quantidade e qualidade” necessárias para suprir a aviação civil nacional.

A secretária afirmou que o governo federal está consolidando uma política nacional de formação para o setor, depois de ouvir empresas aéreas, escolas de preparação, universidades, sindicatos, associações de trabalhadores e inúmeros outros órgãos e entidades com relação com a aviação.

Clarice Bertoni Lacerda Rodrigues informou que os profissionais do setor abrangem pilotos, comissários, despachantes operacionais, mecânicos, controladores de tráfego aéreo, técnicos em meteorologia, bombeiros aeronáuticos, agentes de segurança aeroviária, dentre outras especialidades.

Em resposta a Vicentinho Alves, a secretária afirmou que a SAC vem aproveitando todo o escopo da Superintendência de Capacitação e Desenvolvimento de Pessoas da Anac.

O professor e coordenador Raul France Monteiro disse que a aviação civil é uma área do conhecimento que possui alto índice de especificidade e que todos os profissionais do setor necessitam de formação diferenciada e especializada. A segurança é sempre prioridade na aviação, acrescentou. Ele cobrou do governo a definição de uma política mais clara, para nortear as diretrizes e o rumo do setor.

Raul France Monteiro elogiou os trabalhos da subcomissão por permitir análise, debate e contribuições de diversos seguimentos com vistas à melhoria da legislação.

Para ele, o relatório final da Subcomissão sobre Aviação Civil poderá ser “uma virada de comportamento e um momento histórico para a aviação civil brasileira”.

– Aviação civil segura, eficiente e lucrativa necessita planejamento e políticas claras e evidentes. Estamos vinte anos atrasados – afirmou o professor.

Questionado por Vicentinho, Raul Monteiro informou que 23 universidades brasileiras trabalham na formação e capacitação de profissionais para a aviação civil e aproveitou para pedir mais valorização dos professores dessa área.

Por sua vez, Manoel Pereira da Costa informou que o Sesi/Senai de Goiás tem atualmente 170 alunos do curso de técnico de manutenção de aeronaves. Ele afirmou que a formação para o setor necessita de investimentos pesados, pois garantir a qualidade da capacitação é essencial. Ele pediu mudanças na legislação que diminuam a burocracia para a oficialização dos profissionais do setor perante a Anac.

Manoel Pereira da Costa também sugeriu que recursos do FAT e do Pronatec possam ser investidos na educação nesse setor.

A próxima reunião da Subcomissão Temporária sobre Aviação Civil será realizada na quarta-feira (13) às 14h e terá como convidados representantes da Embraer, Helibrás e Inpaer, entre outros.

Fonte: http://www12.senado….a-aviacao-civil

Cidades de SP ainda sonham com 3º aeroporto

 

Se prevalecesse a vontade política de algumas cidades, São Paulo não teria o terceiro aeroporto. Teria o quarto, o quinto, o sexto. Municípios da Região Metropolitana – e até de um pouquinho mais longe – vivem hoje uma disputa pela obra mais debatida, pensada, repensada, rejeitada e novamente cogitada: a construção de um novo aeroporto no entorno da capital.

Saturados, Congonhas e Cumbica já ultrapassaram há tempos sua capacidade operacional. O primeiro não tem para onde crescer, com o entorno totalmente urbanizado. Para o segundo, há vários planos de ampliação, sobretudo com a expectativa da administração privada. Mas o lobby pela construção de um terceiro aeroporto é grande e ganhou força com a criação do Conselho de Desenvolvimento Metropolitano, presidido pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Pelo menos cinco cidades já se candidataram – formal ou informalmente – para receber a obra. Todas se vendem como perfeitamente aptas a abrigar um aeroporto – ficam perto de importantes rodovias, têm terreno disponível e já sondaram ou foram sondadas por empresas interessadas em patrocinar o sonho paulista de mais um aeroporto.

Mas nem sempre o sonho bate com a realidade. Caieiras, a 38 km da capital, já despontou como favorita na disputa – é perto, servida pelas Rodovias Anhanguera e Bandeirantes e pelo Rodoanel, tem um terreno de 9 milhões de m² que comportaria um aeroporto. Até que a Aeronáutica, responsável pelo espaço aéreo brasileiro, deu um banho de água fria na cidade com parecer desfavorável – um aeródromo ali sobrecarregaria o já pesado tráfego aéreo de São Paulo.

Mas a cidade não desistiu. “Tem até pré-projeto. Existe área disponível, de um dono só, toda reflorestada, até o ambiente sofreria menos. Sem contar a logística de estar perto das rodovias e a menos de 40 minutos do centro de São Paulo”, afirma o prefeito de Caieiras, Roberto Hamamoto (PSD). “O aeroporto seria a redenção dessa região: Caieiras, Franco da Rocha, Cajamar, Francisco Morato.”

Todos parecem ter pelo menos um pré-projeto pronto. Algumas já assinaram protocolo de intenções com empreiteiras sem ainda terem recebido sinal verde da Aeronáutica ou da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). É o caso de Ibiúna, a 72 km de São Paulo, onde já está tudo certo para construir um aeroporto para 100 mil passageiros. Nos anos 1970, o município foi cotado para receber um aeroporto internacional. Mas o projeto acabou feito em Guarulhos.

A 20 km dali e a 70 km de São Paulo, São Roque é outra concorrente. A estância turística saiu na frente e é a única que conseguiu, de fato, autorização formal da Anac para construir um aeroporto, que seria executivo, nos moldes do Campo de Marte. Apesar de o terreno de 7 milhões de m² e os planos de fazer uma pista de 2,8 mil metros – a de Congonhas tem 1,9 mil – darem margem para uma obra maior.

A construtora JHSF deve tocar a empreitada. “Nossa economia é 50% turismo. O aeroporto seria muito importante para nós. Eles (a JHSF) têm um terreno muito grande e a viabilidade da Anac”, afirma Leodir Francisco Ribeiro, da Prefeitura de São Roque.

Mais para o sul da Grande São Paulo, quem historicamente pleiteia um aeroporto é São Bernardo do Campo, no ABC, que tem um terreno de 30 milhões de m² pronto para recebê-lo. O prefeito Luiz Marinho (PT) é o presidente da Comissão do Terceiro Aeroporto no Conselho de Desenvolvimento Metropolitano e já se reuniu com a presidente Dilma Rousseff (PT).

Mogi das Cruzes é outra candidata. Mas o prefeito Marco Bertaiolli (PSD), relator da comissão do terceiro aeroporto, desconversa quando questionado sobre a rivalidade entre as cidades pleiteantes. Segundo ele, a decisão de qual município levará o prêmio é puramente técnica. “Vamos ouvir técnicos, engenheiros, pessoas da área e encaminhar até o fim do ano ao governo federal.”

Sem autorização. A Anac informou que não recebeu nenhum pedido de autorização para aeroporto em Mogi das Cruzes, Ibiúna, Caieiras e São Bernardo. Questionada sobre a viabilidade de aeroportos nessas cidades, a Aeronáutica não respondeu.

Para um especialista em controle de tráfego aéreo que não quis se identificar, em qualquer uma dessas cidades a construção de um novo aeroporto interfere drasticamente no espaço aéreo paulista. “O grau de interferência nos outros aeroportos de São Paulo impõe uma limitação tão grande ao tráfego aéreo que não vale a pena. O novo aeroporto tem de ser mais distante.”

Fonte: Agência Estado

Prefeitos da região metropolitana e Estado articulam 3º aeroporto em São Paulo

 

Os prefeitos da região metropolitana de São Paulo e o governo do Estado começaram nesta quinta-feira, 26, durante reunião na Prefeitura de São Paulo, comandada por Gilberto Kassab (PSD), as articulações para tentar convencer a União da necessidade de um terceiro aeroporto próximo à capital paulista.

Até o fim do ano, o grupo pretende concluir estudo que comprove a necessidade de um novo aeroporto na região. Para isso, vai organizar um seminário público no segundo semestre para discutir propostas que serão levadas ao governo Dilma Rousseff. Três cidades já têm áreas disponíveis para receber um novo aeroporto: São Bernardo do Campo, Caieiras e Mogi das Cruzes.

De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, que participou do encontro de ontem, as discussões haviam sido adiadas para não comprometer o processo de concessão dos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Viracopos, em Campinas, realizado no dia 6 de fevereiro. Com o sucesso do leilão, a resistência do governo federal a um novo aeroporto na região já seria menor, segundo os prefeitos.

A ideia do grupo de prefeitos, agora, é apresentar um estudo técnico que mostre que, mesmo com os investimentos previstos na infraestrutura aeroviária já existente em São Paulo, um novo aeroporto será fundamental para o Estado para desafogar Congonhas, na capital, e Cumbica, em Guarulhos.

Cumbica, por exemplo, teve movimentação de 29,9 milhões de passageiros no ano passado, entre voos domésticos e internacionais. A expectativa é a de que, até 2025, a demanda de passageiros no Estado seja de 60 milhões, de acordo com dados da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe SP).

Dicussão técnica

“Nossa primeira missão será comprovar tecnicamente a necessidade e a viabilidade de um novo aeroporto na região. Se começarmos a falar em localização antes da discussão técnica, vira disputa política”, afirmou o prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), relator do grupo temático sobre o terceiro aeroporto criado no âmbito do Conselho da Região Metropolitana de São Paulo, presidido por Kassab. “Nossa ideia é fazer com que as prefeituras e o governo de São Paulo possam apontar onde esse investimento pode produzir os melhores resultados e impactos na região”, disse Edson Aparecido.

Embora o grupo tenha iniciado os trabalhos apenas ontem e ainda seja necessária aprovação de estudo técnico de órgãos federais como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além da própria concordância do governo federal, os municípios já travam uma batalha para provar que merecem receber o novo aeroporto.

Guerra municipal

Bertaiolli, por exemplo, informa que Mogi das Cruzes possui uma área disponível de 18 milhões de metros quadrados, a cerca de 30 quilômetros do Aeroporto de Cumbica, adequada para receber um aeroporto, cuja ligação poderia ser feita por trem, monotrilho ou Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Segundo ele, trata-se de um local com diversos terrenos e proprietários diferentes, entre eles a própria prefeitura, mas desabitado.

“É uma área próxima o suficiente para ter uma ligação com Cumbica. Nossa ideia é que o novo aeroporto seria exclusivo para voos internacionais”, afirmou o prefeito de Mogi das Cruzes. Segundo ele, pela sua proposta, Cumbica se tornaria o maior aeroporto doméstico do País, e Congonhas serviria para voos de pequenos jatos e da ponte aérea Rio-São Paulo.

Já o prefeito de Caieiras, Roberto Hamamoto (PSD), defende que o novo aeroporto seja construído em seu município.

Diferentemente de Mogi, a proposta para Caieiras vem da iniciativa privada. Segundo Aparecido, as empreiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa teriam adquirido um terreno de cerca de dez milhões de metros quadrados da empresa Melhoramentos e a concessionária de rodovias CCR teria interesse em administrá-lo.

“É uma área perto da Estrada Velha de Campinas, das rodovias Anhanguera e Bandeirantes e do Rodoanel. Por ser uma área reflorestada, o impacto ambiental seria menor. E por pertencer apenas a um proprietário, evitaria centenas de desapropriações”, afirmou o prefeito de Caieiras.

Segundo Hamamoto, o novo aeroporto seria uma forma de compensar os municípios ao norte da capital paulista pela falta de investimentos na região. “Não seria apenas um benefício para Caieiras, mas também para Cajamar, Franco da Rocha e Francisco Morato em termos de empregos e investimentos”, afirmou. O plano diretor e de zoneamento da cidade foi revisto recentemente para facilitar os trâmites burocráticos, caso a região receba o novo aeroporto.

Em São Bernardo do Campo, administrada pelo prefeito Luiz Marinho (PT), a área, segundo fontes, é particular, desabitada e próxima da Rodovia dos Imigrantes, do Rodoanel e da interligação com a Rodovia Anchieta. Inicialmente, o projeto é de um aeroporto de cargas, devido à proximidade com o Porto de Santos. O aeroporto também seria destinado à aviação executiva e poderia ser ampliado no futuro para se tornar um aeroporto comercial.

Fonte: Agência Estado

F-X2: Boeing já gastou mais de US$ 5 mi para vender caça para o Brasil

F/A-18F Super Hornet é um dos concorrentes para ser o próximo caça da FAB

A companhia norte-americana Boeing já gastou mais de US$ 5 milhões na campanha para vencer a licitação do governo brasileiro para a compra de 36 caças, o chamado projeto F-X2, da Força Aérea Brasileira. O avião norte-americano é o F/A-18E Super Hornet. Ele concorre com JAS-39 Gripen, da sueca SAAB e o Rafale, da francesa Dassault. A concorrência gira em torno de US$ 5 bilhões. Espera-se que até o fim de junho deste ano haja uma decisão do governo brasileiro.

“De 2009 até hoje, gastamos mais de US$ 5 milhões com uma série de visitas de militares brasileiros para fazer testes, entre outras coisas”, afirma Dana Dacharoeden, gerente o campanha F-X2 da Boeing. De acordo com ele, houve investimentos para enviar especialistas ao Brasil para explicar detalhes do Super Hornet.

O projeto F-X se arrasta desde o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). No segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto ganhou sufixo 2 e a disputa afunilou-se entre os norte-americanos, suecos e franceses. Em 2008, Lula chegou a dar uma declaração em favor da Dassault, mas ele terminou o mandato sem comprar os caças.

Com a manutenção de Nelson Jobim no Ministério da Defesa no começo da administração Dilma Rousseff, acreditava-se que os franceses se seriam confirmados como vitoriosos da licitação. No entanto, dois novos adiamentos para compra dos caças e saída de Jobim do governo reacenderam a disputa e motivaram a Boeing, que se mantém otimista na vitória da concorrência.

Além dos seus próprios esforços, Boeing tenta contar com a ajuda do governo norte-americano para convencer o Brasil a comprar os Super Hornets. Do ponto de vista diplomático, os Estados Unidos têm repetido que o Brasil tornou-se um aliado mundial do mesmo nível de Japão, Reino Unido e Alemanha.

Contudo, o principal ponto questionado no pacote da Boeing é a transferência de tecnologia. Os EUA têm de pedir autorização do Congresso norte-americano para repassar determinadas informações para outros países. O problema, no entanto, é que até agora não está claro o que de fato poderá ser compartilhado.

A transferência dos códigos fontes do caça norte-americano é outro ponto de discussão. Principal secretário assistente do Departamento de Estado dos EUA, Thomas Kelly afirma que nenhum aliado norte-americano recebe códigos fonte de aeronaves produzidas pelo País. “Não podemos dar código fonte para nenhum país”, afirma.

Fonte: IG

Deputados criam projetos ‘amalucados’ para aviação

 

Pelo alto-falante do aeroporto, a companhia aérea informa aos passageiros do voo prestes a embarcar: haverá turbulência severa na rota. Ainda no terminal, um deputado federal é dispensado da inspeção de segurança, graças ao cargo. Dentro do avião, gordinhos e grandalhões têm assentos reservados. Eis o futuro da aviação, a considerar projetos de lei inusitados em trâmite na Câmara dos Deputados.

O mais recente, de março, é o da isenção da revista obrigatória de segurança antes de voos domésticos. Além de deputados, passariam a ficar livres dela generais do Exército, senadores, ministros de Estado, do STF (Supremo Tribunal Federal) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

“A própria Constituição, que determina que todos os indivíduos são iguais perante a lei, estabelece privilégios para determinadas pessoas no exercício de alguns cargos específicos”, disse o deputado Cabo Juliano Rabelo (PSB-MT) no texto de justificativa que acompanha o projeto.

“Imagine-se, em um aeroporto, qualquer das autoridades elencadas obrigadas a retirar os sapatos porque o alarme de segurança soou”, continua o deputado, em um exemplo da inconveniência que a inspeção causa.

O projeto será submetido às comissões da Câmara.Rabelo é suplente. A Folha ligou quatro vezes para o celular dele, mas não conseguiu falar.

Inspirado por passageiros que têm medo de voar, Dr. Ubiali (PSB-SP) criou em 2011 um projeto que prevê um “Índice de Turbulência Aérea”.

Pelo texto, antes do embarque, desde a primeira chamada, as companhias aéreas deverão informar qual a previsão de turbulência para aquela rota, em uma escala que irá de zero a cinco, da mais fraca para a mais forte.

“É uma informação a mais, que interessa a quem tem pânico de turbulência. A pessoa, sabendo que o voo terá turbulência forte, terá a liberdade de desistir da viagem”, disse Ubiali.

Além de anunciado, o índice também terá que constar nos painéis do aeroporto. Tal qual o que dispensa a revista, precisa passar pelas comissões da Casa.

O Snea (sindicato das empresas aéreas) diz que o índice de turbulência não ajudará os passageiros. Pelo contrário, só os deixarão mais temerosos de voar. O índice não é eficaz: há turbulências de céu claro, que não são detectáveis pelo radar.

Já os assentos para obesos são objeto de diversos projetos. Em 2009, a Anac criou um selo para determinar a distância entre as poltronas dos aviões.

Fonte: Ricardo Gallo para a Folha de São Paulo

Secretaria de Aviação Civil cita estudo para desonerar aviação; Fazenda nega

 

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, confirmou na quarta-feira à Agência Estado que o governo começou a estudar medidas de desonerações para incentivar as companhias aéreas que atuam no País. O Ministério da Fazenda nega, porém, a iniciativa.

“O setor aéreo é um segmento importante para a economia brasileira, ainda mais em um cenário no qual a população está sendo incluída com mais acesso às viagens de avião”, disse Bittencourt. “Por isso, estão sendo feitos estudos para avaliar alternativas que possam fortalecer a competitividade do setor.”

Os estudos mencionados pela SAC estariam sendo feitos pelas próprias companhias, por meio do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA). “Mas se tratam de conversas muito incipientes ainda”, afirmou Bittencourt.

A Pasta da Fazenda negou, por meio de sua assessoria, que esteja estudando a desoneração da folha de pagamentos para as companhias aéreas. Uma fonte disse que a medida não chegou a ser discutida dentro do governo e garantiu que não está no radar neste momento. Segundo esta fonte, a prioridade na desoneração da folha, que deve continuar até 2014, é o setor industrial. Até lá, o governo espera beneficiar toda a indústria. Essa mesma fonte lembra que, dos 15 setores já beneficiados, apenas dois são do setor de serviços.

Outra fonte da equipe econômica disse que não há data para uma nova rodada de desoneração da folha. “Nada disso foi tratado diretamente com o Ministério da Fazenda”, assegurou. Esta fonte lembra também que qualquer discussão de redução de ICMS com os Estados é sempre “um parto”. Afirma ainda que não existe qualquer intenção do governo de regular o preço do querosene.

Uma fonte do Palácio do Planalto também negou a discussão de medidas para ajudar o setor aéreo. Mas lembrou que há na SAC, desde a gestão do ministro Nelson Jobim frente ao Ministério da Defesa, uma proposta de redução do ICMS para querosene de avião apenas para algumas linhas regionais. Esta medida seria uma contrapartida dos Estados dentro de um pacote maior de incentivos, inclusive federal, para a licitação de linhas regionais.

Fonte: Agência Estado

Governo freia participação estrangeira

 

Divergências internas no governo devem frear as perspectivas de aumento do limite de participação estrangeira nas companhias aéreas. Hoje o teto para a entrada de estrangeiros no capital votante das empresas está em 20%. Uma reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) que ampliava esse limite para 49% chegou a ser aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados, em 2010, e está pronta para apreciação em plenário.

O projeto de lei tinha apoio do governo, mas o consenso que havia antes se esvaiu. A Secretaria de Aviação Civil ainda defende o aumento, mas o Palácio do Planalto tem dúvidas. Paradoxalmente, há focos de resistência à maior abertura do setor no Ministério da Fazenda, onde o secretário Arno Augustin (Tesouro) começa a ganhar espaço em algumas discussões. Sem convergência nas discussões internas, a tendência é que o assunto não vá mais para frente no Congresso.

O revés ocorre em um momento de movimentação no mercado da aviação. A fusão da TAM com a chilena LAN, criando a Latam, está em estágio adiantado. Em dezembro, a americana Delta pagou US$ 100 milhões por uma fatia de 3% da Gol. Para funcionários do governo que são contra o aumento do limite à participação estrangeira no controle acionário das aéreas, já existe brecha suficiente para a capitalização das empresas brasileiras, sem que haja desnacionalização. Eles ressaltam que não há restrição à compra de ações preferenciais (sem direito a voto) por não-brasileiros e isso já permite aos estrangeiros ter até 60% do capital total de uma companhia aérea.

Curiosamente, a proposta do último relator da reforma do CBA caminhava na direção oposta. Antes de assumir a liderança do partido na Câmara e deixar o projeto de lado, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) chegou a sugerir a ampliação do limite de capital estrangeiro a 100%, desde que mantida uma “golden share” por acionista brasileiro. Mas a ideia de Araújo não prosperou.

A ampliação do limite de capital estrangeiro para 49% frustra as aéreas, que há anos fazem lobby a favor da mudança, mas outros pontos defendidos historicamente pelas companhias devem animá-las. Na discussão do ICMS, o governo sabe que terá dificuldade em negociar com os Estados a redução do imposto, por tratar-se de uma fonte certa e crescente de arrecadação, mas tem um trunfo em mãos: os recursos disponíveis no plano de aviação regional, que está pronto e depende apenas de aval da presidente Dilma Rousseff para ser anunciado. A barganha com os governos estaduais poderá passar pela queda das alíquotas do imposto. Quem se dispuser a baixar o ICMS poderá encontrar, como contrapartida, mais “boa vontade” no repasse de recursos.

O plano de aviação regional ainda não tem um orçamento definido, mas será o principal catalisador de investimentos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que nasce com verba anual de R$ 1,5 bilhão – R$ 1,1 bilhão dos quais referem-se ao pagamento das outorgas das privatizações dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. A prioridade do plano é aumentar de 130 para 210 o número de destinos atendidos por voos regulares, com pesados investimentos em aeroportos menores e do interior, a maioria administrada por autoridades estaduais.

Fonte: http://www.valor.com…cao-estrangeira